Comparação entre os Hubs

Alinhamento ideológico moldam as campanhas regionais
A leitura integrada dos hubs regionais revela que as campanhas compartilham repertórios temáticos comuns, porém se distinguem por seus repertórios de comunicação, que sofrem influência de seus alinhamentos político-ideológicos, e também da posição de incumbência.
O campo progressista conectou a agenda local à conjuntura nacional e internacional, mobilizando economia, soberania, relações comerciais e políticas sociais para sustentar a defesa do governo e de suas plataformas eleitorais. Na oposição, prevalece a crítica aos adversários e às instituições que, como mostrou a análise, gerou ampla circulação e engajamento.
Segurança pública foi o principal tema de disputa entre os campos, mas a pauta econômica e a pauta da política externa também têm assumido centralidade nas campanhas. Observa-se que candidatos, de um ou outro campo político-ideológico, replicam argumentos e formatos a fim de capturar a base de apoiadores segmentados pela disputa nacional.
Destaques dos últimos 10 dias
Principais destaques por hubs

Hub Norte-Nordeste
Candidatos se concentram em campanhas individualizadas, sendo ataques a outros candidatos residuais. Tópicos em comum convergem para a copa do mundo, a caminhada por cidades do interior dos estados, o comparecimento a festas tradicionais e religiosas pelos estados, o tarifaço dos Estados Unidos e a defesa do PIX. Eduardo Girão (NOVO-CE) se destaca pelo tom das postagens com ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao governo Lula e a seus adversários que concorrem ao governo do Ceará.

Hub Centro-Oeste
O discurso antissistema aparece na comunicação de candidatos de direita ao Senado em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com ataques ao STF, à legitimidade eleitoral e ao governo Lula, com destaque à atuação de Gustavo Gayer (GO). O parlamentar respondeu pelos conteúdos de maior engajamento, concentrando 9 dos 10 posts do Centro-Oeste, focando em discursos de deslegitimação institucional ao alegar fraude nas urnas, falar de “censura” do governo Lula e atacar o ministro Alexandre de Moraes. Na corrida aos governos, o eixo predominante foi a gestão, sendo a saúde o tema mais recorrente, dividido entre governistas, que usam a pauta para listar entregas, e oposicionistas, que a usam para criticar os governantes. Segurança pública, apoio de municípios e agropecuária também surgem como temas frequentes.

Hub Sudeste
A comunicação eleitoral combinou disputas por identidade regional com forte presença da agenda nacional. Em SP, a segurança pública funcionou como principal eixo temático dos candidatos de direita, enquanto a esquerda concentrou críticas à gestão estadual. A disputa por pertencimento ao estado de SP foi mobilizado como recurso de deslegitimação entre candidatos ao Senado. Em MG, o engajamento concentrou-se de forma desproporcional em pautas punitivistas e antissistema, com temas como pena de morte, tributação do PIX e privilégios do Congresso, superando amplamente o conteúdo programático das candidaturas ao governo. O período também foi marcado pela retórica de perseguição política e pela disputa de significantes entre os campos, na qual a “humanização” aparece como estratégia compartilhada por ambos os espectros.

Hub Sul
A comunicação eleitoral também combinou temas locais com influência da agenda nacional. O PR registrou o maior volume de publicações, SC apresentou a maior média de interações e o RS teve a menor média de engajamentos, com diferenças relevantes entre as candidaturas. As interações com as temáticas Bolsonaro, STF, Lula, corrupção, Pix e tarifas concentraram mais engajamento, enquanto obras, municípios, clima e reconstrução apareceram com maior frequência. A agenda local também foi marcada por pesquisas eleitorais, articulações de chapas, efeitos das tarifas sobre a indústria e temporais no RS.
Principais destaques entre hubs
A dinâmica comunicacional observada nos hubs evidencia que a comunicação de campanha eleitoral se organiza de modo mais afim ao alinhamento ideológico do que pela lógica regional isoladamente. Assim, os temas de camapanha se inserem nas pautas de abrangência nacional recorrentemente. Em algumas camadas, porém, conteúdos que exibem festividades típicas, pesquisas eleitorais dos locais e articulações de chapas se sobrepuseram às pautas nacionais.
No campo progressista, predominaram tópicos que vincularam a agenda nacional à internacional, com destaque para a imposição das tarifas pelos Estados Unidos ao Brasil e a defesa do governo Lula frente à disputa comercial. Consequentemente, ganhou força pautas sobre soberania nacional, defesa do Pix e enfrentamento à extrema direita global. Além disso, o tema de desenvolvimento econômico, com a mobilização pelo fim da escala 6x1, teve amplo apelo de campanha.
Na oposição, os eixos temáticos centrais são a segurança pública, corrupção, defesa das liberdades (individuais, de expressão e econômica). Críticas ao governo, atores e instituições políticas também compuseram com centralidade a retórica de perseguição política sustentada por esses atores. Os conteúdos de deslegitimação institucional foram, de modo geral, os que mais engajaram a base oposicionista.
Segurança pública também foi o principal tema de disputa compartilhado entre os campos; porém, enquanto a direita enalteceu operações policiais e endurecimento de penas, a esquerda lançou luz sobre violência de gênero e injustiça social. Ambos os segmentos trouxeram discussões propositivas.

De olho nisso!
Temas divisivos
Candidato Cleitinho defende pena de morte
A postagem com maior engajamento de toda a coleta no Sudeste veio de Cleitinho Azevedo (PSC), senador e candidato ao governo de Minas. No post, com mais de 180 mil interações, o parlamentar defendeu o fuzilamento em praça pública dos responsáveis pelo suposto estupro e morte de um bebê de 10 meses, encerrando com uma pergunta direta ao público ("você é a favor?"), transformando indignação moral em mecanismo de engajamento. Dias depois, ele ampliou a proposta ao defender uma nova constituição que permita a pena de morte no Brasil. O caso indica como pautas punitivistas de alta carga emocional superaram em alcance o conteúdo programático das demais candidaturas majoritárias do estado. (LINK DA POSTAGEM)
Fraude nas urnas
Candidato Domingos Sávio acusa STF de golpe eleitoral
O candidato Domingos Sávio (PL-MG) publicou vídeo afirmando que "está acontecendo um golpe naquilo que é essencial para a democracia, que é ter eleições livres". A acusação é direcionada a Alexandre de Moraes (STF) pela proibição das visitas de Flávio Bolsonaro (PL) ao pai preso. Sávio ressalta que Flávio é advogado e, portanto, teria direito de visita a qualquer hora, concluindo que o objetivo real seria "impedir que Flávio tenha qualquer chance de ganhar a eleição". O vídeo encerra com cortes de cartas escritas por Lula (PT) durante sua prisão, num espelhamento que busca inverter a narrativa histórica de perseguição política. Trata-se de uma tendência discursiva também observada nos atores políticos do Sul do país . O caso é relevante por antecipar, ainda na pré-campanha, a construção de um enquadramento de deslegitimação do próprio pleito de 2026. (LINK DA POSTAGEM)
Fraude nas urnas
Liderados por Gustavo Gayer (PL-GO), candidatos de direita ao Senado do Centro-Oeste concentram ataques ao STF e questionam as urnas eletrônicas
Candidatos de direita ao Senado na região Centro-Oeste publicaram, no período monitorado, conteúdos que atacam nominalmente ministros do STF e questionam a legitimidade do processo eleitoral, sem apresentar decisões judiciais ou fontes verificáveis. O caso de maior repercussão é o de Gustavo Gayer (PL-GO), que citou Donald Trump e a Smartmatic para alegar fraude nas urnas, post de maior engajamento de toda a região. Em Mato Grosso, José Medeiros (PL) e Antônio Galvan (Avante) fizeram afirmações na mesma linha, questionando a “paridade de armas” nas eleições e os “abusos do STF”; em Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon (PL) questionou se haverá “eleições limpas este ano”.

Tendências e alertas
O que esperar para o próximo período (10 dias)
Panorama político e tendências do debate
Próximo ciclo se define pelo calendário eleitoral e disputas institucionais
O período das convenções, que vai até o dia 5 de agosto, deve movimentar o debate nacional e local, articulando os temas e estratégias de comunicação de modo mais coordenado entre os candidatos. A relação Bolosonaro-STF, e as restrições de visita, devem aumentar o coro da oposição sobre as acusações de censura e perseguição. As respostas ao tarifaço imposta pelos Estados Unidos, por outro lado, deve consolidar o apoio de atores aliados ao governo, sob a égide da soberania e da defesa do PIX. Apesar de estar em baixa no momento, a pauta dos temporais no Rio Grande do Sul pode ser reativada por novos eventos, mobilizando agendas locais, como planejamento urbano e prevenção de desastres frente à intensificação dos eventos climáticos. O aumento da cobertura midiática tende a favorecer o engajamento de atores que se colocarem no tema.
Direita pode escalar o discurso antissistema
Sob pressão, a direita reforça narrativas de perseguição e aposta na mobilização da base
A autorização de André Mendonça, na quinta-feira (23), para a abertura de inquérito sobre os repasses de Vorcaro ao filme Dark Horse, dá à oposição insumo para reforçar a narrativa de tentativas reiteradas de inviabilizar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Além disso, a circulação de conteúdos sobre fraude nas urnas registrou um aumento desde a fala de Flávio a diplomatas (21/07) questionando a segurança das urnas, com associações das urnas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic, ponto já desmentido pelo TSE. Motivados pelo fato, apoiadores relevantes do campo da direita têm repetido os mesmos argumentos; o movimento pode ter por consequência o alinhamento da base e acenos à sua ala mais radicalizada, e tende a converter o discurso antissistema em engajamento.
PANORAMA GERAL dos Hubs

Hub Norte-Nordeste
Senado

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| Pará | 7 | 113 | 145.745 |
| Ceará | 4 | 28 | 40.085 |
| Pernambuco | 6 | 163 | 530.521 |
No período monitorado, foram analisadas 17 candidaturas ao Senado nos estados do Pará, Ceará e Pernambuco, totalizando 304 publicações e 716.351 interações. Pernambuco concentrou o maior volume de postagens (163) e de interações (530.521), destacando-se como o estado de maior atividade e engajamento no período. O Pará registrou 113 publicações e 145.745 interações, enquanto o Ceará, com apenas 28 publicações, alcançou 40.085 interações, evidenciando que um menor volume de postagens pode ser acompanhado de desempenho expressivo em termos de engajamento.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas (meso)
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações totais | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|
| Pernambuco | Tulio Gadelha (PSD) | 28 | 188.306 | https://www.instagram.com/p/Da5bQ5nxaXQ |
| Pará | Helder Barbalho (MDB) | 26 | 67.017 | https://www.instagram.com/p/DavTpc_xE_o |
| Pará | Delegado Éder Mauro (PL) | 10 | 39.709 | https://www.instagram.com/p/Da0VdoCskdQ |
| Pernambuco | Marília Arraes (PDT) | 32 | 29.605 | https://www.instagram.com/p/Da0oBdnRjth |
| Pernambuco | Humberto Costa (PT) | 54 | 28.1751 | https://www.instagram.com/p/DaxeXWTRavG |
| Pernambuco | Miguel Coelho (UNIÃO) | 17 | 27.688 | https://www.instagram.com/p/Da9OFgXtTAU |
| Ceará | Capitão Wagner (UNIÃO) | 4 | 23.294 | https://www.instagram.com/p/Daxp_gjxfYx |
| Pará | Chicão do Pará (UNIÃO) | 20 | 19.065 | https://www.instagram.com/p/Dapt5b1DvJb |
| Pará | Celso Sabino (PDT) | 23 | 13.527 | https://www.instagram.com/p/Da1DcVjP2I_ |
| Ceará | Pr. Alcides Fernandes (PL) | 1 | 6.855 | https://www.instagram.com/p/Da0o9ZbJElC |
| Ceará | Cid Gomes (PSB) | 4 | 5.288 | https://www.instagram.com/p/Da1Gm7ghYoo |
| Ceará | Eunício Oliveira (MDB) | 19 | 4.648 | https://www.instagram.com/p/Da3_8r6RAEH |
| Pará | Zequinha Marinho (PODE) | 17 | 3.973 | https://www.instagram.com/p/DayhP7zxPUQ |
| Pernambuco | Eduardo da Fonte (PP) | 19 | 1.791 | https://www.instagram.com/p/Da3pe2_jyjS |
| Pernambuco | Carlos Sant'Anna (NOVO) | 13 | 1.38 | https://www.instagram.com/p/Da5kUosxOO8 |
| Pará | Marcelino Conti (PSOL) | 8 | 1.276 | https://www.instagram.com/p/Da5t1cYva6K |
| Pará | Gizelle Freitas (PSOL) | 9 | 1.181 | https://www.instagram.com/p/Da1HGJ2NpSs |
No Pará, Helder Barbalho (MDB) apresentou o maior total de interações (67.017); no Ceará, Capitão Wagner concentrou 23.294 interações com apenas quatro publicações; e, em Pernambuco, Túlio Gadelha registrou 188.306 interações, o maior volume entre as candidaturas monitoradas no estado.

Narrativas por estado

Pará
Tarifas dos EUA no Brasil
• Defesa do PIX
Candidatos alinhados ao governo federal defendem o PIX, enquanto candidatos alinhados à oposição reproduz mensagem do governo americano que diz que as tarifas são consequências das ações do governo brasileiro.
Disputa pelo interior
• Valorização da cultura
Os candidatos se espalharam pelo interior, enaltecendo a grandeza do estado e a sua diversidade. Bragança, cujo aniversário ocorreu no período de coleta, e Oriximiná, localidade com a maior aldeia de povos originários do estado, foram recorrentemente mencionadas.

Ceará
Disputa de campo político
• Apoio partidário
Os candidatos alinhados à situação - Cid Gomes e Eunício Oliveira - exploraram o apoio de outros políticos, reforçando suas realizações e entregas: não foram identificadas inserções em outros temas.
Segurança pública
• Criminalidade e violência
Os candidatos da oposição Capitão Wagner e Alcides Fernandes se concentraram no tema da segurança pública, com menções às ameaças de morte sofridas por outros políticos e às facções no estado, sugerindo conivência do governo.

Pernambuco
Valorização da cultura
• Festas populares
O período junino motivou os candidatos a exibirem as festas populares, com destaque para o interior do estado de PE, além das celebrações em homenagem à Nossa Senhora da Conceição, padroeira do Recife.
Tarifas do EUA no Brasil
• A questão do PIX
Contas de políticos aliados ao governo federal apontaram o Pix como questão de soberania nacional e motivo de orgulho; enquanto do lado da oposição, o candidato Carlos Sant'Anna diz que o tarifaço seria consequência das ações de Lula e do STF, apontando as tarifas à União Europeia como contraexemplo.
Governo Estadual

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| Pará | 3 | 80 | 77.736 |
| Ceará | 3 | 79 | 283.219 |
| Pernambuco | 3 | 113 | 888.133 |
No período monitorado, foram analisadas nove candidaturas aos governos estaduais nos estados do Pará, Ceará e Pernambuco, totalizando 272 publicações e 1.249.068 interações. Pernambuco concentrou o maior volume de publicações (113) e de interações (888.113), seguido pelo Ceará, com 79 publicações e 283.219 interações. O Pará registrou 80 publicações e 77.736 interações.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas (meso)
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações totais | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|
| Pernambuco | João Campos (PSB) | 59 | 713.155 | https://www.instagram.com/p/Da6a7zdR5oj |
| Pernambuco | Raquel Lyra (PSD) | 35 | 171.177 | https://www.instagram.com/p/Da1HBw7INgx |
| Ceará | Ciro Gomes (PSDB) | 28 | 119.919 | https://www.instagram.com/p/Da0q5HVhre1 |
| Ceará | Eduardo Girão (NOVO) | 25 | 99.45 | https://www.instagram.com/p/Da8n5tFJTKx |
| Ceará | Elmano de Freitas (PT) | 26 | 63.85 | Retirado do ar, falava da pesquisa Real Time Big Data |
| Pará | Hana Ghassan Tuma (MDB) | 27 | 42.418 | https://www.instagram.com/p/Da1Va_GpnfJ |
| Pará | Daniel Santos (PODE) | 12 | 25.531 | https://www.instagram.com/p/Da1URwXBLBb |
| Pará | Araceli Lemos (PSOL) | 41 | 9.787 | https://www.instagram.com/p/Da3o2mcxrYT |
| Pernambuco | Ivan Moraes (PSOL) | 19 | 3.798 | https://www.instagram.com/p/Da5tFzvOeH6 |
No Pará, Hana Ghassan Tuma apresentou o maior total de interações (42.418), seguida por Daniel Santos (25.531) e Araceli Lemos (9.787). No Ceará, Ciro Gomes concentrou o maior volume de interações (119.919), à frente de Eduardo Girão (99.450) e Elmano de Freitas (63.850). Em Pernambuco, João Campos destacou-se com 713.155 interações, seguido por Raquel Lyra (171.177), enquanto Ivan Moraes registrou 3.798 interações.

Narrativas por estado

Pará
Campanhas eleitorais
• Disputa pelo interior
Todos os pré-candidatos focaram em campanhas eleitorais individuais: Araci com a pauta ambiental; Daniel com a pauta da saúde e a visita a cidades do interior; e a governadora Hana Ghassan com a vistoria de obras pelo estado.
Solidariedade
• Acidente de ônibus
As candidatas também fizeram menção ao acidente de ônibus em Barcarena, sendo a postagem com maior número de interações da governadora Hana Ghassan.

Ceará
Valorização da identidade
• Disputa pelo orgulho cearense
Os candidatos Elmano (PT) e Ciro Gomes (PSDB), além de falarem das suas realizações durante seus mandatos, abordaram o orgulho de ser cearense e de como essa identidade e características do povo do estado estão representadas neles.
Ataques antissistema
• Ataques ao STF e proposta para bets
Em oposição aos candidatos que constroem uma imagem positiva em torno de si, Eduardo Girão se coloca como antagonista, centrando ataques ao STF e ao governo Lula. Até mesmo sua pauta propositiva sobre as Bets no Brasil é marcada por tom combativo.

Pernambuco
Vinculação à imagem de Lula
• Disputa pelo eleitorado lulista
Todas as três candidaturas ao governo do estado apoiam Lula e o exaltam com frequência, falando de suas conexões com o presidente. No caso dos dois principais candidatos, João Campos e Raquel Lyra, há uma disputa pelo eleitorado lulista já consolidado. O pré-candidato Ivan Moraes reforça a ideia de avançar em uma agenda progressista.
Valorização da cultural
• Disputa pelo interior
Raquel Lyra, pela sua posição como governadora, menciona as obras e benfeitorias pelo estado; enquanto João Campos busca se mostrar integrado ao interior, ainda que prefeito da capital. Em ambos os casos, predominam referências a festas típicas e visitas a locais de interesse em municípios estratégicos.

Hub Centro-Oeste
Senado

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| Mato Grosso | 6 | 102 | 44.281 |
| Mato Grosso do Sul | 6 | 60 | 46.834 |
| Distrito Federal | 2 | 45 | 40.446 |
| Goiás | 3 | 39 | 421.041 |
No período monitorado, foram analisadas 17 candidaturas ao Senado nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás, totalizando 246 publicações e 552.602 interações. Goiás concentrou o maior volume de interações (421.041), apesar de reunir apenas 39 publicações distribuídas entre três candidaturas. Mato Grosso registrou o maior número de publicações (102), seguido por Mato Grosso do Sul (60) e Distrito Federal (45), que apresentaram volumes de interações mais próximos entre si.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações totais | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|
| Goiás | Gustavo Gayer (PL) | 16 | 41.055 | https://www.instagram.com/p/Da5vJb5Mxqk |
| Gracinha Caiado (União) | 12 | 10.354 | https://www.instagram.com/p/Da8GoDwFSsx | |
| Vanderlan Cardoso (PSD) | 11 | 632 | https://www.instagram.com/p/Da8haw_Jjb4 | |
| Distrito Federal | Erika Kokay (PT) | 27 | 33.583 | https://www.instagram.com/p/Da-8yXQRM1h |
| Leila Barros (PDT) | 18 | 6.863 | https://www.instagram.com/p/DbBFWuXSoil |
Em Goiás, Gustavo Gayer (PL) apresentou o maior total de interações (41.055), seguido por Gracinha Caiado (União) (10.354) e Vanderlan Cardoso (PSD) (632). No Distrito Federal, Erika Kokay (PT) concentrou 33.583 interações, enquanto Leila Barros (PDT) registrou 6.863.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas (meso)
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações totais | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|
| Mato Grosso | Carlos Fávaro (PSD) | 33 | 3.936 | https://www.instagram.com/p/Da0WW52gaVm |
| Janaína Riva (MDB) | 23 | 10.97 | https://www.instagram.com/p/Day0e4ZNGHQ | |
| José Medeiros (PL) | 16 | 9.892 | https://www.instagram.com/p/Da84XhuupLw | |
| Mauro Mendes (UNIÃO) | 11 | 14.461 | https://www.instagram.com/p/Da5PSiVAH1g | |
| Pedro Taques (PSB) | 11 | 4.386 | https://www.instagram.com/p/Da0WdsvuE5Y | |
| Antônio Galvan (AVANTE) | 11 | 636 | https://www.instagram.com/p/Da1GRCjiEhb |
Em Mato Grosso, Mauro Mendes (União) registrou o maior total de interações (14.461), seguido por Janaína Riva (MDB) (10.970) e José Medeiros (PL) (9.892). Embora Carlos Fávaro (PSD) tenha apresentado o maior número de publicações (33), acumulou 3.936 interações no período
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas (meso)
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações totais | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|
| Mato Grosso do Sul | https://www.instagram.com/p/Da0A-cHhAPK | |||
| https://www.instagram.com/p/DbBGvsVRWlE | ||||
| https://www.instagram.com/p/DbCDoJtDD0l | ||||
| https://www.instagram.com/p/Da53IyHxIEk | ||||
| https://www.instagram.com/p/Da8UnhJMaqC | ||||
| https://www.instagram.com/p/Da5y_1ZpPS2 |
Em Mato Grosso do Sul, as candidaturas ao Senado apresentaram diferentes níveis de atividade e de repercussão digital ao longo do período monitorado. Soraya Thronicke (PSB) registrou o maior volume de interações (22.267), embora tenha realizado apenas três publicações. Nelsinho Trad (PSD) foi o candidato com maior número de postagens (18), acumulando 7.601 interações, seguido por Marcos Pollon (PL) (6.454) e Reinaldo Azambuja (PL) (5.499).

Narrativas por estado

Goiás
Tendência antissistema
• Deslegitimação institucional e polarização nacional
Gustavo Gayer (PL) foi predominante neste tema e suas publicações foram as que mais engajaram no período: ataques ao PT e a Lula, ao STF e às urnas eletrônicas, e defesa de Flávio Bolsonaro. O post de maior engajamento alegava fraude eleitoral citando Trump e a Smartmatic, e classificava como "antidemocrático" o combate à desinformação. Outros posts atacaram nominalmente ministros do STF e acusam o governo federal de censura, sem apresentar fatos concretos.
Disputa pelo interior
• Alianças e continuidade da gestão Caiado
Em GO, o tema é protagonizado principalmente por Gracinha Caiado (União), ex-primeira-dama do estado e esposa de Ronaldo Caiado, que renunciou ao governo para concorrer à Presidência. Ela usou visitas a municípios e eventos do agronegócio para reforçar sua candidatura como extensão da gestão de Ronaldo Caiado, inclusive com o uso da imagem dele em grande parte das publicações. Valderlan Cardoso também apostou neste enquadramento e utilizou imagens do casal Caiado em seus conteúdos.

Distrito Federal
Debate sobre saúde
• Legado x emendas parlamentares
A saúde foi o tema mais frequente entre os candidatos ao Senado no DF, aparecendo qause sempre atrelada ao direcionamento de emendas parlamentares. Por um lado, Leila Barros (PDT) associou o tema da saúde a conquistas de seu próprio mandato (tomógrafos, aposentadoria especial para agentes de saúde) sem ataques ao Executivo local; Érica Kokay (PT), por outro lado, se concentrou maior parte em expor suas emendas direcionadas para a saúde junto com ataques à governadora Celina Leão e a exploração de escândalos financeiros de lideranças do PL.
Debate sobre mulheres
• Violência de gênero e voto feminino
O tema apareceu de forma reiterada, mas com perspectivas diferentes. Kokay (PT), que busca sua primeira eleição para o Senado, cobrou a tramitação do projeto que criminaliza a misoginia, atribuindo o travamento à "bancada bolsonarista" e associando o tema diretamente à polarização nacional. Barros (PDT), que busca a reeleição, relacionou o tema a conquistas já efetivadas por seu mandato, como os investimentos na rede de proteção à mulher.

Mato Grosso
Disputa pelo interior
• Proximidade com os municípios e prestação de contas
Tema de maior volume em Mato Grosso, protagonizado por Fávaro (PSD), Riva (MDB) e Galvan (PL). Fávaro tratou suas visitas como prestação de contas por município, com valores de investimento. Riva usou o verbo "ouvir" para conectar as visitas a leis de sua autoria enquanto deputado estadual e sua cobrança por uma CPI dos consignados. Galvan adotou um tom mais político-partidário nas visitas ao interior, associando a proximidade territorial à pauta de infraestrutura para o agronegócio.
Taxação dos EUA no Brasil
• Ataques a adversários e deslegitimação do STF
José Medeiros (PL) foi predominante nesse tema em Mato Grosso, com o maior engajamento médio do recorte. No post de maior engajamento, eles atacou Fávaro, ex-ministro da Agricultura de Lula, acusando-o de esconder as restrições da China e da França à carne brasileira e de antecipar a culpa a Bolsonaro pelos prejuízos aos produtores mato-grossenses. Outros posts questionavam adversários supostamente ligados ao STF e alegavam falta de “paridade de armas” nas eleições.

Mato Grosso do Sul
Tendência antissistema
• Deslegitimação institucional e polarização
O tema foi protagonizado pelos dois candidatos do campo bolsonarista. Pollon atacou o ministro Alexandre de Moraes por causa da restrição de visitas a Bolsonaro, classificada como perseguição política, classificou a proibição da tentativa de visita de Milei ao ex-presidente como "incidente internacional" e questionou a legitimidade das eleições deste ano. Capitão Contar usou um vídeo para divulgar a Convenção Nacional do PL que lançará a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Campanha eleitoral
• Proximidade e legado
O tema aparece com frequência em Reinaldo Azambuja (PL) e Nelsinho Trad (PSD). Eles baseiam o discurso em realizações e presença próprias. Azambuja, ex-governador do estado, usa relatos de bastidor informais no interior. Trad, atual senador buscando a reeleição, fala a partir da própria formação como médico, relatando a desatualização do piso salarial de médicos e dentistas e se posicionando como relator da proposta de atualização no Senado.
Governo Estadual

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados (macro)
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| Mato Grosso | 4 | 74 | 32.371 |
| Distrito Federal | 4 | 61 | 45.578 |
| Goiás | 4 | 57 | 72.311 |
| Mato Grosso do Sul | 3 | 20 | 15.581 |
No período monitorado, foram analisadas 15 candidaturas aos governos estaduais em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás, totalizando 212 publicações e 165.841 interações. Mato Grosso concentrou o maior volume de publicações (74), enquanto Goiás registrou o maior número de interações (72.311), seguido pelo Distrito Federal (45.578). Mato Grosso do Sul apresentou os menores volumes de publicações (20) e de interações (15.581)
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas (meso)
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações totais | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|
| Goiás | https://www.instagram.com/p/DbCLk6Wu1Va | |||
| https://www.instagram.com/p/Da68GbKtHwH | ||||
| https://www.instagram.com/p/Da-ZHJfRQMJ | ||||
| https://www.instagram.com/p/DbDyYJPGH0B | ||||
| Distrito Federal | https://www.instagram.com/p/Da5U39Huclc | |||
| https://www.instagram.com/p/Da6ByZDx5nO | ||||
| https://www.instagram.com/p/Da2vqqzTTy7 | ||||
| https://www.instagram.com/p/Da3ftp1IDHw |
Em Goiás, Daniel Vilela (MDB) concentrou o maior número de interações (42.995), seguido por Wilder Morais (PL) (20.626) e Marconi Perillo (PSDB) (8.548). No Distrito Federal, Celina Leão (PP) liderou em interações (31.215), à frente de José Roberto Arruda (PL) (7.144), enquanto as demais candidaturas apresentaram volumes inferiores de engajamento.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas (meso)
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações totais | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|
| Mato Grosso | Jayme Campos (UNIÃO) | 25 | 5.014 | https://www.instagram.com/p/Da2u4KlOYbg |
| Wellington Fagundes (PL) | 18 | 4.099 | https://www.instagram.com/p/Da6arlZkaR7 | |
| Otaviano Pivetta (Republicanos) | 16 | 17.722 | https://www.instagram.com/p/Da6TuxROngm | |
| Natasha Slhessarenko (PSD) | 16 | 5.536 | https://www.instagram.com/p/Da3qUbHEdYl | |
| Mato Grosso do Sul | Eduardo Riedel (PSDB) | 7 | 5.498 | https://www.instagram.com/p/Da-ti0gxbIE |
| Fábio Trad (PSD) | 11 | 8.632 | https://www.instagram.com/p/DaywuVFNcYh | |
| João Henrique (PL) | 2 | 1.451 | https://www.instagram.com/p/Da6M3oVB4Lv |
Em Mato Grosso, Otaviano Pivetta registrou o maior volume de interações (17.722), seguido por Natasha Slhessarenko (5.536) e Jayme Campos (União) (5.014), que foi a candidatura com maior número de publicações (25). Em Mato Grosso do Sul, Fábio Trad (PSD) apresentou o maior total de interações (8.632), seguido por Eduardo Riedel (PSDB) (5.498) e João Henrique (PL) (1.451).

Narrativas por estado

Goiás
Debate sobre segurança pública
• Criminalidade e prisões
Tema de maior engajamento absoluto na corrida ao Governo de Goiás, concentrado em Daniel Vilela (MDB). Ele anunciou prisões e apreensões específicas em tom de vitória, sempre acompanhadas da estatística de que Goiás teria a menor taxa de roubo de veículos do Brasil. Wilder Morais (PL) tratou a mesma pauta de forma mais retórica, associando-a à defesa explícita de Jair Bolsonaro, sendo este o único ponto de articulação entre segurança pública e polarização nacional na corrida ao Governo.
Disputa pelo interior
• Proximidade e legado
Os candidatos protagonizaram uma disputa territorial pelo interior em Goiás. Vilela e Morais documentam agendas de "Pé na Estrada" pelas mesmas regiões do interior goiano quase na mesma semana. Marconi Perillo (PSDB) adotou uma abordagem diferente, mobilizando sua própria história de quatro mandatos como governador e usando a marca de "mais de 145 municípios visitados" como prova de experiência acumulada, num discurso voltado à continuidade de sua gestão passada.
Narrativa predominante
• Trajetória pessoal, legado e família
O post de maior engajamento do tema foi de Daniel Vilela, uma homenagem à trajetória de Ronaldo Caiado à frente do governo, reforçando a continuidade do legado do antecessor. Wilder Morais contou a "teimosia" de sua família e sua origem humilde na roça, enquanto Marconi Perillo usou a ligação afetiva com cidades do interior. Ambos buscaram construir um laço emocional com o eleitor a partir da própria história pessoal.

Distrito Federal
Debate sobre saúde
• Políticas públicas
Tema mais frequente da corrida ao Governo do DF, com contraste entre registro de gestão e de denúncia. Por um lado, a ex-governadora Celina Leão (PP) usou uma linguagem executiva, citando instituto odontológico da PM, sistemas de monitoramento de dados, sempre com ênfase em tecnologia e controle. Paula Belmonte (PSDB) em contrapartida, descreveu pessoalmente corredores lotados e pacientes sem atendimento no Hospital Regional do Paranoá, atribuindo o problema à "falta de gestão".
Debate sobre segurança pública
• Propostas de políticas públicas
O tema apareceu dissolvido em publicações sobre obras e zeladoria de Celina Leão, sem estatísticas de criminalidade. A requalificação de espaços antes degradados e a estrutura odontológica destinada a policiais entram como parte da mesma narrativa de gestão da cidade, não como resposta direta à violência.

Mato Grosso
Debate sobre saúde
• Política pública e valorização de trabalhadores em saúde
O tema se dividiu entre registros distintos. O incumbente Otaviano Pivetta (Republicanos) divulgou o "Regula MT" para organizar as filas de consultas e exames. Natasha Shlessarenko (PSD) usou sua formação médica para cobrar a fila de espera por especialistas na cidade de Sorriso, contrapondo "fatos" a "briga na internet". Jayme Campos (União) citou seu voto favorável à aposentadoria de agentes comunitários de saúde e pelo atendimento pré-hospitalar dos bombeiros. Wellington Fagundes (PL) mencionou agentes de saúde de forma pontual.
Debare sobre agronegócio
• Investimento e identidade local
Pivetta anunciou a chegada da Sukup Manufacturing, maior fabricante mundial de armazenagem de grãos, como narrativa de atração de investimento. Natasha chamou Sorriso de "capital do agronegócio". Jayme Campos tratou do tema de forma mais retórica, descrevendo a pecuária como identidade do estado e defendendo o "respeito ao pecuarista".

Mato Grosso do Sul
Debate sobre saúde
• Críticas a oponentes
No período, o tema foi predominante em torno de duas leituras distintas. Um post do governador Eduardo Riedel (PSDB) mencionou "saúde" apenas de passagem, em um conteúdo pessoal sobre o aniversário da própria mãe, sem tratar de política pública. O outro, de Fábio Trad (PT), foi mais substantivo: acusou o governo estadual de "deixar o povo sem leito", cruzando saúde com a denúncia do escândalo dos consignados envolvendo o Banco Master.
Debate sobre o agronegócio
• Visita a feiras agro
Tema predominante nas redes de Riedel, que marcou presença institucional discreta em duas feiras tradicionais do estado (a Expobel, em Bela Vista, e a Cavalgada Ecológica de Miranda), sem qualquer proposição de pauta específica para o setor.

Hub Sudeste
Senado

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| São Paulo | 7 | 91 | 768.566 |
| Rio de Janeiro | 7 | 129 | 728.178 |
| Minas Gerais | 6 | 100 | 281.376 |
No período monitorado, foram analisadas 20 candidaturas ao Senado nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, totalizando 320 publicações e 1.778.120 interações. O Rio de Janeiro concentrou o maior volume de publicações (129), enquanto São Paulo registrou o maior número de interações (768.566), seguido de perto pelo Rio de Janeiro (728.178). Minas Gerais apresentou 100 publicações e 281.376 interações.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas
Em São Paulo, Capitão Derrite apresentou o maior total de interações (294.834), seguido por Marina Silva (253.566) e Ricardo Salles (82.141), enquanto Marina Silva foi a candidata com maior número de publicações (28). No Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro concentrou o maior volume de interações (394.420), seguido por Marcelo Crivella (184.036) e Benedita da Silva (110.228).
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas (meso)
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações totais | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|
| Minas Gerais | Marcelo Aro (PP) | 9 | 107.961 | https://www.instagram.com/p/DapyyOfO41v |
| Minas Gerais | Carlos Viana (PSD) | 26 | 89.008 | https://www.instagram.com/p/Da5YCFtubp9 |
| Minas Gerais | Áurea Carolina (PSOL) | 15 | 32.29 | https://www.instagram.com/p/Daktq5PNs2_ |
| Minas Gerais | Marília Campos (PT) | 34 | 19.055 | indisponível |
| Minas Gerais | Domingos Sávio (PL) | 13 | 18.79 | https://www.instagram.com/p/DayYRBuBLA2 |
| Minas Gerais | Eros Biondini (PL) | 3 | 14.272 | indisponível |
Em Minas Gerais, Marcelo Aro registrou o maior volume de interações (107.961), seguido por Carlos Viana (89.008) e Áurea Carolina (32.290). Marília Campos foi a candidatura com maior número de publicações (34), acumulando 19.055 interações no período. As demais candidaturas apresentaram volumes inferiores de interações

Narrativas por estado

São Paulo
Crítica a oponentes
• Autenticidade Regional e Ideológica
A disputa pelos significantes vai além dos habituais jargões dos conflitos entre esquerda e direita. O discurso do Ricardo Salles (Novo) busca deslegitimar seus concorrentes, tanto da direita (Prado/ PL), como da esquerda (Tebet/ PSB). No caso de André do Prado (PL), a crítica se dá por conta de sua relação com partidos e figuras políticas alinhados à esquerda de Salles. Após o período de coleta, a postagem foi removida. Isso pode indicar um ajuste estratégico da narrativa do candidato.
No caso da Tebet (PSB), o ataque do candidato do Novo é direcionado ao fato dela não ser de São Paulo e que, portanto, não tem ligação com a realidade do estado. Em outra postagem, comunicou que solicitou uma investigação “profunda” no processo de mudança do endereço do título eleitoral de Tebet, alegando que Moro tentou fazer a mesma coisa, mas foi barrado.
Soberania nacional e conexão com SP
• Patriotismo, futebol e exportação
Simone Tebet (PSB), por sua vez, tenta construir uma imagem relacionada a cidade de São Paulo ao visitar o Museu do Futebol e tratar de temas como a importância do futebol para um projeto de identificação nacional e críticas à CBF.
Nessa linha, Tebet postou uma foto com a seguinte frase: “nossa bandeira não será estrangeira”, em alusão ao slogan utilizado pela direita: “nossa bandeira jamais será vermelha”. Em outra postagem, ressaltou sua indignação sobre as tarifas impostas pelo governo Trump (EUA). Indicou que isso é culpa dos Bolsonaros e que estão prejudicando o brasileiro. Reforçou sua parceria com o governo Lula (PT) na disputa pela soberania nacional.
Associação com imagem de Tarcisio
• Reforma Tributária e Segurança Pública
André do Prado (PL) e Derrite (PL) associam sua imagem a Tarcísio de Freitas (Republicanos). Prado reage a um vídeo do governador falando sobre outros candidatos ao senado de SP que não se juntaram à coalizão pela reforma tributária no estado, alegando que estes possuíam compromissos e interesses com outros estados.
Derrite, por sua vez, postou um vídeo onde Tarcísio o apresenta num palco falando sobre os indicadores afetados positivamente pelo seu trabalho de quando era secretário da Segurança Pública, reduzindo o número de homicídios, roubos e latrocínios.
Trajetória pessoal e mulheres na política
• Cultura, Experiência e Agronegócio Sustentável
A principal postagem da Marina Silva (Rede) é um vídeo em colaboração com o Haddad, em tom descontraído, onde estão cantando e tocando instrumentos num bar de música ao vivo. Nessa linha afetiva, a candidata ainda postou uma entrevista antiga, de quando tinha 36, no programa do Jô, falando sobre a sua trajetória como senadora do Acre aos 36 anos, reivindicando experiência e carisma.
Outra postagem que busca reforçar a sua imagem a partir de outros pontos de vista é um vídeo em colaboração com a Simone Tebet (PSB) falando sobre as contradições da sua amizade (uma ambientalista e a outra ligada ao agronegócio). A partir disso, afirmam que trabalham em conjunto unindo as duas frentes de ação para aperfeiçoar a produção respeitando o meio ambiente. Reforçam a importância de ter mais mulheres no congresso e que elas fazem parte dessa luta também.

Minas Gerais
Defesa de Jair Bolsonaro
• Acusação de perseguição política
A narrativa de perseguição política à Jair Bolsonaro (PL) é abordada por dois candidatos de direita. Carlos Viana (PSD) cobra "humanidade" no julgamento do ex-presidente, atacando a conduta de Alexandre de Moraes (STF).
Domingos Sávio (PL) direciona sua crítica ao sistema eleitoral, afirmando que "as eleições não serão livres" por conta do impedimento de visitas de Flávio Bolsonaro ao pai preso, o que, segundo ele, desequilibra as condições do pleito, e encerra o vídeo com cartas de Lula (PT) escritas enquanto estava na prisão, mirando num espelhamento que tenta equiparar as duas situações.
Candidato nas ruas e histórias pessoais
• Corrupção, Identidade e Saúde
A proximidade "espontânea" com o povo também aparece como estratégia comum na direita. Viana (PSD) grava de dentro do carro falando de uma conversa que teve com uma cidadã no supermercado que lhe pergunta “se o Brasil ainda tem jeito?”. Assim, ele introduz seu discurso de combate à corrupção (caso do INSS).
Sávio (PL) usa um microfone "esquecido ligado" por sua equipe durante a festa de aniversário de Piumhi para mostrar carisma espontâneo.
Marcelo Aro (PP) foge desse padrão e ancora sua candidatura numa causa pessoal (o ataque sofrido pela filha, portadora de doença rara), sem abordar pautas estaduais ou nacionais.
Identidade religiosa
• Religião e Política
Eros Biondini (PL) constrói sua candidatura em torno da identidade religiosa. Anuncia a pré-candidatura reforçando os valores do evangelho católico, a defesa da vida, da família e da liberdade religiosa, reforçados por um vídeo devocional de uma freira e por um evento católico com trilha sonora com a seguinte letra: "o meu lugar é no céu".
É o perfil mais explicitamente confessional da amostra.
Associação com imagem de Lula e representatividade
• Propostas progressistas
Na esquerda, Áurea Carolina (PSOL) se posiciona como parte do "time do Lula" e mobiliza fortemente os recortes de gênero e raça, inclusive num vídeo de IA com Marília Campos (PT) sobre os votos ao Senado já terem "donas", ainda que a plateia do vídeo seja praticamente toda branca, tensionando o próprio discurso de representatividade que ela aborda em outras postagens.
Marília Campos, por sua vez, combina pauta nacional (reforma tributária, fim da escala 6x1, em parceria com Reginaldo Lopes) com enraizamento local em Viçosa; sua postagem de maior engajamento foi removida antes da análise.

Rio de Janeiro
Debate sobre mulheres
• Violência de gênero e justiça social
A defesa das mulheres aparece entre várias candidaturas, mas com enfoques diferentes. Benedita da Silva relaciona misoginia e racismo; Luciana Boiteux destaca as desigualdades estruturais; Monica Benicio defende a transformação dessas demandas em leis, orçamento e proteção; e Waguinho propõe penas mais duras, auxílio financeiro e mecanismos emergenciais. Assim, o tema reúne perspectivas sociais, legislativas e de segurança pública.
Disputa político-ideológica
• Críticas a Lula e à esquerda
A polarização aparece principalmente nas publicações de Carlos Bolsonaro e Hélio Secco. Carlos Bolsonaro concentra sua comunicação em ataques a Lula e à esquerda, relacionando temas como segurança, tarifaço, família, patriotismo e valores cristãos. Hélio Secco, por sua vez, valoriza o MBL, Kim Kataguiri e o Partido Missão, enquanto critica Dilma Rousseff, Fidel Castro e lideranças associadas à esquerda.
Governo Estadual

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| São Paulo | 6 | 90 | 1.265.847 |
| Rio de Janeiro | 8 | 333 | 319.618 |
| Minas Gerais | 6 | 52 | 601.531 |
No período monitorado, foram analisadas 20 candidaturas aos governos estaduais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, totalizando 475 publicações e 2.186.996 interações. O Rio de Janeiro concentrou o maior volume de publicações (333), enquanto São Paulo registrou o maior número de interações (1.265.847), seguido por Minas Gerais (601.531). Embora tenha apresentado a maior atividade em termos de publicações, o Rio de Janeiro acumulou 319.618 interações.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas (meso)
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas concentrou o maior número de interações (692.873), seguido por Kim Kataguiri(376.995) e Fernando Haddad (183.896). No Rio de Janeiro, Anthony Garotinho registrou o maior volume de interações (180.546), à frente de Eduardo Paes (100.911) e Rafa Luz (24.338), embora tenha sido André Português quem realizou o maior número de publicações (90).
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas (meso)
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações totais | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|
| Minas Gerais | Cleitinho Azevedo (Republicanos) | 10 | 550.75 | https://www.instagram.com/p/Da2W9o2xKld |
| Flávio Roscoe (PL) | 1 | 200 | https://www.instagram.com/p/Davg9NGR_rP | |
| Gabriel Azevedo (MDB) | 12 | 20.484 | https://www.instagram.com/p/Da_h4INAKVW | |
| Indira Xavier (UP) | 8 | 1.52 | https://www.instagram.com/p/Da1GAxFMv_x | |
| Maria da Consolação (PSOL) | 2.627 | https://www.instagram.com/p/Da-MGghxKQ0 | ||
| Mateus Simoes (PSD) | 11 | 25.95 | https://www.instagram.com/p/Dav3dgep_0u |
Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo apresentou o maior volume de interações (550.750), destacando-se amplamente em relação às demais candidaturas monitoradas. Em seguida aparecem Mateus Simões (25.950) e Gabriel Azevedo(20.484), enquanto Gabriel Azevedo registrou o maior número de publicações (12) no período.

Narrativas por estado

São Paulo
Segurança pública e apostas
• Enaltecimento policial e críticas a Lula
A segurança pública aparece como um dos principais ativos políticos dos candidatos de direita. Tarcísio (Republicanos) mostra uma operação policial na Baixada Santista, com trilha de rock e imagens das apreensões, reforçando seu compromisso com o tema e afirmando que acabou com a cracolândia em SP.
Kim Kataguiri (União) também explora esse campo, mas por outro caminho: denuncia o sigilo de 100 anos impostos sobre os processos das casas de apostas, relacionando Virgínia, Deolane e Lula (PT) ao caso da Blaze. Aqui a segurança e a transparência viram ferramenta de ataque ao adversário, e não apenas afirmação de competência própria.
Promessas políticas
• Crítica a oponentes e apelo institucional
Kataguiri constrói boa parte da sua candidatura em cima do ataque direto a adversários. Ele questiona o comprometimento de Erika Hilton (PSOL) com as pautas que ela mesma defende, como a escala 6x1. Utiliza os dados de presença da câmara para colocar em xeque o trabalho da deputada.
Tarcísio segue um caminho diferente e evita o confronto direto, priorizando a gestão e o apelo institucional. Fala sobre a expansão da infraestrutura do estado, como hospitais, metrô, saneamento e inteligência artificial, e se emociona na formatura de cadetes da PM ao contar que também passou por aquele processo.
Personalização e promessas
• Vida pessoal e propostas contra feminicídio
Do lado da esquerda, Haddad (PT) aposta na ideia de multiplicidade de papéis (marido, professor, ministro e prefeito) ao mesmo tempo, como prova de capacidade técnica e articulação. Reforça essa imagem com um vídeo afetivo ao lado da esposa, com a legenda "Sempre juntos", misturando competência pública com humanização pessoal.
Na frente mais programática, ataca diretamente a gestão Tarcísio ao denunciar o corte de 50% da verba da Secretaria da Mulher e anuncia que se eleito, vai implementar o programa SP Protege, cruzando dados de feminicídio com uma proposta concreta de política pública envolvendo diversos setores do cuidado da mulher.
Agenda anti-capitalista
• Mobilização anti-imperialista
Viviam Mendes (UP) organiza sua candidatura em torno da mobilização classista e do discurso anti-imperialista. Associa o combate à escala 6x1 e as pautas trabalhistas, como PLR e reajuste salarial, à convocação direta dos operários para a luta por direitos, além de denunciar o impacto do imperialismo dos Estados Unidos na América Latina através do jornal do próprio partido.
Diferente dos outros candidatos, sua estratégia é mais coletiva do que pessoal: um carrossel apresenta outros nomes da UP, priorizando a construção de chapa e a identidade programática em vez de destacar apenas a própria candidata.

Minas Gerais
Agenda punitivista
• Pena de morte e nova Constituição
Cleitinho Azevedo (PSC), atual senador e candidato, domina o engajamento em Minas, somando sozinho mais interações que todos os candidatos ao governo juntos. Suas postagens de maior alcance defendem pena de morte por fuzilamento em praça pública para os autores de um estupro seguido de morte de um bebê, e propõem uma nova constituição para permitir a pena capital no Brasil.
Cleitinho complementa esse repertório punitivista com uma indignação econômica cotidiana. Denuncia o “Split Payment” como nova forma de "ferrar com o povo" depois da taxação do PIX, compara o poder de compra do brasileiro pelo preço da Coca-Cola e contrapõe os 313 dias trabalhados pelo trabalhador ao recesso do Senado. É uma comunicação construída sobre revolta e comparação direta com a vida do eleitor, sem conteúdo programático.
Identidade regional
• Proposta de continuidade
Mateus Simões (PSD) aposta na gestão e continuidade, apresentando entregas concretas como oito novos Colégios Tiradentes, UBSs, a ponte sobre o Rio São Francisco e um milhão de empregos gerados.
Essa camada técnica é suavizada por um registro afetivo e regionalista, com o pão de queijo no Mercado Central, o Queijo Canastra e o uso deliberado do falar mineiro ("cê já tomou café", "o trem é tão bão") como recurso de pertencimento.
Agenda técnica
• Promessas e alternativa ao bolsonarismo
Gabriel Azevedo (MDB) se posiciona como alternativa à polarização, afirmando que não é bolsonarista e nem de esquerda, defendendo uma "direita não bolsonarista".
Sua estratégia é a densidade técnica: fiscaliza 658 cargos em comissão sob sigilo no governo estadual, apresenta plano de governo em versões numeradas, propõe um polo de lítio e discute a disputa entre China e Estados Unidos por terras raras, sempre em textos longos com chamadas de captura de contato.
Denúncias da atual gestão de Zema
• Caso Serra do Curral, Master e Musk
À esquerda, Maria da Consolação (PSOL) concentra sua comunicação no caso da Serra do Curral, ligando a mineradora Tamisa ao Banco Master de Daniel Vorcaro e responsabilizando o governo Zema e Simões pela autorização ambiental. Sua crítica escala do local ao estrutural ao afirmar que "bilionários não deveriam existir", comparando a fortuna de Elon Musk à pobreza das comunidades atingidas.
Indira Xavier (UP) opera num registro mais organizativo que eleitoral, com financiamento coletivo, convenções, filiações, venda de camisas e atos de rua, denunciando que a UP recebe apenas 0,01% do fundo eleitoral. Assim como Consolação, prioriza a construção coletiva e o vínculo com movimentos sociais sobre a projeção individual da candidata, com engajamento muito inferior ao dos adversários.

Rio de Janeiro
Promessas e políticas públicas
• Gestão pública, desenvolvimento e presença no território
As candidaturas apresentam propostas e realizações ligadas à educação, transporte, juventude, turismo e desenvolvimento regional. Eduardo Paes destaca a Linha 3 do Metrô e as potencialidades turísticas do estado; André Português valoriza investimentos educacionais e visitas aos municípios; Luan Monteiro divulga os polos do Conecta CRJ; Rafa Luz defende a educação; e William Siri propõe a reestatização dos trens e do metrô.
Corrupção e crime organizado
• Corrupção, denúncias e crítica ao sistema político
Essa narrativa é concentrada principalmente em Anthony Garotinho, que utiliza suas publicações para denunciar supostos esquemas de corrupção envolvendo políticos, empresários, concessões públicas e organizações criminosas. O candidato apresenta-se como uma figura de oposição ao sistema político estadual, recorrendo a acusações contra Eduardo Paes, Cláudio Castro, integrantes do PL e outras lideranças. A comunicação é marcada por tom confrontativo e pela promessa de responsabilização judicial dos envolvidos.

Hub Sul
Senado

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| Paraná | 8 | 185 | 806.921 |
| Santa Catarina | 4 | 31 | 342.334 |
| Rio Grande do Sul | 5 | 140 | 302.695 |
No período monitorado, foram analisadas 17 candidaturas ao Senado nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, totalizando 356 publicações e 1.451.950 interações. O Paraná concentrou o maior volume de publicações (185) e de interações (806.921), seguido por Santa Catarina, que registrou 342.334 interações com apenas 31 publicações. O Rio Grande do Sul contabilizou 140 publicações e 302.695 interações.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas (meso)
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações totais | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|
| Paraná | Gleisi Hoffman (PT) | 71 | 436.471 | https://www.instagram.com/p/Da_aUvWMGso |
| Deltan Dallagnol (NOVO) | 15 | 317.486 | https://www.instagram.com/p/DawE5WqRf8L | |
| Pedro Lupion (PP) | 3 | 247 | https://www.instagram.com/p/Da1Ez0SB67o | |
| Luiz Carlos Hauly (PODE) | 5 | 98 | https://www.instagram.com/p/DayMOUHnErV | |
| Rosane Ferreira (PV) | 1 | 64 | https://www.instagram.com/p/Da2e_1pIHBy | |
| Filipe Barros (PL) | 10 | 30.925 | https://www.instagram.com/p/Dav8JWzhWjR | |
| Alexandre Curi (Republicanos) | 51 | 17.87 | https://www.instagram.com/p/DawJ_I8EYXD | |
| Alvaro Dias (MDB) | 29 | 3.76 | https://www.instagram.com/p/DasfR0rgb7P |
No Paraná, Gleisi Hoffmann concentrou o maior volume de interações (436.471), seguida por Deltan Dallagnol (317.486) e Filipe Barros (30.925). Gleisi Hoffmann também foi a candidatura com maior número de publicações (71), seguida por Alexandre Curi (51).
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas (meso)
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações totais | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|
| Santa Catarina | Afrânio Tadeu Boppré (PSOL) | 8 | 9.524 | https://www.instagram.com/p/Da3lcMshtNF |
| Santa Catarina | Caroline De Toni (PL) | 13 | 320.468 | https://www.instagram.com/p/DawIz8JxluN |
| Santa Catarina | Espiridião Amin (PP) | 8 | 12.336 | https://www.instagram.com/p/Dav8t3SvWNf |
| Santa Catarina | Jeferson Rocha (PRD) | 2 | 6 | https://www.instagram.com/p/Da3gYQbol4E |
| Rio Grande do Sul | Frederico Antunes (PSD) | 5 | 1.168 | https://www.instagram.com/p/Da61aaFDRRD |
| Rio Grande do Sul | Germano Rigotto (MDB) | 21 | 4.982 | https://www.instagram.com/p/Da56ohXpN72 |
| Rio Grande do Sul | Marcel van Hattem (NOVO) | 20 | 212.193 | https://www.instagram.com/p/Da9KJG3pgT0 |
| Rio Grande do Sul | Paulo Pimenta (PT) | 66 | 64.177 | https://www.instagram.com/p/Da7-o4QN56L |
| Rio Grande do Sul | Sanderson (PL) | 28 | 20.175 | https://www.instagram.com/p/DawLuAFCq1m |
Em Santa Catarina, Caroline De Toni destacou-se com 320.468 interações, superando amplamente as demais candidaturas monitoradas, enquanto registrou 13 publicações no período. No Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem apresentou o maior volume de interações (212.193), seguido por Paulo Pimenta (64.177) e Sanderson (20.175). Embora Paulo Pimenta tenha concentrado o maior número de publicações (66), foi Marcel van Hattem quem registrou a maior repercussão entre as candidaturas monitoradas.

Narrativas por estado

Santa Catarina
Defesa de Jair Bolsonaro
• Perseguição política e bolsonarismo
O conteúdo de Caroline de Toni mantém o padrão discursivo da direita bolsonarista observado em outros estados. A mensagem é construída em torno da ideia de resistência e perseguição política, tendo Bolsonaro como personagem central. O objetivo é mobilizar emocionalmente a base, fortalecendo sentimentos de lealdade e indignação diante de um inimigo claramente identificado.
Personalização e moralidade
• Trajetória política
Já Esperidião Amin adota uma estratégia em que, em vez de explorar conflitos políticos ou mobilizar identidades ideológicas, destaca seu caráter pessoal, onde o senador reflete sobre seu legado e sobre como gostaria de ser lembrado. A narrativa privilegia atributos como experiência, trajetória e credibilidade, buscando construir uma imagem de estadista e homem público experiente.

Rio Grande do Sul
Defesa de Jair Bolsonaro
• Crítica ao STF
No Rio Grande do Sul, observa-se duas estratégias bastante distintas. Marcel van Hattem mantém uma narrativa centrada na denúncia de perseguição política e na crítica às instituições. O post compara a visita de Lula a Cristina Kirchner com a proibição da visita de Javier Milei a Jair Bolsonaro para sustentar a ideia de que há tratamento desigual por parte do Judiciário. A decisão mencionada decorre das restrições impostas por Alexandre de Moraes às visitas a Bolsonaro durante o período de prisão domiciliar, contexto utilizado como base para a comparação.
Geopolítica e soberania nacional
• Crítica a bolsonaristas
Paulo Pimenta, por outro lado, organiza sua comunicação em torno da defesa da soberania nacional. Ao compartilhar um discurso de Lula criticando brasileiros que apoiariam medidas dos Estados Unidos contrárias aos interesses do país, desloca o conflito do plano institucional para o plano geopolítico. Em vez de enfatizar perseguição política ou decisões judiciais, sua narrativa opõe a defesa dos interesses nacionais à atuação de atores políticos apresentados como alinhados a interesses externos.

Paraná
Construção de antagonismo
• Crítica ao governo Lula e a adversários
Os dois candidatos com maior engajamento nas redes sociais, Deltan Dallagnol e Gleisi Hoffmann, estruturam suas campanhas digitais a partir de narrativas distintas, ainda que ambas recorram à polarização como mecanismo de mobilização.
A estratégia de Deltan Dallagnol é predominantemente reativa e de cunho moral. Seus conteúdos são organizados em formato de comentarista político. Temas como disputas internas do PT, investigações envolvendo o partido, liberdade de expressão, carga tributária e críticas a adversários são apresentados de modo a reforçar uma narrativa de combate à corrupção, defesa das liberdades e crítica ao governo federal.
Geopolítica, política externa e futebol
• Soberania e disputa ideológica
Gleisi Hoffmann adota uma estratégia igualmente polarizada. Entretanto, seus posts conectam acontecimentos nacionais e internacionais, como disputas comerciais, geopolítica, economia, relações internacionais e políticas sociais, à defesa do governo Lula e do campo progressista. Questões como exportações brasileiras, tarifas impostas pelos Estados Unidos, a guerra no Irã, ataques ao Pix, a Lei Maria da Penha ou a solidariedade à Venezuela são enquadradas dentro de uma narrativa de soberania nacional, desenvolvimento econômico e enfrentamento da extrema direita. O post com maior interação estampa a imagem de Lamine Yamal. A vitória da Espanha é reinterpretada como uma vitória simbólica da esquerda, associando a seleção espanhola, o governo de Pedro Sánchez e o presidente Lula. Em seguida, o foco se desloca para adversários ideológicos, Milei, Trump e Bolsonaro, transformando um acontecimento esportivo em uma narrativa de disputa política.
Governo Estadual

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados (macro)
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| Paraná | 6 | 168 | 292.048 |
| Santa Catarina | 6 | 45 | 226.193 |
| Rio Grande do Sul | 5 | 58 | 65.858 |
No período monitorado, foram analisadas 17 candidaturas aos governos estaduais nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, totalizando 271 publicações e 584.099 interações. O Paraná concentrou o maior volume de publicações (168) e de interações (292.048), seguido por Santa Catarina, com 45 publicações e 226.193 interações. O Rio Grande do Sul registrou 58 publicações e 65.858 interações.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações totais | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|
| Rio Grande do Sul | Priscila Voigt (UP) | 8 | 719.000 | https://www.instagram.com/p/Da1NXKgucfp |
| Rio Grande do Sul | Rejane Oliveira (PSTU) | 5 | 327.000 | https://www.instagram.com/p/Da50Lo3Sodr |
| Paraná | Sérgio Moro (PL) | 41 | 228.560 | https://www.instagram.com/p/DavzuIJB2kP; https://www.instagram.com/p/Da8SboDR5kD |
| Santa Catarina | Jorginho Mello (PL) | 11 | 133.107 | https://www.instagram.com/p/Da6c6S0ubKW |
| Paraná | Cida Borghetti (PP) | 1 | 132.000 | https://www.instagram.com/p/Da5-ml1CWDX |
| Santa Catarina | Décio Lima (PT) | 16 | 71.201 | https://www.instagram.com/p/Da3tSaLvlVg |
| Rio Grande do Sul | Tenente Coronel Zucco (PL) | 24 | 50.934 | https://www.instagram.com/p/DawNzCaOZT1; https://www.instagram.com/p/DaxxTxouo10 |
| Santa Catarina | Raf Zimmer (Solidariedade / PRD) | 2 | 47.000 | https://www.instagram.com/p/Da5zp9AhgNH |
| Paraná | Rafael Greca (MDB) | 45 | 24.636 | https://www.instagram.com/p/DawQW8MuvSH |
| Paraná | Sandro Alex (PSD) | 64 | 20.966 | https://www.instagram.com/p/DarIRLMNuhJ |
| Santa Catarina | João Rodrigues (PSD) | 3 | 14.739 | https://www.instagram.com/p/DaqoQTIhdiu |
| Paraná | Requião Filho (PDT) | 11 | 14.221 | https://www.instagram.com/p/DavFzWhORtj |
| Rio Grande do Sul | Juliana Brizola (PDT) | 13 | 11.544 | https://www.instagram.com/p/Da5bWfCzgDz |
| Santa Catarina | Laís Chaud (UP) | 10 | 3.867 | https://www.instagram.com/p/DawC7pRuVzg |
| Paraná | Luiz França (Missão) | 5 | 3.533 | https://www.instagram.com/p/Da3pS_MJqOS |
| Santa Catarina | Gelson Merisio (PSB) | 3 | 3.232 | https://www.instagram.com/p/Da1y4VdKQwQ |
| Rio Grande do Sul | Marcelo Maranata (PSDB) | 8 | 2.334 | https://www.instagram.com/p/DawLDvhCd8U |
No Paraná, Sérgio Moro concentrou o maior número de interações (228.560), seguido por Rafael Greca (24.636) e Sandro Alex (20.966), enquanto Sandro Alex foi o candidato com maior número de publicações (64). Em Santa Catarina, Jorginho Mello registrou o maior volume de interações (133.107), à frente de Décio Lima (71.201) e João Rodrigues (14.739).
No Rio Grande do Sul, Tenente-Coronel Zucco apresentou o maior volume de interações (50.934), seguido por Juliana Brizola (11.544), Marcelo Maranata (2.334) e Priscila Voigt (719). Embora tenha registrado 24 publicações, Zucco concentrou a maior repercussão entre as candidaturas monitoradas no estado.

Narrativas por estado

Paraná
Defesa de Bolsonaro
• Crítica ao STF
Sergio Moro (União) nacionalizou a disputa ao mobilizar Bolsonaro, STF, justiça e segurança. Trazendo como justificativa que ele, como responsável pela prisão do presidente Lula, nunca cogitou cercear o direito de visita e de correspondência. Enquanto para o Ministro Alexandre de Moraes, estaria faltando proporcionalidade e legalidade à decisão de restrições de visitas do Bolsonaro.

Santa Catarina
Continuidade
• Gestão e entrega
Jorginho Mello (PL), atual governador de Santa Catarina, construiu a narrativa de gestão e entrega, com uma linguagem curta, informal e com foco em obras feitas. Reforçando o que fez, e isso vem mostrando a preferência por sua candidatura nas pesquisas de intenção de votos.

Rio Grande do Sul
Associação com imagem de Flavio Bolsonaro
• Identidade Gaúcha e antipetismo
O candidato Zucco (Republicanos) tem articulado identidade gaúcha com a defesa de Bolsonaro, fazendo críticas ao STF. Além disso, utiliza muito a sua imagem a de Flávio Bolsonaro, “Flávio lá, Zucco aqui”.
Notas metodológicas
Os dados apresentados neste relatório foram obtidos por meio de um dashboard próprio de monitoramento do Instagram, desenvolvido pelo Instituto Democracia em Xeque para acompanhar a atividade de perfis pré-selecionados de pré-candidatos(as) ao Senado Federal e aos governos estaduais de todas as unidades da Federação. Embora o sistema contemple uma base nacional, esta edição concentra a análise em 10 estados e cinco regiões do país: Pará, Ceará, Pernambuco, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Expediente
Hubs Regionais nº 01: Piloto
28 de julho de 2026

Como citar este documento: HUBS REGIONAIS 2026. Hubs Regionais nº 01: [Subtítulo do relatório]. Brasil: Rede Hubs Regionais 2026. Coordenação: Instituto Democracia em Xeque e PUC-Rio; parceria: CID/UFBA, Observa/UFABC, Midiaticus/UFMT e NUPESAL/UFRGS, 2026.
Equipe central do projeto
Grupos de pesquisa parceiros

João Senna
Franciele Gabriela Wenzel
(CID/UFBA)
Cláudio Penteado
Maria Eduarda Carita
Lucas da Silva
(Observatório de Conflitos na Internet/UFABC)
Bruno Araújo
Thiago Crepaldi
(Midiáticus/UFMT)
Jennifer de Morais
Patrícia Rocha
(NUPESAL/UFRGS)
Arthur Ituassu
Caroline Pecoraro
Luiz Léo
Lorrana Melo
(NuTeC/PUC-Rio)




































































































































