Direita sul-coreana e bolsonaristas amplificam narrativa de fraude eleitoral

PLANTÃO ELEIÇÕES 2026 • URNAS
Direita sul-coreana e bolsonaristas amplificam narrativa de fraude eleitoral
02 de outubro de 2026
Ilustração de urna eletrônica
RESUMO EXECUTIVO DO PERÍODO

Entre 20 de setembro e 2 de outubro, o Instituto Democracia em Xeque identificou uma campanha de desinformação publicada por figuras da direita sul-coreana em apoio a Flávio Bolsonaro e com referência a “fraude eleitoral” no Brasil com 2,6 milhões de visualizações e 724 mil interações. Os dados indicam uma campanha aberta de dirigentes de um partido e de um movimento da extrema direita sul-coreana com a narrativa de fraude eleitoral no Brasil com a amplificação por contas bolsonaristas.

O caso começou na tarde de 28 de setembro (horário de Brasília). Às 17h22, Kim Jinil (@jinil_official), o representante do partido de direita sul-coreano Liberdade e Inovação, publicou um post sobre a “investigação conjunta Coreia-EUA de fraude eleitoral” com um “calendário político internacional” (633 curtidas, 39,0 mil visualizações). Seis horas depois, o ex-primeiro-ministro e ex-presidente interino da Coreia do Sul e líder do partido, Hwang Kyo-ahn (@hkyoahn) publicou no X dois posts em coreano com as hashtags da campanha de Flávio Bolsonaro. O primeiro, às 23h37, declarava que o partido “apoia o candidato Flávio Bolsonaro”, trazia um vídeo de apoio em estilo K-pop e chegou a 1,05 milhão de visualizações, 20,5 mil curtidas e 6 mil retweets. O segundo, às 23h55, dizia que “Coreia e Brasil devem se unir” e anunciava uma fala sobre “fraude eleitoral”, defesa da liberdade e da democracia e solidariedade internacional; teve 228 mil visualizações, 14,9 mil curtidas e 3,8 mil retweets. Às 3h54 do dia 29, o advogado Park Joohyeon (@parkjoohyeon79) escreveu que os coreanos esperam que Flávio “rompa a fraude eleitoral” e vença, marcando @FlavioBolsonaro, @BolsonaroSP e @bolsonaross31; e Park repetiu a frase sobre a fraude, agora em nome do partido de Hwang e marcando também @jairbolsonaro (2,4 mil curtidas, 27,3 mil visualizações).

A repercussão no Brasil veio na manhã do dia 29. Nas primeiras horas, quem respondeu a Hwang foram contas sul-coreanas (10 respostas e citações entre 0h e 4h, contra 2 de contas brasileiras), e algumas marcaram a família Bolsonaro e perfis brasileiros: @jongkeun marcou Flávio, Jair, Eduardo e Carlos Bolsonaro às 0h20, e @ehehzlzl marcou cinco contas brasileiras às 4h25. A primeira amplificação brasileira de alcance foi de @Byanu, às 5h21: “Meus esforços de apresentar o Bolsonaro para Coreia do Sul deu resultado” (4,3 mil curtidas); três minutos depois, o comentário dele sobre o clipe em estilo K-pop chegou a 156 mil visualizações.

Às 7h31 Paulo de Tarso disseminou a mensagem @paulodetarsog (9,2 mil curtidas, 134 mil visualizações) e das 8h às 16h as contas brasileiras fizeram 322 respostas e citações aos dois posts, contra 19 de contas sul-coreanas. Seguiram-se Allan dos Santos (13h37, 11,7 mil curtidas no X e 420 mil interações no Instagram), Revista Oeste (17h10, 11 mil curtidas) e, em 1º de outubro, Eduardo Bolsonaro (12,1 mil curtidas), além dos deputados estaduais Gil Diniz, Major Mecca e Capitão Assumção e de páginas de apoio a Bolsonaro e a Nikolas Ferreira.

O dia 29 concentra 143 dos 266 tweets em português da amostra e 92% das 724 mil interações registradas nas contas monitoradas pelo Instituto. Cerca de dois terços (66%) das contas que retuitaram Hwang são brasileiras. A acusação de fraude ganhou alcance em português pela tradução do post de Park feita pelo perfil coreano @ehehzlzl, às 11h02, com 4,8 mil curtidas.

A coleta reuniu 4.365 retweets dos dois posts (94% dos 4.656 registrados), feitos por 3.912 contas, 857 respostas e citações e 2.415 tweets de buscas em coreano, português e inglês. A coleta cobre 13 dias, foi feita em 2 de outubro, com o dia ainda em curso, e a busca do X devolve uma amostra.

São brasileiras 66% das contas que retuitaram o post de @hkyoahn e 57% das que retuitaram o de @parkjoohyeon79. Nas contas monitoradas pelo Instituto, 50 posts sobre o apoio sul-coreano somaram 724 mil interações, 58% delas em um único post de Allan dos Santos no Instagram. A menção a fraude ficou restrita: aparece em 22 dos 328 tweets em coreano sobre o Brasil e em nenhum dos 50 posts das contas monitoradas.

1 Importante notar que essa conta (@bolsonaross3) faz parte de uma rede apócrifa de campanha não oficial em favor de Flávio Bolsonaro, revelada em reportagem da agência de checagem Aos Fatos. Sua menção sugeriria algum grau de coordenação com operadores dessa rede, já que a busca por contas associadas a Bolsonaro dificilmente levaria de forma orgânica a esta conta falsa.

HIGHLIGHTS
  • Os autores são lideranças de partido de direita sul-coreano.

    Hwang Kyo-ahn (@hkyoahn) é ex-primeiro-ministro e ex-presidente interino da Coreia do Sul e lidera o partido Liberdade e Inovação (자유와혁신). Park Joohyeon (@parkjoohyeon79) é advogado e se apresenta na bio como chefe coreano do “grupo conjunto Coreia-EUA de investigação de fraude eleitoral”. Kim Jinil (@jinil_official), secretário-geral do partido, antecipou a ação seis horas antes do primeiro post de Hwang (“uma pomba voou para o Brasil”) e escreveu em 29 de setembro: “a pomba que partiu para o Brasil chegou ao destino”.

  • O conteúdo põe em dúvida o processo eleitoral brasileiro.

    Park escreveu às 3h54 de 29 de setembro que os coreanos esperam que Flávio “rompa a fraude eleitoral” (부정선거를 뚫고) e vença: 3.190 curtidas, 818 retweets e 19,5 mil visualizações. Às 12h46, repetiu a frase em nome do partido de Hwang, marcando quatro contas da família Bolsonaro: 2.448 curtidas, 626 retweets e 27,3 mil visualizações. O post de Hwang, das 23h55 de 28 de setembro no horário de Brasília, anuncia uma fala sobre “fraude eleitoral” e “solidariedade internacional”: 14.873 curtidas, 3.838 retweets e 228 mil visualizações.

  • Há sinais de movimento organizado.

    Das 340 contas sul-coreanas que retuitaram, 145 (43%) levam “AWEB” ou “A-WEB” no nome ou na bio, sigla que o movimento coreano de contestação eleitoral usa para denunciar a associação mundial de órgãos eleitorais. Mais da metade (52%) foi criada em 2025 ou 2026, depois da crise do impeachment de Yoon Suk-yeol.

  • Quem levou o assunto ao público brasileiro foram as contas bolsonaristas.

    O post de maior engajamento é de Allan dos Santos no Instagram, com 420 mil interações. No X, os posts mais curtidos em português são de Eduardo Bolsonaro (12,1 mil), Allan dos Santos (11,7 mil) e Revista Oeste (11,0 mil). A menção a fraude chegou em português pela tradução de @ehehzlzl, com 4.829 curtidas e 1.122 retweets.

Métricas
TABELA 01 • MÉTRICAS
IndicadorValor
Post de apoio de @hkyoahn (28/09): visualizações1.052.744
Post de @hkyoahn com menção a fraude (28/09): visualizações227.513
Post de @parkjoohyeon79 (29/09): visualizações19.472
Retweets coletados dos dois posts analisados4.365 (94% do total)
Contas que retuitaram3.912
Contas que retuitaram os dois posts453
Respostas e citações aos dois posts857
Tweets em coreano sobre o Brasil / autores328 / 174
Tweets em português sobre o apoio sul-coreano / autores266 / 226
Posts nas contas monitoradas pelo Instituto / interações50 / 724.108

Coleta no X e contas monitoradas pelo Instituto, de 20 de setembro a 2 de outubro de 2026. Horários de Brasília. O post de apoio de @hkyoahn não teve os RTs coletados; os dois posts analisados são os que mencionam fraude eleitoral.

GRÁFICO 01 • O ASSUNTO SÓ GANHOU VOLUME A PARTIR DE 29 DE SETEMBRO

Tweets por dia na amostra das buscas, horário de Brasília

100
143
83
63
51
22
27
20/09
21/09
22/09
23/09
24/09
25/09
26/09
27/09
28/09
29/09
30/09
01/10
02/10
Em coreano, sobre o BrasilEm português, sobre o apoio sul-coreano

Fonte: Instituto Democracia em Xeque. Dados do X, 20/09 a 02/10/2026 (02/10 parcial).

Tweets únicos devolvidos pelas buscas. “Em coreano, sobre o Brasil”: texto com caracteres coreanos e menção a Brasil, Bolsonaro, Flávio ou Lula. “Em português”: tweets que citam a Coreia ou Hwang junto com Flávio, Bolsonaro, eleição, urnas ou fraude. 2 de outubro é dia parcial.

O pico ocorreu em 29 de setembro, dia seguinte aos posts de Hwang: 100 tweets em coreano e 143 em português. Antes disso, a amostra tinha 67 tweets em coreano sobre o Brasil em nove dias. Os 266 tweets em português somam 95,5 mil curtidas e 20,8 mil retweets; os 328 em coreano, 62,3 mil curtidas e 16,2 mil retweets.

GRÁFICO 02 • NO BRASIL, O ENGAJAMENTO SE CONCENTROU NO INSTAGRAM EM 29/09

Interações por dia em posts sobre o apoio sul-coreano, contas monitoradas pelo Instituto

664 mil
48 mil
20/09
21/09
22/09
23/09
24/09
25/09
26/09
27/09
28/09
29/09
30/09
01/10
02/10
FacebookInstagramTikTokX (Twitter)

Fonte: Instituto Democracia em Xeque. Dados de Instagram, X, TikTok e Facebook, 20/09 a 02/10/2026.

Posts de contas monitoradas pelo Instituto que citam Hwang, o partido Liberdade e Inovação ou a Coreia do Sul junto com Flávio ou Bolsonaro. Retuítes ficam de fora (47 registros), porque carregam as interações do post original. Posts em colaboração, que aparecem em mais de uma conta, contam uma vez (10 repetições retiradas).

Nas contas monitoradas, 50 posts de 39 contas somaram 724 mil interações. O Instagram responde por 619 mil (85%), em 22 posts. O dia 29 de setembro concentra 664 mil interações, 92% do total. A distribuição é desigual: a mediana é de 946 interações por post, e o post de Allan dos Santos tem 420 mil. Entre parlamentares, publicaram sobre o tema Capitão Assumção, Eduardo Bolsonaro, Gil Diniz e Major Mecca.

GRÁFICO 03 • A MAIORIA DE QUEM RETUITOU OS DOIS POSTS É BRASILEIRA

Origem das contas, estimada por nome, bio e localização do perfil

@parkjoohyeon79
763 contas
57%
17%
26%
@hkyoahn
3.602 contas
66%
8%
27%
0%25%50%75%100%
BrasileiraSul-coreanaNão identificada

Fonte: Instituto Democracia em Xeque. Dados do X, coleta em 02/10/2026.

A origem é uma estimativa: “sul-coreana” quando nome, bio ou localização têm caracteres coreanos ou a bandeira da Coreia; “brasileira” quando têm a bandeira do Brasil, termos como Brasil, Bolsonaro e patriota, siglas de estados ou acentuação do português.

Contas brasileiras são 66% das 3.602 que retuitaram @hkyoahn e 57% das 763 que retuitaram @parkjoohyeon79; as sul-coreanas são 8% e 17%. 453 contas retuitaram os dois posts. Entre as 340 contas sul-coreanas, a mediana é de 314 seguidores, e 34% foram criadas em 2025, ano da crise do impeachment de Yoon Suk-yeol. A taxa de retweets por visualização dos tweets em coreano (mediana de 1,4%, em 137 tweets) fica abaixo da dos tweets da hashtag de Flávio (2,5%, em 496), o que não indica amplificação fora do padrão.

GRÁFICO 04 • CONTAS BRASILEIRAS SE LIGAM À REDE COREANA POR @HKYOAHN

Menções, respostas e citações entre 947 contas no X

rede de menções, respostas e citações entre contas no X
BrasileiraSul-coreanaNão identificada

Fonte: Instituto Democracia em Xeque. Dados do X, 20/09 a 02/10/2026. Posição = estrutura da rede.

Cada ponto é uma conta; cada linha, uma resposta, citação ou menção nos 1.413 tweets do tema. O tamanho do ponto indica quantas contas interagiram com o perfil. A figura mostra o maior componente conectado (947 das 1.053 contas). Numa resposta, os @ que o X repete do post respondido não contam como menção; contas de plataforma, como @YouTube e @grok, ficam de fora.

A rede tem 1.368 interações entre 1.053 contas: 830 respostas, 335 citações e 203 menções. A estrutura é de estrela em torno dos posts de origem: 696 contas interagiram com @hkyoahn, 475 delas brasileiras (68%), e 128 com @parkjoohyeon79, 83 brasileiras. A maior parte do vínculo parte do Brasil: das 571 contas brasileiras que escreveram, 526 (92%) se dirigiram a uma conta sul-coreana. No sentido inverso, 38 das 112 contas sul-coreanas se dirigiram a contas brasileiras, sobretudo @Byanu (10 contas), @BolsonaroSP (5) e @TanoueNicole (5); 6 delas marcaram por conta própria perfis brasileiros, como @FlavioBolsonaro e @BolsonaroSP.

Não há um núcleo denso de contas coreanas e brasileiras interagindo entre si: o lado coreano buscou os perfis bolsonaristas, mas o volume veio de contas brasileiras respondendo aos posts de origem. O que indica uma operação organizada estrategicamente para repercutir em solo nacional, referendando um discurso de autoridade internacional sobre um falso risco à integridade eleitoral do Brasil.

Principais narrativas sobre INTEGRIDADE ELEITORAL

A narrativa de fraude circulou sobretudo em coreano. No Brasil, o episódio foi apresentado como apoio internacional a Flávio Bolsonaro e denúncias internacionais sobre o sistema eleitoral.

1. “Fraude eleitoral” como causa comum entre Coreia do Sul e Brasil

A menção a fraude está nos posts de origem. Hwang escreveu que “Coreia e Brasil devem se unir” e que falaria de “fraude eleitoral, da tarefa de defender a liberdade e a democracia e da solidariedade internacional”. Park escreveu que os coreanos desejam que Flávio “rompa a fraude eleitoral e se torne presidente do Brasil” e repetiu a frase horas depois. Ao citar o post de Hwang, Park acrescentou: “Aliança global da liberdade Coreia-EUA-Brasil! Vamos erradicar juntos a fraude eleitoral!”.

Entre os 328 tweets em coreano sobre o Brasil, 22 usam termos de fraude eleitoral, de 17 autores. A sigla A-WEB, presente no perfil de 43% das contas sul-coreanas que retuitaram, é a da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais da Coreia do Sul.

Fundada em 2013 em Incheon, a A-WEB é uma organização internacional voltada ao intercâmbio técnico entre autoridades eleitorais do mundo todo. No entanto, canais de extrema-direita e influenciadores digitais na Coreia do Sul começaram a rotular a associação como o “epicentro” de um plano cibernético global para manipular resultados.

Também são comuns nos perfis as marcas “Yoon Again”, “Stop the Steal” e “CCP out”.

2. Lula comparado a Lee Jae-myung, Bolsonaro comparado a Yoon Suk-yeol

Contas coreanas descrevem os dois países como casos iguais: um presidente “eleito por fraude” e um líder de direita preso por denunciá-la. A conta @rainbow241207 escreveu em 2 de outubro que “o verdadeiro eleito, o presidente Yoon Suk-yeol, está preso”2, enquanto Lee Jae-myung, “eleito por fraude”, governa. Já @luckypark528 chamou Lula e o atual presidente da Coréia do Sul, Lee Jae-myung, de presidentes “eleitos por fraude” em 29 de setembro.

2 Essa comparação já havia acontecido em episódios anteriores, como em maio de 2025, por sua tática de confrontação.

3. O TSE e os observadores internacionais

Em 1º de outubro, a conta @gwigiul860721 publicou em coreano que o TSE recusou o credenciamento de 14 organizações de direita da Espanha, de Portugal e da Argentina como observadoras, e que “só foram barrados os observadores próximos de quem levanta suspeitas sobre o voto eletrônico”. O mesmo post registra que OEA, União Europeia e Centro Carter foram credenciados. @iloveholykorea respondeu a uma conta brasileira: “oro para que toda a verdade da fraude eleitoral venha à tona”. O alcance foi marginal: os posts têm até 4 curtidas e menos de 100 visualizações. Este relatório não verificou a informação sobre o credenciamento.

4. No Brasil, apoio internacional sem a menção às urnas

As contas brasileiras apresentaram o episódio como endosso externo e afinidade de valores. Eduardo Bolsonaro (@BolsonaroSP) citou Hwang em 1º de outubro: “Liberdade religiosa, democracia, família, respeito à vida, liberdade de expressão, são valores compartilhados por nós”. Allan dos Santos escreveu em 29 de setembro: “Os bons unidos! Político sul-coreano apoiando @FlavioBolsonaro”. O deputado estadual Gil Diniz destacou o clipe em estilo K-pop feito com inteligência artificial: “esse tipo de conteúdo fura a bolha”.

Em RTs, contas compartilharam a afirmação de fraude eleitora, como a tradução do post de Park publicada por @ehehzlzl, perfil coreano que escreve em português: “superar uma possível fraude eleitoral”, com 4.829 curtidas, 1.122 retweets e 36,4 mil visualizações. Os demais somam 220 curtidas. A amostra tem 18 perfis com identificação coreana que publicam em português ou inglês, entre eles @iloveholykorea, @ViiV_333 e @forthefreedom25, conta oficial do partido.

POSTS CITADOS
NOTA METODOLÓGICA

Fonte e período. Coleta no X feita em 2 de outubro de 2026, com buscas desde 20 de setembro: nove consultas em coreano, português e inglês, retweeters e respostas e citações dos posts de @hkyoahn e @parkjoohyeon79. Das bases do Instituto vieram os posts de contas monitoradas no Instagram, X, TikTok, Facebook e YouTube que citam a Coreia.

Cobertura. A busca do X devolve uma amostra, não o universo; 9 dos 2.415 tweets são anteriores ao período e ficaram fora das séries. Os retweeters coletados são 94% dos retweets registrados. A coleta tem 13 dias e, fora das bases do Instituto, só o X.

Origem das contas. A classificação entre sul-coreana e brasileira é heurística, por nome, bio e localização; 27% das contas ficaram sem identificação.

Rede de interações. As arestas vêm das respostas, citações e menções nos tweets do tema; retweets não entram, porque a coleta de retweeters cobre só os dois posts de origem e formaria duas estrelas. A origem das contas usa a mesma heurística, e 26% delas ficaram sem identificação.

Bases do Instituto. A consulta por termos ligados à Coreia devolveu 432 posts; 107 tratam do apoio sul-coreano e, sem retuítes e repetições de colaboração, restam 50. O texto foi extraído com 220 caracteres, o que limita a busca por termos no fim de legendas longas.

EXPEDIENTE

Direita sul-coreana e bolsonaristas amplificam narrativa de fraude eleitoral
02 de outubro de 2026

COMO CITAR ESSE DOCUMENTO:
Direita sul-coreana e bolsonaristas amplificam narrativa de fraude eleitoral. Instituto Democracia em Xeque, 02 de outubro de 2026. Disponível em: <https://institutodx.org/eleições2026>

Equipe do relatório

Marcelo Alves

Projeto gráfico: Moara Juliana

Diretores Participantes:

Direção de Metodologia
e Inovação

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