
Pergunte aos dados | César Felício | 06/03/2026
O poder disruptivo da Inteligência Artificial (IA) ainda não se fez sentir na política brasileira. Talvez em função do caráter dissuasório da resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o tema, os agentes políticos usam nas redes sociais ferramentas de IA com relativa moderação.
De acordo com dois relatórios do Instituto Democracia em Xeque repassados a esta coluna, não se observou em 5.416 postagens feitas por agentes políticos no mês de março com uso de IA um festival de “deepfakes”.
Leia a matéria completa no site: https://valor.globo.com/politica/pergunte-aos-dados/post/2026/04/direita-avanca-na-ia-com-o-freio-do-tse.ghtml
Segundo o diretor de metodologia do Instituto DX e professor do Departamento de Comunicação da PUC-RJ, Marcelo Alves, o maior risco nessas eleições não está nos perfis dos partidos, dos candidatos e dos dirigentes, mas no de perfis apócrifos, que voam baixo no radar. Ele alerta que é possível driblar a marca d’água, publicando prints das postagens, mas as plataformas possuem ferramentas automatizadas que fazem a detecção por inferência proativa. Ele ressalta contudo que, até o momento, essa detecção é estatisticamente insignificante.
ESTE RELATÓRIO ESTÁ LICENCIADO SOB A LICENÇA CREATIVE COMMONS CC BY-SA 4.0 BR.
Essa licença permite que outros remixem, adaptem e criem obras derivadas sobre a obra original, inclusive para fins comerciais, contanto que atribuam crédito aos autores corretamente, e que utilizem a mesma licença.
https://creativecommons.org/