Mulheres candidatas receberam proporcionalmente mais comentários ofensivos do que homens no início da campanha eleitoral de 2026. Entre 16 e 24 de agosto, o MonitorA analisou conteúdos publicados no X, TikTok e YouTube para identificar padrões de violência política de gênero nas redes sociais.
No X, seis em cada dez ofensas mapeadas contra mulheres foram direcionadas a candidatas ao Senado. Marina Silva, candidata pela Rede em São Paulo, concentrou 32% dos 1.318 ataques e insultos identificados na plataforma. Érika Hilton aparece em seguida, com 23%, e Bia Kicis, com 11%.
O levantamento faz parte da quarta edição do MonitorA, observatório que acompanha a violência política de gênero nas plataformas digitais desde 2020. Em 2026, o projeto é realizado pelo InternetLab, Núcleo Jornalismo e Instituto Democracia em Xeque.
O DX desenvolve a metodologia de coleta, realiza a coleta dos dados e participa das análises, enquanto o InternetLab é responsável pela metodologia de pesquisa e pelas análises manuais, e o Núcleo participa das análises e da produção das reportagens.
Ao longo do período eleitoral, novas análises serão publicadas para acompanhar como ataques e comentários ofensivos atingem candidatas de diferentes regiões e posições políticas.
