Cury ganha apoio evangélico e incomoda bolsonaristas
A candidatura de Augusto Cury começou a produzir um efeito que vai além das pesquisas eleitorais: entrou na disputa pelo significado do voto evangélico em 2026. Nas redes sociais, influenciadores, pastores e lideranças políticas passaram a defender o escritor como uma alternativa à polarização, associando seu nome a conceitos como propósito, serviço, virtude e ausência de interesse pessoal pelo poder. O movimento ganhou força justamente em um ambiente no qual setores do bolsonarismo tentam consolidar Flávio Bolsonaro como principal opção da direita para enfrentar Lula.
A movimentação foi identificada pela sétima edição do relatório “Narrativas Evangélicas e Contexto Eleitoral”, produzido pela Casa Galileia em parceria com o Instituto Democracia em Xeque. O estudo analisou publicações realizadas entre 17 e 30 de agosto e monitorou 573 perfis no Instagram, YouTube, X, TikTok e Facebook. Foram identificados 19.429 resultados, que concentraram cerca de 135,4 milhões de interações no ecossistema evangélico durante o período.