Pontos de atenção
Segurança Pública/Forças de segurança assume a centralidade da repercussão nas duas fontes. No Termômetro, Segurança Pública ultrapassa Crime geral e chega a 29,9 milhões de interações. No Data Lake DX, Forças de segurança também assume pela primeira vez a liderança, com 45,18 milhões. Os universos são distintos, mas a convergência indica maior centralidade de conteúdos associados às instituições e às forças de segurança.
O Caso Master consolida-se como principal narrativa transversal e eleitoral da semana. No social listening, atravessa quatro dos cinco eixos monitorados; no Data Lake DX, organiza a disputa entre atores políticos sobre transparência, Polícia Federal, STF e responsabilização. Lula lidera o engajamento político defendendo a quebra integral do sigilo, enquanto atores da direita concentram críticas à condução das investigações e às instituições.
Facções e feminicídio perdem repercussão nas duas bases, mas seguem trajetórias substantivamente diferentes. Crime organizado passa a ser discutido mais por suas conexões financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e infiltração institucional; feminicídio perde circulação e engajamento, mas permanece fortemente presente nas propostas dos candidatos aos governos estaduais.
A disputa partidária se torna significativamente mais acirrada: o PL permanece em primeiro lugar, mas sua participação no engajamento cai de 28,6% para 22,5%, enquanto o PT avança de 11,6% para 20,2%. A distância entre os dois partidos cai de 17 para apenas 2,3 pontos percentuais em uma semana. Dentro dessa disputa, Lula amplia fortemente sua capacidade de pautar a agenda, enquanto o PL perde vantagem partidária e o PT se aproxima no engajamento.
Termômetro
➜ Segurança Pública concentra a repercussão da semana: o eixo chega a 1,1 milhão de resultados, 71,1 mil autores únicos e 29,9 milhões de interações, superando Crime geral em engajamento (23,9 milhões). É o principal movimento da rodada e ocorre mesmo após o pico geral observado na semana do 7 de Setembro.
➜ A composição da agenda muda: crime organizado se aproxima de corrupção e fluxos financeiros, enquanto violência contra as mulheres perde espaço. Facções mantém circulação relativamente próxima à rodada anterior, mas perde engajamento e passa a aparecer mais associado à lavagem de dinheiro, infiltração do PCC e relações entre organizações criminosas e agentes públicos e privados. Já feminicídio recua novamente, chegando a 47,6 mil resultados e 712,1 mil interações, embora permaneça presente em casos concretos e na comunicação eleitoral sobre proteção às mulheres.
➜ O Caso Master segue organizando o debate e ganha novos desdobramentos políticos: a narrativa atravessa Segurança Pública, Crime geral, Facções e Crimes digitais, agora com maior centralidade das investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e o financiamento de Dark Horse, além das disputas entre Polícia Federal e STF. Crime e segurança permanecem, portanto, fortemente conectados à integridade institucional, corrupção e disputa eleitoral.
No Termômetro, facções passa de um enquadramento de soberania e capacidade estatal, mais forte na semana anterior, para lavagem de dinheiro, corrupção, infiltração do PCC e conexões entre organizações criminosas, agentes públicos e recursos financeiros.
Data Lake DX
O Data Lake DX, que acompanha os atores políticos, aponta uma nova intensificação relativa da agenda de Segurança Pública: O ritmo do debate alcançou 78,8% acima da média do primeiro semestre de 2026, maior patamar observado na série. No período, foram identificados 23,9 mil posts, equivalente a 8,1% do conjunto total de publicações. A expansão, contudo, não ocorreu de forma homogênea, entre os recortes temáticos. “Forças de segurança” passou a liderar tanto em frequência, com 13,9 mil posts, quanto em interações, com 45,18 milhões, enquanto “crime geral” recuou para 12,7 mil publicações e 34,1 milhões de interações. “Facções” e “feminicídio” também perderam frequência e engajamento, enquanto “crimes digitais” foi a única temática, além de “forças de segurança”, a ampliar o número de posts, embora tenha registrado queda nas interações.
Nesta semana, o debate seguiu impulsionado pelo confronto político e institucional, com o Caso Master, o STF e a Polícia Federal no centro das narrativas de maior repercussão. A quebra do sigilo de parte das investigações ampliou as disputas sobre as relações entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, e sobre a permanência de Andrei Rodrigues na direção da Polícia Federal. Lula (PT) liderou o ranking de engajamento ao defender a quebra integral do sigilo das investigações do Caso Master, enquanto Carlos Viana (PSD), Gustavo Gayer (PL-GO), Alfredo Gaspar (PL) e Jeffrey Chiquini (NOVO-PR) mobilizaram críticas à atuação do STF, da Polícia Federal e de seus dirigentes. Assim como na rodada anterior, apesar dos conteúdos mencionarem investigações, Polícia Federal, acusações de crimes ou pedidos de afastamento de autoridades, eles não necessariamente abordam políticas de segurança pública propriamente ditas.
A disputa partidária pelo engajamento se torna mais competitiva, com o avanço expressivo do PT. Embora o PL permaneça na liderança, sua participação nas interações recua de 28,6% para 22,5%, enquanto o PT cresce de 11,6% para 20,2%. Com isso, a diferença entre os dois partidos cai de 17 para apenas 2,3 pontos percentuais em uma semana, indicando uma redução significativa da vantagem do PL no debate digital sobre segurança pública. Entre os candidatos com maior frequência de postagens, a direita e centro-direita continuam predominantes, mas há uma mudança em relação às duas últimas rodadas com a entrada de Luciana Genro (PSOL-RS) entre os mais ativos. Nos posts de maior engajamento, sete dos dez conteúdos são de atores da direita ou centro-direita; ainda assim, a primeira posição pertence novamente à esquerda, com Lula (PT), e Érika Hilton (PSOL-SP) também aparece no ranking.
Entre os candidatos oriundos das forças de segurança, o Data Lake DX demonstra que os discursos que constam em posts com maior engajamento são os mais diversos, variando entre endurecimento penal, posicionamentos sobre o escândalo do Banco Master e a crise institucional no Supremo Tribunal Federal, fortalecimento da segurança pública e das polícias, e críticas aos Direitos Humanos. O Delegado Bruno Lima (PODEMOS-SP) foi quem liderou o engajamento desse grupo, com 262,2 mil interações.
Entre os candidatos à Presidência da República, os dados do Data Lake DX demonstram que o presidente Lula (PT) segue como o presidenciável com o maior engajamento, dessa vez ao se posicionar sobre o escândalo do Banco Master. Neste grupo, somente alguns candidatos apresentaram propostas concretas no tema da Segurança Pública.
Por sua vez, entre os candidatos aos governos estaduais, os dados do Data Lake DX demonstram que se trata de um grupo propositivo no debate digital, com propostas que transitam entre a criação de programas governamentais, realização de concursos públicos para as polícias, delegacias com funcionamento 24h e medidas para fortalecer o combate à violência contra a mulher e ao feminicídio. Além disso, foi identificada uma tendência de liderança dos governadores incumbentes, que em quatro dos cinco estados monitorados lideram os engajamentos.
Sumário executivo
Mapeamento das discussões sobre Segurança Pública no debate público e digital
Período dos dados: 08 a 13 de setembro de 2026
No termômetro, a agenda de segurança pública cresce de forma ampla e se torna mais politizada; no Data Lake DX, os atores políticos também ampliam a presença da pauta, mas com composição temática diferente e com forte concentração do engajamento em disputas institucionais, Caso Master, soberania e endurecimento penal.
TERMÔMETRO: pós a forte expansão registrada na semana do 7 de Setembro, o debate agregado recua entre 8 e 13 de setembro, período de coleta mais curto que o anterior, mas permanece em patamar elevado, com aproximadamente 3,1 milhões de resultados e 57,9 milhões de interações. A principal mudança está na composição: Segurança Pública cresce e alcança 29,9 milhões de interações, superando Crime geral (23,9 milhões), enquanto facções perde repercussão e feminicídio recua novamente em resultados, autores e engajamento. A politização observada na rodada anterior permanece, com o Caso Master funcionando como principal narrativa transversal. Crime financeiro, Polícia Federal e STF continuam estruturando a discussão, agora com maior centralidade das investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e o financiamento de Dark Horse. Em paralelo, facções se conecta mais a lavagem de dinheiro, corrupção e infiltração do crime organizado; violência contra as mulheres permanece presente em casos concretos e na comunicação eleitoral; e crimes digitais apresenta conteúdos mais aderentes a invasões, fraudes e segurança de dados.
A presença do tema da Segurança Pública entre os atores políticos monitorados pelo Data Lake DX alcançou novo patamar, ficando 78,8% acima da média do primeiro semestre de 2026. O Partido Liberal (PL) e São Paulo seguem liderando o debate, enquanto o Professor Juari (PSDB-MS) permanece como o candidato com maior frequência de postagem, com 69 posts.
No ranking de engajamento, Lula (PT) volta a ocupar a primeira posição, com cerca de 480 mil interações em um único post. O Caso Master permanece como o principal eixo de disputa, agora concentrado nas controvérsias envolvendo Alexandre de Moraes, a Polícia Federal e seu diretor-geral, Andrei Rodrigues. Embora sete dos dez posts de maior engajamento sejam de atores da direita ou centro-direita, Lula lidera individualmente o ranking e Érika Hilton (PSOL-SP) também figura entre os conteúdos de maior repercussão, indicando maior equilíbrio na capacidade de mobilização entre os dois campos políticos.
Por último, quanto aos presidenciáveis, o presidente Lula (PT) desponta na liderança da frequência de posts únicos e do ranking de engajamento, com um volume quase cinco vezes maior do que aquele acumulado por Flávio Bolsonaro (PL).
Apresentação
A Segurança Pública tem se destacado como um dos principais temas do debate político e eleitoral, tanto por sua centralidade entre as principais preocupações dos eleitores, como demonstram as pesquisas de opinião, quanto por sua importância entre as políticas públicas oferecidas pelo Estado brasileiro. Nas últimas décadas, o assunto retornou com consistência em períodos eleitorais – a cada dois anos – e está presente em planos de governo ao Executivo e nas campanhas ao Legislativo.
Mesmo com a redução de diferentes taxas de crime no país, como sequestros, homicídios e roubos, a pauta da Segurança Pública segue sendo uma das principais bandeiras no mundo político. Por um lado, porque observa-se uma tendência de deslocamento do crime – dos violentos aos virtuais – permitindo o surgimento de novos e renovados discursos sobre o combate à criminalidade. Por outro, porque há mais de uma década uma série de atores vinculados às forças de segurança pública – como militares, policiais, etc. – têm fornecido, progressivamente, quadros políticos para diferentes cargos, eletivos ou não, e tornado os temas correlatos à violência, à punição e à segurança centrais em suas posições, propostas e projetos.
Considerando estas tendências, decidiu-se monitorar o debate político acerca da Segurança Pública nas plataformas digitais durante as eleições de 2026, com o objetivo de observar os principais atores, narrativas e disputas em torno desta agenda. Este sétimo relatório reúne dados referentes ao intervalo entre 08 a 13 de setembro de 2026, dividido em duas partes. A primeira parte – Termômetro do Debate sobre Segurança Pública – utiliza social listening via Talkwalker, com buscas abertas por termos e sem pré-seleção de atores. A segunda – Panorama de Atores de Interesse – utiliza o Data Lake DX, formado por uma base fechada de contas monitoradas de diferentes redes. As duas fontes têm universos distintos e, por isso, seus volumes não devem ser comparados diretamente; sua leitura conjunta serve para identificar convergências, divergências e formas distintas de circulação da agenda.
A partir do cadastro oficial de candidaturas de 2026 pelo TSE, em 16 de agosto, foram analisadas 20.708 candidaturas a deputado estadual, federal e distrital, ao Senado e aos governos estaduais em busca de vínculo com o campo da segurança pública, identificado por dois sinais: a ocupação declarada ao Tribunal e a presença de patente ou título policial no nome de urna. O cruzamento retornou com 1.293 candidaturas, 6,2% do total. Desse conjunto, 361 já integravam a base de monitoramento; e foram incorporados os 122 perfis com mais de 10 mil seguidores em alguma plataforma, o que somou 271 novas contas (em diferentes plataformas) ao acervo. A maioria concorre a deputado estadual (82) e federal (31), com concentração em São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. Com essas adições, a base passa a monitorar 439 atores do campo da segurança pública.
Termômetro do Debate sobre Segurança Pública
Com o objetivo de observar o debate mais amplo sobre segurança pública, adicionamos, uma visão baseada em buscas por termos relacionados ao tema em ferramenta de social listening, sem pré-seleção de atores. Esta seção busca identificar as temáticas em alta no debate público digital entre os dias 08 de setembro a 13 de setembro de 2026. As buscas estão organizadas em cinco grupos temáticos: crime geral, segurança pública e forças de segurança, facções, feminicídio e crimes digitais. Vale mencionar o quanto a estabilidade agregada esconde recomposição de agenda:
O debate sobre crime e segurança pública recua em relação à rodada excepcionalmente intensa da semana anterior, mas permanece em patamar elevado. As cinco buscas somam aproximadamente 3,1 milhões de resultados e 57,9 milhões de interações entre 8 e 13 de setembro. Crime geral permanece como o maior eixo, com 1,7 milhão de resultados e 23,9 milhões de interações, seguido por Segurança Pública, com 1,1 milhão de resultados e 29,9 milhões de interações. Juntos, os dois temas concentram a grande maioria da circulação observada no período.
A composição do debate, entretanto, muda de maneira importante. Segurança Pública é o único dos grandes eixos que cresce simultaneamente em resultados, autores e engajamento, chegando a 1,1 milhão de resultados, 71,1 mil autores e 29,9 milhões de interações. Crime geral perde volume e participantes; facções permanece relativamente estável em circulação, mas recua em engajamento; e feminicídio e crimes digitais apresentam menor presença absoluta.
A distribuição de autores confirma a concentração do debate. Crime geral continua reunindo a maior base de participantes, com 117,3 mil autores, seguido por Segurança Pública, com 71,1 mil. Facções aparece bastante abaixo, com 20,9 mil, enquanto feminicídio e crimes digitais registram 8,1 mil e 7,5 mil, respectivamente.
O dado mais importante é novamente Segurança Pública: é o eixo que preserva e amplia sua base de participantes enquanto aumenta o engajamento, reforçando a leitura de maior centralidade relativa da pauta nesta rodada.
Principais Influenciadores do Debate
TABELA 01: PRINCIPAIS INFLUENCIADORES
| Perfil | Posts | Engajamento | Engajamento por menção |
|---|---|---|---|
Metrópoles
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428 | 2000000 | 4800 |
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111 | 1900000 | 17500 |
Jovem Pan News
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155 | 1700000 | 11200 |
Mídia NINJA
|
63 | 1700000 | 27200 |
GloboNews
|
101 | 1500000 | 15100 |
Revista Oeste
|
97 | 942100 | 9700 |
|
|
2 | 805900 | 403000 |
|
|
184 | 739600 | 4000 |
CNN Brasil
|
202 | 678800 | 3400 |
|
|
56 | 547300 | 9800 |
O ranking continua fortemente dominado por grandes veículos no Instagram. Metrópoles permanece na primeira posição, com 2 milhões de interações em 428 posts, seguido pelo G1, com 1,9 milhão em 111 posts, Jovem Pan News, com 1,7 milhão em 155 posts, e Mídia NINJA, também com aproximadamente 1,7 milhão em apenas 63 publicações. GloboNews completa o grupo superior, com 1,5 milhão em 101 posts.
O dado de engajamento por menção, porém, qualifica bastante esse ranking. A Mídia NINJA alcança cerca de 27,2 mil interações por publicação, desempenho muito superior ao Metrópoles, que registra 4,8 mil. O G1 também apresenta rendimento elevado, com 17,5 mil por menção, e GloboNews chega a 15,1 mil. Assim, Metrópoles continua liderando principalmente pela frequência, enquanto outros veículos alcançam forte repercussão com uma quantidade muito menor de conteúdos.
Postagens de maior engajamento
Ao contrário da rodada anterior, os conteúdos de maior engajamento desta semana combinam grandes veículos jornalísticos, perfil institucional e usuários individuais, distribuídos entre Instagram e X.
TABELA 02: POSTAGENS COM MAIOR ENGAJAMENTO
| Perfil | URL | Descrição do post | Engajamento |
|---|---|---|---|
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http://instagram.com/reel/DcwJDJlDD6o | Lula aborda o que classifica como o “maior crime financeiro da história do Brasil” e cobra explicações e medidas diante da crise institucional. O conteúdo repercute o Caso Master e suas implicações políticas e institucionais. | 319,3 mil |
@globonews
|
http://twitter.com/atenadesgracada/status/2096003836565492100 | Analisa a quebra de sigilo do Caso Master e informações envolvendo Flávio Bolsonaro, investigado pela Polícia Federal em inquérito que apura possíveis crimes relacionados ao financiamento de campanha. | 283,1 mil |
@jovempannews
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http://instagram.com/p/DcwdrGFp-Bk | Noticia a abertura, pela OAB-DF, de processo ético-disciplinar envolvendo o escritório de Viviane Barci de Moraes, com base em fatos apontados em relatório da Polícia Federal no contexto do Caso Master. | 183,7 mil |
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http://instagram.com/p/Dc3umN1Dqlv | Repercute relato sobre professor que interrompeu uma aula para registrar boletim de ocorrência após episódio de racismo recreativo contra um estudante. O conteúdo enfatiza a responsabilização e o enquadramento do racismo como crime. | 144,8 mil |
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http://twitter.com/tiodobalao/status/2094464924613317114 | Critica uma publicação que afirmava que aborto seria “pior que estupro” porque o estupro “não mata e ainda pode gerar vida”. O conteúdo mobiliza o debate sobre violência sexual e direitos das mulheres. | 128,2 mil |
Os cinco conteúdos mostram que a repercussão da semana continua fortemente atravessada pela dimensão político-institucional da segurança pública. Os três primeiros colocados tratam direta ou indiretamente do Caso Master, Polícia Federal e suas conexões com atores políticos e institucionais. Lula lidera o ranking ao enquadrar o episódio como crime financeiro e crise institucional; GloboNews conecta a investigação a Flávio Bolsonaro; e Jovem Pan repercute seus desdobramentos envolvendo o escritório de Viviane Barci de Moraes. O Caso Master, portanto, permanece como uma das principais pontes entre crime, investigação e disputa política, dando continuidade a uma narrativa que já havia sido central na rodada anterior.
Os outros dois conteúdos ampliam a agenda para violências e direitos. O post do Fofoquei mobiliza o racismo como crime e destaca o recurso ao boletim de ocorrência como resposta institucional, enquanto @Lumaby_ repercute uma fala sobre estupro e aborto, colocando a violência sexual no centro da discussão. Assim, embora Segurança Pública tenha se tornado o eixo de maior engajamento agregado nesta rodada, seus maiores virais não estão concentrados em policiamento ou propostas tradicionais de segurança: predominam investigações institucionais, responsabilização por crimes e debates sobre diferentes formas de violência.
Principais Narrativas do Termômetro
A semana mantém a forte conexão entre segurança pública e disputa político-institucional observada na rodada anterior, mas com algumas mudanças de ênfase. O Caso Master continua atravessando Crime geral, Segurança Pública, Facções e até Crimes digitais, agora com maior presença das investigações envolvendo Flávio Bolsonaro, o financiamento do filme Dark Horse, a atuação da Polícia Federal e os conflitos internos no STF. Em paralelo, Feminicídio volta a apresentar uma agenda mais diretamente ligada à proteção das mulheres e à campanha eleitoral, ainda que com menor circulação geral.
Feminicídios e violência contra as mulheres
Mesmo com a retração quantitativa do eixo em relação à semana anterior, os conteúdos mais relevantes combinam casos concretos de feminicídio e violência sexual com posicionamentos políticos sobre proteção às mulheres. Lula aparece no topo do eixo com 45 mil interações em conteúdo eleitoral que afirma não haver perdão para a violência contra a mulher. Em outra publicação, com 27,7 mil interações, associa uma candidatura à prioridade no enfrentamento ao feminicídio e à proteção de mulheres e crianças. A pauta, portanto, permanece incorporada à comunicação eleitoral, embora com repercussão inferior à observada em semanas anteriores.
Entre os casos concretos, aparecem o assassinato de Gassi Mazia pelo marido, repercutido em vídeo com 20,7 mil interações, e a morte de uma estudante de 21 anos após reagir a uma tentativa de estupro, com 17,9 mil interações no UOL. Também ganha visibilidade uma resposta institucional fora do Estado: o Palmeiras afastou um jogador do sub-20 após denúncia de violência doméstica, em conteúdo com 19,6 mil interações. Em relação à rodada anterior, quando o eixo estava associado também ao 7 de Setembro e à violência política de gênero, a narrativa desta semana se concentra mais diretamente em violência doméstica, feminicídio, violência sexual e responsabilização dos agressores.
Facções e crime organizado
O eixo muda parcialmente de composição. Na semana anterior, facções estava fortemente associado a soberania, capacidade estatal e disputa eleitoral; nesta rodada, o conteúdo se desloca para operações policiais, organizações criminosas, corrupção e possíveis conexões entre crime organizado, agentes públicos e recursos financeiros. Uma operação no Distrito Federal contra organização envolvida em agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro alcançou 58,2 mil interações no Metrópoles. Já a absolvição de policiais envolvidos na operação contra o chamado “Novo Cangaço” em Varginha registrou 57,8 mil interações em O Tempo.
A Operação Dark Horse também atravessa o eixo. O UOL repercute a investigação de possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades em licitações relacionadas ao financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro, com 49,7 mil interações. A GloboNews detalha a investigação sobre uso de recursos públicos por uma suposta organização criminosa, com 45 mil interações, enquanto a Mídia NINJA repercute documentos que mencionam possíveis vínculos com o PCC, em conteúdo com 45,9 mil. Érika Hilton também associa a crise institucional à infiltração do PCC na Faria Lima e a um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, alcançando 37,6 mil interações. Assim, crime organizado aparece menos como problema exclusivamente territorial e mais conectado a fluxos financeiros, corrupção e instituições.
Segurança pública
Segurança Pública é o eixo de maior repercussão agregada da semana, e suas narrativas ajudam a explicar esse crescimento. O Caso Master continua central, mas ganha novos desdobramentos: a GloboNews alcança 283,1 mil interações ao repercutir a quebra de sigilo e a investigação sobre possíveis crimes relacionados ao financiamento de Dark Horse e Flávio Bolsonaro. A Jovem Pan registra 183,7 mil ao noticiar a abertura de processo ético-disciplinar pela OAB-DF contra o escritório de Viviane Barci de Moraes.
O eixo, porém, é mais diversificado do que na semana anterior. Um relato sobre professor que registrou boletim de ocorrência após episódio de racismo recreativo alcançou 144,8 mil interações; conflitos entre torcedores e policiais argentinos chegaram a 127,5 mil; e o desaparecimento de duas crianças, com participação da Polícia Federal e apoio da Interpol, obteve 123,5 mil. Também aparece uma disputa explícita sobre atuação policial e uso da força, como no relato de Mário Frias sobre a entrada da polícia em sua residência, com 113,7 mil interações. Em relação à rodada anterior, o Caso Master permanece central, mas divide mais espaço com racismo, atuação policial, desaparecimentos e respostas concretas das forças de segurança.
Crime geral
Crime geral mantém a forte politização observada na semana anterior, com o Caso Master e seus desdobramentos novamente entre os conteúdos mais engajados. Lula lidera os conteúdos aderentes ao tema com 319,3 mil interações, ao classificar o episódio como o “maior crime financeiro da história do Brasil” e defender a abertura das informações da investigação. A GloboNews registra 283,1 mil interações ao tratar das investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e o financiamento de Dark Horse. A Mídia NINJA também conecta Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro e às investigações da PF, em conteúdo com 104,5 mil interações.
A crise envolvendo o sistema de Justiça continua alimentando outra frente narrativa. Carlos Viana reúne 111,6 mil interações em publicação que defende prisão de diretor da PF, impeachment de Alexandre de Moraes e afastamento de Davi Alcolumbre. Fora desse núcleo institucional, ganham repercussão o caso de racismo recreativo e registro de boletim de ocorrência, com 144,8 mil interações, e uma crítica a uma publicação que relativizava a gravidade do estupro, com 128,2 mil. A principal continuidade em relação à semana anterior é, portanto, a centralidade de crime financeiro, PF e STF; a novidade é a maior associação do Caso Master às investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e Dark Horse.
Crimes Digitais
Crimes digitais apresenta uma mudança qualitativa interessante em relação às rodadas anteriores. Embora continue sendo o eixo de menor repercussão e ainda contenha ruídos, há nesta semana um conjunto mais aderente de conteúdos relacionados a invasões de contas, exposição de dados, fraudes digitais e uso irregular de informações. A invasão do perfil de um filho de Alexandre de Moraes foi o principal episódio: um vídeo sobre o caso alcançou 25,5 mil interações no YouTube, enquanto uma publicação no X sobre a exposição de uma reserva de Airbnb de R$ 77 mil chegou a 24,9 mil. Outro post sobre o mesmo episódio obteve 11,8 mil interações.
O Caso Master também alcança esse eixo. A Mídia NINJA repercute mensagens obtidas pela Polícia Federal segundo as quais Daniel Vorcaro teria tentado acionar contatos na polícia e espionar rivais, destacando que não foram encontradas provas de vazamento de dados, em conteúdo com 14,3 mil interações. O G1, por sua vez, repercute a defesa do diretor-geral da PF de que documentos enviados ao STF não decorreram de vigilância ou coleta clandestina de dados, com 18,2 mil interações. Os dados também registram relatos sobre malware que altera códigos Pix e um ataque envolvendo criptomoedas, embora esses casos não estejam entre os posts de maior engajamento disponibilizados. Comparativamente, crimes digitais continua periférico eleitoralmente, mas nesta rodada apresenta maior aderência substantiva a segurança de dados e invasões digitais do que em semanas anteriores, quando conteúdos de games e usos coloquiais de “hacker” contaminavam mais fortemente o eixo.
Panorama dos atores de Interesse
Os dados do Data Lake DX indicam uma nova intensificação da agenda de Segurança Pública entre os atores monitorados. A intensidade das publicações sobre Segurança Pública encontra-se 78,8% acima do padrão histórico do primeiro semestre de 2026, ante 34,7% no Relatório #06, que já havia sido apontado como o maior desde o Piloto #01. Trata-se, portanto, de um avanço de 44,1 pontos percentuais e, mantida a metodologia utilizada nos relatórios anteriores, do maior patamar já observado na série. No período, foram identificados 23,9 mil posts relacionados ao tema, equivalentes a 8,1% do conjunto total de publicações. Embora o volume absoluto tenha recuado, como pode ser observado no gráfico 5, cerca de 14% em relação aos 27,7 mil posts do Relatório #06, a participação relativa de posts sobre segurança pública avançou de 6,9% para 8,1%, atingindo o maior percentual observado nas últimas rodadas.
Panorama
Ao analisar a distribuição temática dos posts de Segurança Pública, observa-se uma importante recomposição da agenda em relação ao relatório anterior. O Gráfico 6 mostra uma mudança relevante entre os atores políticos monitorados, com redução da frequência de “crime geral” e avanço de “forças de segurança”, que passa a liderar o volume de publicações, com 13,9 mil posts. Em sentido contrário, “crime geral” apresenta forte retração, passando de 18,8 mil para 12,7 mil publicações, queda de aproximadamente 32%. A diferença é expressiva porque, no Relatório #06, os dois temas haviam crescido cerca de 24%; agora, suas trajetórias se separam, com ampliação da presença de conteúdos associados às forças de segurança e redução das referências mais amplas à criminalidade.
Quanto à temática das “facções”, observa-se uma redução próxima de 24%, passando de 1,1 mil para 836 posts e aprofundando o recuo já identificado na semana anterior. “Feminicídio” também mantém a trajetória de redução, caindo de 300 para 253 publicações (-15,7%). Por fim, “crimes digitais” aparece como a exceção à tendência de queda, passando de 452 para 482 posts (+6,6%), embora permaneça bastante distante dos dois principais eixos. No Relatório #06, crimes digitais havia sido justamente o tema com maior crescimento proporcional em frequência, de 31,3%.
Ao contrário da semana anterior, observa-se uma queda geral no volume de interações, com exceção do tema “forças de segurança”, que pela primeira vez assume a liderança, com 45,18 milhões de interações, superando “crime geral”, que registra 34,1 milhões. Em relação ao Relatório #6, o movimento resulta menos de uma expansão expressiva do engajamento de “força de segurança” — que avançou apenas 2,3% — e mais de uma forte retração de “crime geral”, cujo volume caiu de 54,63 milhões para 34,1 milhões, redução de cerca de 37,6%.
Quando se pondera o engajamento pelo número de publicações observa-se que “força de segurança” não ampliou sua capacidade média de mobilização por conteúdo. Pois enquanto o total de interações aumentou 2,3%, o número de posts cresceu em cerca de 12%, evidenciando uma queda de engajamento médio por post de 8,7%. Assim, o aumento do volume total de interações esteve associado sobretudo à maior quantidade de conteúdos publicados. O mesmo ocorre em “crime geral”, onde a queda de 32% na frequência de posts explica grande parte da retração do engajamento agregado.
Entre os demais temas, observa-se o mesmo movimento de queda generalizada no volume das interações. “Facções” passa de 2,98 milhões para 1,93 milhão, retração de aproximadamente 35%, enquanto “crimes digitais” recua de 1,19 milhão para 1,01 milhão, representando uma queda de cerca de 15% em relação ao Relatório #06. O movimento mais acentuado ocorre em “feminicídio”, que cai de 827,1 mil para 193,7 mil interações, redução próxima de 77%. A mudança é particularmente significativa porque, no Relatório #06, o tema havia apresentado crescimento relativo considerável.
Em resumo:
➜ O número de posts de “força de segurança” cresce e se torna a temática com maior número de interações;
➜ Concomitantemente, “crime geral” recua de forma acentuada no número absoluto de posts, impactando no volume de interações;
➜ Já “facções” recua 24% no volume de posts e 35% nas interações, enquanto “feminicídio” cai 15,7% em frequência e aproximadamente 77% em engajamento, representando o maior percentual de queda entre as temáticas;
➜ Por fim, “crime digital” é a única temática que cresce em frequência, mas perde repercussão .
Categorias
ATORES POLÍTICOS
Quando se analisa o impacto da Segurança Pública no debate digital a partir dos estados federativos que os atores políticos monitorados representam e/ou nos quais realizam suas campanhas, os dados do Data Lake DX apontam para uma redução da concentração do debate em São Paulo, que permanece na liderança com 21,8% dos posts, mas registra queda de 2 pontos percentuais em relação ao Relatório #06, quando respondia a 23,8% das publicações. O Rio de Janeiro mantém a segunda posição, com 12,2%, apresentando leve crescimento frente aos 11,9% do período anterior. Entre os demais estados, destaca-se o avanço de Minas Gerais, que passa de 7,5% para 8,2% dos posts, e, sobretudo, o Rio Grande do Sul, que alcança 7,7% e amplia sua participação no debate. Em sentido contrário, o Paraná, que ocupava a terceira posição com 8,1%, recua para 7%, sendo ultrapassado por Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O conjunto indica uma maior redistribuição territorial da agenda, ainda que São Paulo e Rio de Janeiro continuem concentrando parcela expressiva das publicações sobre segurança pública.
Sob a perspectiva partidária, o debate sobre Segurança Pública segue tendo o Partido Liberal (PL) na liderança, tanto em frequência de postagens quanto em volume de interações. No período analisado, o partido publicou 1,7 mil posts, equivalente a 18,8% do total, e acumulou 3,95 milhões de interações (22,5%). Apesar de permanecer na primeira posição, o PL apresenta uma retração relevante em relação ao Relatório #06: o número de posts caiu de 2,1 mil para 1,7 mil, redução de aproximadamente 19%, enquanto as interações recuaram de 6,26 milhões para 3,95 milhões, queda de aproximadamente 37%. Sua participação no total de interações também diminuiu de 28,6% para 22,5%.
Em sentido contrário, o Partido dos Trabalhadores (PT) amplia sua presença e reduz a distância em relação ao PL. A diferença entre os dois partidos caiu de 17 para apenas 2,3 pontos percentuais em uma semana. Foram 1,4 mil posts, ante 1,2 mil no período anterior, e 3,55 milhões de interações, crescimento de aproximadamente 41% frente aos 2,52 milhões registrados no Relatório #06. Com isso, sua participação no engajamento sobe de 11,6% para 20,2%, aproximando-se significativamente do PL. Outro movimento de destaque ocorre com o Partido Social Democrático (PSD): apesar de reduzir o número de publicações, de 826 para 671, o partido mais que dobra seu volume de interações, passando de 690,6 mil para 1, 57 milhão, ampliando sua participação de 3,2 para 8,9%
Entre os demais partidos, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) aumenta sua frequência, de 528 para 654 posts, mas registra queda no engajamento, de 2,25 milhão para 1,45 milhão de interações, reduzindo sua participação de 10,3% para 8,3%. Já o NOVO, embora tenha recuado tanto em posts — de 607 para 457 — quanto em interações‚de 2,9 milhões para 2,2 milhões —, mantém forte capacidade de mobilização: com apenas 5% das publicações, responde por 12,5% das interações, terceiro maior percentual entre os partidos.
No conjunto, os dados indicam uma redução de concentração do engajamento do PL e uma maior aproximação do PT, ao mesmo tempo em que partidos como PSD e NOVO apresentam desempenho elevado em interações em relação ao volume de publicações. A principal mudança na rodada está, portanto, menos na liderança formal do ranking e mais na redistribuição da capacidade de engajamento entre os primeiros colocados.
TABELA 03: DESEMPENHO DOS PARTIDOS EM POSTAGENS E INTERAÇÕES
| Partido | Posts | Interações | % dos posts | % das interações |
|---|---|---|---|---|
| PL | 1,7 mil | 3,95 mi | 18,8% | 22,5% |
| PT | 1,4 mil | 3,55 mi | 15,2% | 20,2% |
| PSD | 671 | 1,57 mi | 7,3% | 8,9% |
| PSOL | 654 | 1,45 mi | 7,2% | 8,3% |
| UNIÃO | 567 | 634,3 mil | 6,2% | 3,6% |
| REPUBLICANOS | 563 | 658,3 mil | 6,2% | 3,7% |
| MDB | 512 | 338,6 mil | 5,6% | 1,9% |
| PP | 479 | 574,5 mil | 5,2% | 3,3% |
| NOVO | 457 | 2,2 mi | 5,0% | 12,5% |
| PODEMOS | 361 | 619,2 mil | 3,9% | 3,5% |
| PSDB | 338 | 315,1 mil | 3,7% | 1,8% |
| PSB | 307 | 404,6 mil | 3,4% | 2,3% |
| PDT | 190 | 134,1 mil | 2,1% | 0,8% |
| AVANTE | 162 | 159,3 mil | 1,8% | 0,9% |
| PRD | 129 | 34,1 mil | 1,4% | 0,2% |
| PC DO B | 121 | 256 mil | 1,3% | 1,5% |
| MISSÃO | 109 | 145,8 mil | 1,2% | 0,8% |
| SOLIDARIEDADE | 90 | 23,9 mil | 1,0% | 0,1% |
| UP | 87 | 24 mil | 1,0% | 0,1% |
| REDE | 45 | 373,8 mil | 0,5% | 2,1% |
| DC | 40 | 27,3 mil | 0,4% | 0,2% |
| PV | 39 | 34,2 mil | 0,4% | 0,2% |
| AGIR | 33 | 18,3 mil | 0,4% | 0,1% |
| CIDADANIA | 26 | 51,9 mil | 0,3% | 0,3% |
| PSTU | 25 | 2,7 mil | 0,3% | 0,0% |
| PRTB | 9 | 1 mil | 0,1% | 0,0% |
| MOBILIZA | 9 | 7,9 mil | 0,1% | 0,0% |
| DEMOCRATA | 8 | 1,9 mil | 0,1% | 0,0% |
| PTB | 4 | 1,2 mil | 0,0% | 0,0% |
| PMB | 2 | 155 | 0,0% | 0,0% |
Em síntese, o PL mantém a liderança, mas perde participação em posts e interações, enquanto o PT amplia sua presença e reduz a distância, sobretudo no engajamento. A diferença entre os dois partidos caiu de 17 pontos percentuais na semana anterior, para apenas 2,3 pontos essa semana, tornando a liderança partidária muito mais significativa. O PSD apresenta-se como outro destaque desta semana pelo crescimento das interações mesmo com menos publicações. No conjunto, há uma redistribuição do engajamento entre os principais partidos, com menor participação do PL.
Candidatos
GERAL
Ao examinarmos o desempenho dos atores políticos individualmente, Professor Juari (PSDB-MS) permanece como o candidato com maior frequência de postagens sobre Segurança pública, com 69 posts no período. Apesar de manter a primeira posição, registra uma redução importante em relação ao Relatório #06, quando havia publicado 98 vezes. O mesmo movimento aparece nas interações, que passam de 50,4 mil para 35,3 mil, reforçando o padrão observado nas rodadas anteriores de alta frequência, porém com um volume relativamente reduzido de engajamento.
Na sequência aparecem Deltan Dallagnol (NOVO-PR) e Delegado André Matsushita (PP-MS), ambos com 57 posts. Contudo, os dois apresentam desempenhos bastante distintos nas interações: Dallagnol alcança 633,7 mil interações, cerca de 80 mil a mais que no período anterior, mesmo com redução no número de publicações; Matsushita, por sua vez, registra apenas 2,2 mil interações. O maior volume de engajamento entre os dez candidatos, porém, pertence a Carlos Viana (PSD-MG), que aparece pela primeira vez entre os candidatos de maior frequência. Com 50 posts, o candidato acumulou 1,1 milhão de interações, maior volume de engajamento entre os dez atores listados, reforçando o descompasso entre frequência de publicações e capacidade de mobilização observado ao longo do monitoramento.
Outro destaque desta rodada é a presença de Luciana Genro (PSOL-RS) entre os dez candidatos que mais publicaram sobre o tema, com 33 posts e 34 mil interações. Sua entrada representa uma mudança em relação aos dois relatórios anteriores, quando nenhum político de esquerda aparecia entre os dez primeiros em frequência de postagens.
No conjunto, a tabela mantém dois padrões observados: Professor Juari Segue liderando em frequência sem reproduzir essa posição em engajamento, enquanto candidatos com menor volume de publicações, como Carlos Viana e Deltan Dallagnol, concentram uma parcela significativamente maior das interações.
TABELA 04: DESEMPENHO DOS CANDIDATOS EM POSTAGENS E INTERAÇÕES
| Nome | Partido | UF | Posts | Interações |
|---|---|---|---|---|
| Professor Juari (PSDB-MS) | PSDB | MS | 69 | 35,3 mil |
| Deltan Dallagnol (NOVO-PR) | NOVO | PR | 57 | 633,7 mil |
| Delegado André Matsushita (PP-MS) | PP | MS | 57 | 2,2 mil |
| Wesley Amaral (MDB-DF) | MDB | DF | 56 | 34,4 mil |
| Paula Marisa (PL-RS) | PL | RS | 52 | 17,6 mil |
| Carlos Viana (PSD-MG) | PSD | MG | 50 | 1,1 mi |
| Delegada Maria Corsato (UNIÃO-SP) | UNIÃO | SP | 46 | 28,3 mil |
| Luciana Genro (PSOL-RS) | PSOL | RS | 33 | 34 mil |
| Tomé Abduch (REPUBLICANOS-SP) | REPUBLICANOS | SP | 31 | 26,4 mil |
| Gil Diniz (PL-SP) | PL | SP | 31 | 62,6 mil |
Narrativas Gerais
As narrativas captadas pelo Data Lake DX aprofundam o movimento observado no Relatório #06, quando o Caso Master já havia se tornado um dos principais vetores de polarização da agenda de Segurança Pública. Essa semana, porém, o debate ganha novos contornos a partir da quebra de sigilo de parte das investigações, deslocando a atenção para as supostas relações entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, para a condução dos procedimentos no Supremo Tribunal Federal e para o questionamento sobre a atuação da Polícia Federal e de seu diretor-geral, Andrei Rodrigues. No relatório anterior, a disputa se concentrava, de um lado, em acusações sobre supostas conexões entre Nikolas Ferreira e Vorcaro e, de outro, nas relações atribuídas a Moraes com o banqueiro; nesta rodada, o segundo enquadramento passa a ocupar posição ainda mais central.
Destaca-se a ausência dos candidatos à presidência, com Lula (PT) sendo o único candidato entre os dez posts que mais geraram engajamento, ocupando novamente a primeira posição com cerca de 480 mil interações. Em seguida aparecem dois candidatos à vaga de senador ligados à direita: Carlos Viana (PSD-MG), com aproximadamente 370 mil, e Gustavo Gayer (PL-GO), com pouco mais de 300 mil. Na sequência estão Alfredo Gaspar (PL), Jeffrey Chiquini (NOVO-PR), Nina Passadore (UNIÃO-SP) e Mário Frias (PL-SP). O espectro político da esquerda também volta a ser representado por André Janones (REDE-MG) e Érika Hilton (PSOL-SP).
O presidente Lula (PT) permanece essa semana como o ator político com maior engajamento no debate digital, mas diferentemente da semana passada, onde seu post de maior repercussão estava relacionado sobretudo ao 7 de Setembro e à soberania nacional, esta semana o presidente incorporou diretamente o caso master à sua comunicação. Em postagens no Instagram, ele classifica o caso como o “maior crime financeiro da história do Brasil”, cobra explicações diante do que denomina crise institucional no Poder Judiciário e defende maior transparência e quebra completa do sigilo das investigações do caso Master, argumentando que todos os envolvidos devem ser investigados. A publicação, portanto, procura disputar o enquadramento do caso a partir de uma narrativa de transparência institucional, ao mesmo tempo em que critica vazamentos seletivos que, segundo o presidente, interferiram na disputa eleitoral.
Exemplo 01: Post de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Instagram em 09 de setembro de 2026
Carlos Viana (PSD-MG), segundo colocado no ranking, adota um enquadramento mais diretamente associado à responsabilização institucional. Em vídeo apresentado como “pronunciamento oficial”, feito em formato de entrevista coletiva no Senado, o parlamentar explora a crise desencadeada pelo Caso Master e as controvérsias envolvendo a Polícia Federal, reforçando cobranças relacionadas à condução das investigações e à permanência de Andrei Rodrigues na direção do órgão, a qual pede o afastamento. Outros dois atores são alvo de críticas e pedidos de impeachment: o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado Davi Alcolumbre. O formato institucional do conteúdo — com púlpito, imprensa e identificação do Senado — contrasta com o caráter mais pessoal e opinativo de outros conteúdos do ranking e ajuda a enquadrar a controvérsia como uma crise das instituições de justiça e investigação.
Exemplo 02: Post de Carlos Viana (PSD-MG) no Instagram em 08 de setembro de 2026
Uma abordagem mais confrontativa é utilizada por Gustavo Gayer (PL-GO), que concentra críticas ao Supremo Tribunal Federal e à Polícia Federal. O conteúdo questiona decisões atribuídas a Edson Fachin em relação ao relatório e à condução de investigações que estavam anteriormente sob o relatório de André Mendonça, além de dirigir acusações a Andrei Rodrigues. O vídeo utiliza linguagem fortemente acusatória, mobilizando expressões como “criminoso” e sugerindo proteção institucional a determinados atores, ao mesmo tempo em que conecta o Caso Master a outros episódios políticos, como investigações envolvendo o INSS e o filho do presidente. Dessa forma, transforma a discussão sobre procedimentos investigativos em uma narrativa mais ampla de captura ou comprometimento das instituições, reforçando um enquadramento já presente entre atores de direita na semana anterior.
Exemplo 03: Post de Gustavo Gayer (PL-GO) no Instagram em 13 de setembro de 2026
No relatório #06, Jeffrey Chiquini (NOVO-PR) e Alfredo Gaspar (PL) já haviam se destacado por conteúdos que associavam o Caso Master a críticas ao STF, a Moraes e à ideia de impunidade, com ambos voltando a ganhar repercussão essa semana a partir do mesmo tema. Jeffrey Chiquini aparece em dois vídeos centrados na atuação da Polícia Federal e do Supremo Federal. Em um deles, elogia a decisão de André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da chefia da PF; no outro, crítica à posterior reintegração do diretor-geral por Flávio Dino, utilizando o episódio para sustentar uma narrativa de interferência política. Alfredo Gaspar também mobiliza o Caso Master em tom de denúncia, associando a condução das investigações a críticas ao STF e a Lula, por supostamente instrumentalizar e impedir as investigações. Para encerrar as postagens sobre o Caso Master, a deputada Érika Hilton (PSOL-SP) repercute, em tom de urgência e aprovação, a decisão de Flávio Dino de anular a medida de André Mendonça que havia afastado a direção da PF, destacando o argumento de que a interrupção dos trabalhos investigativos beneficiaria sobretudo os próprios investigados.
Entre os conteúdos de maior engajamento que escapam do núcleo dominante do Caso Master e das disputas sobre a Polícia Federal, aparecem três enquadramentos. Mario Frias (PL-SP) repercute imagens da abordagem de agentes em sua residência em decorrência das investigações sobre o repasse de verbas do filme Dark Horse, mobilizando uma narrativa de vitimização diante da atuação estatal. Nina Passadore (União-SP), por sua vez, compartilha uma ação de proteção animal, na qual integrantes de uma organização retiram um cachorro de uma residência, aproximando a agenda de segurança pública da fiscalização, do resgate e do enfrentamento a situações de maus-tratos. Já André Janones (REDE-MG) reage ao pedido de sua prisão após declarações contra André Mendonça, adotando um discurso de confronto e defesa pessoal. No conjunto, esses últimos posts mostram que, para além da crise institucional que dominou a semana, o ranking também incorporou narrativas de perseguição política, proteção animal e conflito entre atores políticos e o Judiciário.
Quem está falando sobre segurança pública?
O que fala e como fala?
| ATOR POLÍTICO | TEOR DO POST |
|---|---|
| Luiz Inácio Lula da Silva (PT) |
|
| Carlos Viana (PSD-MG) |
|
| Gustavo Gayer (PL-GO) |
|
| Alfredo Gaspar (PL) |
|
| Jeffrey Chiquini (NOVO-PR) |
|
| Nina Passadore (UNIÃO-SP) |
|
| Mario Frias (PL-SP) |
|
| André Janones (REDE-MG) |
|
| Erika Hilton (PSOL-SP) |
|
Quem está pautando o debate eleitoral sobre segurança?
Entre os dias 08 e 13 de setembro, o Data Lake DX captou que o debate sobre segurança pública segue a tendência de maior equilíbrio entre os dois espectros políticos — esquerda e direita — da semana anterior. Apesar do predomínio de atores da direita entre os conteúdos de maior engajamento, com sete dos dez posts do ranking vinculados a partidos desse campo, a esquerda sobe de dois para três atores políticos essa semana. À direita, continuam a dominar o debate os candidatos Jeffrey Chiquini (NOVO-PR) e Alfredo Gaspar (PL), que apesar de não figurarem nas primeiras posições, aparecem novamente entre os dez posts com maior engajamento, e mais uma vez pautando o Caso Master. À esquerda o tema também passou a ser o assunto que mais gerou engajamento, liderados novamente por Lula (PT) e Érika Hilton (PSOL-SP). Assim, embora a direita mantenha maior presença entre os conteúdos de maior repercussão, a esquerda preserva posição de elevado engajamento e disputa diretamente o enquadramento sobre a legitimidade e a condução das investigações.
Candidatos Vinculados à Segurança Pública¹
[1] Consideram-se vinculadas à segurança pública as candidaturas identificadas pela ocupação declarada ao TSE ou pela presença de patente, cargo ou identificação policial no nome de urna. Foram encontradas 1.293 candidaturas entre 20.708 registros (6,2%): 698 a deputado estadual, 478 a deputado federal, 43 a deputado distrital, 18 ao Senado, 29 a suplente, 9 a governador, 16 a vice-governador e 2 a vice-presidente.
Quanto aos posts únicos dos candidatos oriundos das forças de segurança pública, os dados do Data Lake DX evidenciam que persistiu o equilíbrio entre as diferentes patentes, mas sem a dominância dos delegados. No último período, como consta no Gráfico 10, os que mais postaram foram quatro delegados(as) e seis membros das Polícias Militares – dos estados do Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. Entre os candidatos com mais posts únicos sobre o tema da Segurança Pública, situa-se, novamente em primeiro lugar, o Delegado André Matsushita (PP-MS), com 57 posts; seguido da Delegada Maria Corsato (UNIÃO-SP), com 46 posts, e do Coronel Meira (PL-PE), com 28 posts.
Entre os posts do Delegado André Matsushita com o maior volume de interações, o candidato a Deputado Federal exaltou seu crescimento nas pesquisas eleitorais (217 interações), se posicionando como a novidade da política no Mato Grosso do Sul ao expor que esse crescimento “tem um significado enorme, um candidato de primeira viagem, sem mandato e vindo da Polícia, está avançando e deixando para trás políticos profissionais”. Em outro post, o candidato aparece em um vídeo conversando com aprovados no concurso público para a Polícia Civil/MS e que estão aguardando a nomeação do governo estadual, e aproveita para expor sua posição de que o fortalecimento da segurança pública “também passa pela valorização dos profissionais e pelo aumento do efetivo, garantindo melhores condições para atender a população“ (178 interações).
Por sua vez, a Delegada Maria Corsato apela para um discurso punitivista ao reagir a um vídeo em que o cantor Manoel Gomes, o “Caneta Azul“, aparece em uma entrevista se posicionando a favor da saída temporária de presos (8.435 interações). Em um tom de indignação, a candidata se opõe à posição do cantor e afirma que “[…] nessas eleições, a gente precisa escolher policiais, porque o crime é o problema no Brasil e a polícia é a solução […] E a gente tem que manter bandido na cadeia, ou cancelar o CPF deles“. Em outro post, a candidata diz estar sendo perseguida ao ser processada na Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo por Solange Bezerra, irmã da influenciadora Deolane Bezerra (4.592 interações). Segundo a candidata, a petição que instruiu o processo na corregedoria argumenta que o uso da expressão “delegada“ em seu nome de urna seria uma transgressão disciplinar e destinado a proveito próprio.
Ainda, o Coronel Meira obteve um maior volume de interações ao resgatar um vídeo do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, em que ele afirma, enquanto ainda ocupava a posição de Ministro da Justiça (entre janeiro de 2023 a fevereiro de 2024), que a Polícia Federal estava a serviço do presidente Lula e de sua causa (4.376 interações). Segundo o candidato, a recente determinação do Min. Flávio Dino para que Andrei Rodrigues, Diretor-Geral da Polícia Federal, fosse reintegrado ao seu cargo, no contexto da crise institucional do Supremo Tribunal Federal, seria a confirmação de que o ministro não estaria atuando com neutralidade, mas antes “a favor de Lula, a favor do comunismo e a favor de uma agenda ideológica“. Ainda nessa linha de crítica ao governo Lula, o candidato presta solidariedade ao ator e político Mário Frias, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal na última semana (4.144 interações), e afirma que “quando o cerco se fecha contra Lula e seus companheiros, surge uma nova cortina de fumaça para mudar o foco do debate“.
No período analisado, o volume de interações obtido pelas publicações dos candidatos oriundos da segurança pública segue uma das tendências do Relatório #6: os dois primeiros colocados são candidatos pelo Estado de São Paulo. Em primeiro lugar, encontra-se o Delegado Bruno Lima (PODEMOS-SP), que obteve 262,3 mil interações; e, em segundo lugar, está o Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), com 147,3 mil interações. O Delegado da Cunha (UNIÃO-SP), que no relatório anterior aparecia na terceira e agora consta na quarta posição, cedeu o lugar a Diego Correa (REPUBLICANOS-BA), que obteve 101 mil interações.
O Delegado Bruno Lima, com apenas 13 posts, obteve o maior volume de interações desse conjunto de candidatos. Em seus dois posts com maior engajamento, o candidato, em tom de denúncia, critica o vídeo de uma tutora que alega que estava brincando ao filmar supostos chutes em sua cachorra (96.567 interações) e apresenta um vídeo da mesma cachorra se integrando em um novo lar (61.333 interações). Ao final desse post, o candidato expressou que “Nossa luta em Brasília, é para endurecer a lei e para que esses cr1minos0s fiquem presos”.
O Delegado Paulo Bilynskyj, por sua vez, obteve o segundo lugar com somente 6 posts. Assim como no Relatório #6, o candidato seguiu se posicionando sobre a crise institucional do Supremo Tribunal Federal. No post com maior volume de interações (65,6 mil), o candidato aparece em um vídeo para informar, em tom de urgência, que o Min. André Mendonça havia afastado do cargo Andrei Rodrigues, Diretor-Geral da Polícia Federal, e afirmou que “tá começando galera, os bandidos vão cair um a um. Cadeia para todo mundo”. No segundo post com mais interações (32,4 mil), o candidato novamente faz ilações sobre a crise institucional do STF, desta vez para afirmar que “BANDIDO VOLTANDO À CENA DO CRIME! Dino reintegrou Andrei na chefia da polícia federal! Por decisão liminar Dino derrubou a decisão de André Mendonça”, bem como que “é o Lula usando o STF pra intervir novamente na justiça”.
Por fim, o influenciador e policial militar da Bahia, Diego Corrêa, foi bem sucedido nesta última semana em obter interações (92,9 mil) ao situar que a “justiça só funcionará no dia em que os direitos humanos se preocupar mais com a vítima, se preocupar mais com quem combate, do que proteger direitos de criminosos”. Por algum motivo desconhecido, o post foi arquivado pelo autor ou removido do Instagram.
Assim, em síntese, na última semana os candidatos oriundos das forças de segurança pública engajaram nas redes sociais ao defenderem o endurecimento das leis para autores de maus-tratos a animais, ao denunciarem a decisão do Ministro Flávio Dino que reintegrou Andrei Rodrigues à Direção-Geral da Polícia Federal, buscando vincular essa decisão à uma suposta intervenção do governo Lula na cúpula da Justiça, e, por último, ao criticarem os Direitos Humanos.
Quais propostas estão circulando nos posts dos candidatos oriundos das forças de segurança?
| CANDIDATO | PROPOSTAS |
|---|---|
| Delegado André Matsushita (PP-MS) |
|
| Delegado Bruno Lima (PODEMOS-SP) |
|
| Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) |
|
| Diego Correa (REPUBLICANOS-BA) |
|
Presidenciáveis
Na esfera dos presidenciáveis, o presidente Lula (PT) aparece liderando a frequência de posts sobre a temática da Segurança Pública, com 29 posts. Em segundo lugar, encontra-se Ronaldo Caiado (PSD), com 23 posts, seguido de Renan Santos (MISSÃO), com 8 posts. Além de publicar mais do que seus adversários na corrida eleitoral, Lula foi também quem obteve o maior engajamento nas redes sociais (881.595), sendo um volume quase cinco vezes maior daquele obtido por Flávio Bolsonaro (PL), segundo lugar no ranking e que, na soma de seus posts, obteve um total de 178.964 interações na última semana. Na terceira posição do ranking, encontra-se Romeu Zema (NOVO), com 103.769 interações. O ranking das interações – com Lula, Flávio Bolsonaro e Zema nas três primeiras posições – segue o mesmo em comparação ao Relatório #06.
No último período monitorado, os dados do Data Lake DX demonstram que o presidente Lula obteve muito engajamento ao se posicionar sobre a crise institucional do Supremo Tribunal Federal e o escândalo do Banco Master que, em vários sentidos, estão umbilicalmente interligados. Quanto ao primeiro tema, Lula afirma que “o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário“ e que se “faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral“, citando a Operação Spoofing, conduzida pelo ex-Ministro Ricardo Lewandowski, como um exemplo a ser seguido. E, ao final, afirma ser “urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer“ (479.111 interações). O mesmo post na rede social X rendeu 74.568 interações.
Por seu turno, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) despontou no ranking de interações ao aparecer em um vídeo no meio de uma multidão percorrendo o mesmo caminho que seu pai, Jair Bolsonaro, percorreu em 2018 em Juiz de Fora (MG) e sofreu uma tentativa de assassinato (121.647 interações). O post procura ressaltar seu vínculo com os presentes no ato ao percorrerem novamente o caminho em que ocorreu a facada e sua conexão com pai, à época também candidato à Presidência da República. Nos outros posts com mais engajamento, Flávio aparece em uma entrevista afirmando que as operações em torno do financiamento do filme Dark Horse seriam uma intervenção política do Min. Flávio Dino (21.990 interações), bem como atacando o Diretor-Geral da Polícia Federal, ao dizer que esse faria parte de um “grupo especial“ de Lula dentro da corporação que teria sido desmascarado (20.984 interações).
Por fim, Romeu Zema (NOVO) se dedicou a criticar a saída temporária e, ao mesmo tempo, atribuí-la ao presidente Lula, afirmando que, uma vez eleito, vai “acabar com mordomia pra bandido“ (91.890 interações). Zema também voltou a explorar o escândalo do Banco Master, ao criticar a decisão que reconduziu Andrei Rodrigues à Direção-Geral da Polícia Federal, afirmar que o Partido Novo havia pedido a prisão do delegado e ao defender o Min. André Mendonça (6.907 interações).
Como se pode perceber, no último período (entre 08 e 13 de setembro), os dados do Data Lake DX evidenciam que entre os presidenciáveis, somente Romeu Zema (NOVO) obteve um bom desempenho com propostas concretas para a segurança pública, enquanto os outros candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro, engajaram ao se posicionar sobre o escândalo do Banco Master. Ao se observar a lista ampliada dos presidenciáveis, nota-se também que somente Augusto Curty (AVANTE), Ronaldo Caiado (PSD), Samara Martins (UP) e Clariana Barão (DC) apresentaram propostas concretas.
Quais propostas estão circulando nos posts dos presidenciáveis?
| CANDIDATO | PROPOSTAS |
|---|---|
| Augusto Cury (AVANTE) |
|
| Flávio Bolsonaro (PL) |
|
| Luiz Inácio Lula da Silva (PT) |
|
| Renan Santos (MISSÃO) |
|
| Romeu Zema (NOVO) |
|
| Ronaldo Caiado (PSD) |
|
| Rui Costa Pimenta (PCO) |
|
| Samara Martins (UP) |
|
| Veterinário Wilson Grassi (DEMOCRATA) |
|
| Clariana Barão (DC) |
|
Candidatos a Governador
Nessa seção, observa-se o comportamento dos candidatos aos governos de cinco estados federativos – Amazonas, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo – no debate digital. Considera-se esse esforço de análise como fundamental, tendo em vista que as polícias civis e militares, assim como a maioria das decisões sobre Segurança Pública, são de alçadas dos Governos Estaduais.
Na última semana, foram identificadas 137 postagens sobre Segurança Pública entre os candidatos dos cinco estados selecionados. Em comparação à última rodada em que esses estados estiveram sob análise, no Relatório #5 (24 a 30 de agosto), houve uma redução de aproximadamente 43% dos posts. Observa-se que a disputa estadual continua a apresentar uma alta densidade programática, uma vez que a maioria dos candidatos estão focados na apresentação de propostas concretas e pouco aderentes às discussões nacionais.
Destaque: a presença de governadores(as) em exercício liderando o engajamento em quatro estados – Amazonas, Pará, Pernambuco e São Paulo – e de um vice-governador em exercício na segunda posição em um dos estados monitorados – o Rio Grande do Sul – também constitui novidade em relação ao Relatório #5. Possivelmente, os incumbentes têm sido capazes de engajar nas redes sociais a partir das realizações de seus governos e de promessas de continuidade de determinadas políticas de segurança, seguindo a tendência da seção de presidenciáveis, em que o presidente Lula (PT) aparece em primeiro lugar tanto no ranking de número de posts, quanto no de interações.
Amazonas
No estado do Amazonas, o atual governador Roberto Cidade (UNIÃO-AM) situou-se na primeira posição ao responder por 5 posts e 19,1 mil interações (53% do total). Em comparação com o Relatório #5, o governador retoma a primeira posição, anteriormente ocupada pelo senador da República Omar Aziz (PSD-AM). Na última semana, Aziz ficou em segundo colocado ao produzir 20 posts e obter 7,5 mil interações (20,7% do total). Em suas redes sociais, Roberto Cidade engajou, sobretudo, ao apresentar dois vídeos nos quais reproduz os resultados das políticas de segurança que teriam sido implementadas em seu mandato (iniciado em maio de 2026) (5.585 interações) e expõe propostas caso seja eleito, como a continuidade dos programas Muralha Digital e Mulher Segura, a implementação do programa Jovem Longe do Crime e a convocação de aprovados em concursos públicos (4.844 interações). Omar Aziz, por sua vez, obteve interações ao postar dois vídeos em que, no primeiro, diz querer uma “polícia firme, justa, valorizada e respeitada” (2.363 interações), ao passo que no segundo apresenta propostas concretas, como retomar o programa Ronda no Bairro, o funcionamento das delegacias por 24h e a abertura de concursos públicos para as polícias civil e militar (2.096 interações).
| TABELA 05: DESEMPENHO DOS CANDIDATOS AO GOVERNO DO AMAZONAS EM POSTAGENS E INTERAÇÕES | |||
|---|---|---|---|
| Estado: AM | |||
| Nome | Posts do candidato | Interações | % interações / candidatos do Estado |
| Roberto Cidade (UNIÃO-AM) | 5 | 19,1 mil | 53,0% |
| Omar Aziz (PSD-AM) | 20 | 7,5 mil | 20,7% |
| Cabo Daciolo (MOBILIZA-AM) | 2 | 6 mil | 16,7% |
| David Antonio Abisai Pereira de Almeida (AVANTE-AM) | 2 | 2,4 mil | 6,8% |
| Roberto Cidade (UNIÃO-AM) | 5 | 561 | 1,6% |
| Professora Maria do Carmo (PL-AM) | 2 | 333 | 0,9% |
| Gilberto Vasconcelos (PSTU-AM) | 4 | 121 | 0,3% |
Pará
No estado do Pará, despontou no debate digital a atual governadora Hana Ghassan Tuma (MDB-PA), que, com somente 4 posts, obteve 3 mil interações (47,3% do total). Em comparação com o Relatório #5, em segundo lugar encontra-se o candidato Dr. Daniel Santos (PODEMOS-PA) – com 2 posts e respondendo por 35,7% do total das interações – ao invés da candidata Araci Lemos (PSOL-PA). Enquanto Hana Ghassan engajou ao aparecer em uma entrevista afirmando que a segurança é e continuará sendo, caso eleita, uma prioridade no seu governo, em especial a ampliação do uso de tecnologia, a valorização dos agentes de segurança e o combate à violência contra a mulher (2.054 interações), Dr. Daniel obteve interações ao expor as políticas que teriam sido implementadas em sua gestão na Prefeitura de Ananindeua/PA e ao afirmar que vai criar o Programa Novo Amanhecer, para que mulheres vítimas de violência tenham moradia, um auxílio financeiro e formação profissional.
| TABELA 06: DESEMPENHO DOS CANDIDATOS AO GOVERNO DO PARÁ EM POSTAGENS E INTERAÇÕES | |||
|---|---|---|---|
| Estado: PA | |||
| Nome | Posts do candidato | Interações | % interações / candidatos do Estado |
| Hana Ghassan Tuma (MDB-PA) | 4 | 3 mil | 47,3% |
| Dr. Daniel Santos (PODEMOS-PA) | 2 | 2,3 mil | 35,7% |
| Araci Lemos (PSOL-PA) | 5 | 692 | 10,9% |
| Gal Leite (UP-PA) | 2 | 390 | 6,1% |
Pernambuco
No estado de Pernambuco, a atual governadora, Raquel Lyra (PSD-PE), despontou no debate digital sobre o tema da Segurança Pública. Ao contrário do Relatório #5, no qual se destacou o equilíbrio entre os diferentes candidatos, na última semana Raquel Lyra postou muito mais sobre o tema do que seus concorrentes, respondendo por 22 posts e por 81,4% do total das interações. João Henrique de Andrade Lima Campos (PSB-PE) ocupa a segunda posição com 10 posts e 17,1% de interações. Em seus posts com maior engajamento, Raquel Lyra buscou reforçar sua imagem de proximidade com a polícia pernambucana ao postar uma foto ao lado de um cachorro chamado Cabo Caramelo (24.260 interações) assim como denunciou a proximidade de seu concorrente, João Campos, com o ex-Governador do Pará Paulo Câmara, que, segundo a candidata, teria registrado o pior governo do Pará, período no qual o estado chegou a registrar 5 mil homicídios em um ano (20.384 interações). Já João Campos obteve interações ao afirmar que seu desafio número um é enfrentar o crime organizado, o que seria possível somente com “uma Polícia Civil forte, valorizada, com estrutura e respaldo do governador” (5.819 interações), ao propor a aquisição de vinte mil tornozeleiras eletrônicas para agressores de mulheres (5.605 interações) e ao destacar que sua candidatura foi a única a dialogar com o Sindicato da Polícia Civil (2.664 interações).
| TABELA 07: DESEMPENHO DOS CANDIDATOS AO GOVERNO DE PERNAMBUCO EM POSTAGENS E INTERAÇÕES | |||
|---|---|---|---|
| Estado: PE | |||
| Nome | Posts do candidato | Interações | % interações / candidatos do Estado |
| Raquel Lyra (PSD-PE) | 22 | 69,2 mil | 81,4% |
| João Henrique de Andrade Lima Campos (PSB-PE) | 10 | 14,5 mil | 17,1% |
| Ivan Moraes (PSOL-PE) | 3 | 1,3 mil | 1,5% |
| Professora Camila (UP-PE) | 1 | 68 | 0,1% |
Rio Grande do Sul
Se nos relatórios anteriores o debate digital sobre Segurança Pública gravitava em torno de dois candidatos, Juliana Brizola (PDT-RS) e o Tenente Coronel Zucco (PL-RS), neste relatório foram os posts dos candidatos Priscila Voigt (UP-RS) e Gabriel Souza (MDB-RS) que mais se destacaram. O Tenente Coronel Zucco, que na semana passada dominava o debate, ocupa a terceira posição. Priscila Voigt (UP-RS) produziu 4 posts e obteve 45,1% do total de interações. Em seus posts com um maior volume de engajamento, a candidata aborda principalmente o tema da violência contra a mulher, defendendo o fim de estupros e feminicídios (1.405 interações) e propondo o fortalecimento da Casa de Referência e a criação de novos núcleos do movimento de mulheres nos bairros (204 interações). Já Gabriel Souza responde por 3 posts e por 37,5% das interações. Engajou nas redes ao aparecer em um vídeo expondo que enquanto foi vice-governador do Rio Grande do Sul, o estado atingiu o menor índice de roubo de celular do Brasil, bem como que, uma vez eleito, vai “enfrentar de frente o feminicídio“ (982 interações).
| TABELA 08: DESEMPENHO DOS CANDIDATOS AO GOVERNO DO RIO GRANDE DO SUL EM POSTAGENS E INTERAÇÕES | |||
|---|---|---|---|
| Estado: RS | |||
| Nome | Posts do candidato | Interações | % interações / candidatos do Estado |
| Priscila Voigt (UP-RS) | 4 | 1,8 mil | 45,1% |
| Gabriel Souza (MDB-RS) | 3 | 1,5 mil | 37,5% |
| Tenente Coronel Zucco (PL-RS) | 1 | 559 | 14,2% |
| Marcelo Maranata (PSDB-RS) | 2 | 125 | 3,2% |
São Paulo
Por fim, observa-se que no Estado de São Paulo Tarcísio de Freitas (REPUBLICANOS-SP), atual governador, segue publicando menos e engajamento mais do que seu principal adversário, o ex-Ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT-SP). Na última semana, com somente 8 posts, Tarcísio obteve 84,6% do total de interações. Em seu post com maior volume de interações (87,2 mil), Tarcísio aparece em um vídeo noticiando a realização da Operação Frank Mobile, que teria envolvido 1.700 policiais e outros profissionais na apreensão de “três carretas de celulares e peças roubadas […]“ e “mais de R$ 400 milhões em recursos bloqueados“. No vídeo, reconhece que há muito a ser realizado no combate ao roubo e furto de celulares, e por isso promete mais policiamento ostensivo, tecnologia, monitoramento, inteligência e enfrentamento ao crime de receptação. Já Fernando Haddad realizou 23 posts e acumulou 14,2% do total de interações. Em seu post com o maior volume de interações, Haddad defendeu o reforço de mecanismos que contribuam para evitar a violência contra idosos (5.323 interações) e afirmou que em um governo seu a proteção às mulheres seria prioridade e, havendo necessidade, defendeu a aplicação de prisões cautelares e de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres (4.136 interações).
| TABELA 09: DESEMPENHO DOS CANDIDATOS AO GOVERNO DE SÃO PAULO EM POSTAGENS E INTERAÇÕES | |||
|---|---|---|---|
| Estado: SP | |||
| Nome | Posts do candidato | Interações | % interações / candidatos do Estado |
| Tarcísio (REPUBLICANOS-SP) | 8 | 160,2 mil | 84,6% |
| Fernando Haddad (PT-SP) | 23 | 27 mil | 14,2% |
| Vivian Mendes (UP-SP) | 6 | 1,7 mil | 0,9% |
| Vera (PSTU-SP) | 1 | 494 | 0,3% |
Quais propostas estão circulando nos posts dos governadores?
| CANDIDATO | PROPOSTAS |
|---|---|
| AMAZONAS | |
| Roberto Cidade (UNIÃO-AM) |
|
| Omar Aziz (PSD-AM) |
|
| PARÁ | |
| Hana Ghassan (MDB-PA) |
|
| Dr. Daniel Santos (PODEMOS-PA) |
|
| PERNAMBUCO | |
| Raquel Lyra (PSD-PE) |
|
| João Campos (PSB-PE) |
|
| RIO GRANDE DO SUL | |
| Priscila Voigt (UP-RS) |
|
| Gabriel Souza (MDB-RS) |
|
| SÃO PAULO | |
| Tarcísio de Freitas (REPUBLICANOS-SP) |
|
| Fernando Haddad (PT-SP) |
|
Nota Metodológica
A seleção dos dados foi realizada a partir de uma base fechada com mais de 15 mil contas monitoradas no Instagram, X, YouTube, TikTok, Kwai e Facebook, cujas publicações são coletadas diariamente. A base reúne contas institucionais, perfis de políticos eleitos e outros atores relevantes para o debate público digital, incluindo, em alguns casos, atores anônimos ou contas-meme com influência e alcance significativos. Neste relatório, porém, a seção “Atores políticos” refere-se exclusivamente a políticos eleitos.
A categoria “Contas relacionadas à segurança pública” corresponde a uma rotulagem interna do Instituto Democracia em Xeque (DX), construída e atualizada ao longo dos anos de atuação do instituto. Ela reúne perfis que, por sua trajetória profissional, institucional ou política, mantêm relação relevante com o debate sobre segurança pública. Essa classificação não significa necessariamente que todo conteúdo publicado por essas contas trate do tema, mas identifica atores acompanhados por sua inserção nesse campo.
Já a categoria “Candidatos vinculados à segurança pública” foi construída com base nos dados oficiais de candidaturas divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram selecionadas candidaturas cuja ocupação declarada correspondesse a policial militar ou civil, bombeiro militar ou civil, militar reformado, vigilante ou detetive particular. Também foram considerados termos presentes no nome de urna que indicassem vínculo com carreiras policiais, militares ou de segurança, como “delegado”, “coronel”, “tenente”, “capitão”, “major”, “sargento”, “cabo”, “soldado”, “brigadeiro”, “inspetor”, “investigador”, “escrivão”, “bombeiro”, “policial”, “PM” e “GCM”, incluindo suas variações femininas e abreviações. Quando possível, o cruzamento entre os registros do TSE e as contas monitoradas foi realizado por CPF, reduzindo ambiguidades de identificação.
Para identificar conteúdos relacionados à segurança pública, foram aplicadas queries booleanas com combinações de termos, expressões exatas, operadores de proximidade e filtros de exclusão. As consultas foram organizadas em cinco eixos temáticos: feminicídio e violência contra as mulheres; facções e crime organizado; crimes digitais e golpes virtuais; criminalidade geral, incluindo roubos, homicídios, prisões, armas e violência; e forças de segurança, abrangendo polícia, policiamento, operações e políticas públicas de segurança. Os resultados foram consolidados em duas bases: uma organizada por tema, na qual um mesmo post pode aparecer em mais de um eixo quando atende a múltiplas queries; e outra agregada e duplicada, na qual cada publicação é contabilizada uma única vez, evitando inflar os totais gerais de frequência e engajamento.
Expediente
Relatório de Segurança Pública — #07
Data: 15.09.2026
Período da análise: 08 a 13 de setembro de 2026
Como citar este documento
BERNARDI, Ana Julia Bonzanini; PILAU; Lucas Batista. FERREIRA, Douglas da Silva; ALVES, Marcelo. Relatório de Segurança Pública – #07 (09/09/2026). Instituto Democracia em Xeque, 2026. Disponível em: <http://institutodx.org/seguranca-publica/>
Equipe do relatório
Ana Julia Bonzanini Bernardi
Lucas Batista Pilau
Douglas da Silva Ferreira
Marcelo Alves
Projeto gráfico E DIAGRAMAÇÃO
Coordenação: Moara Juliana
Arte: Júlia Brancaglione Cristofi
Diagramação: Fernanda Giulietti
DESENVOLVIMENTO WEB
Paolo Enryco
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