Comparação entre os Hubs

- Pernambuco e Ceará concentram mais interações na disputa pelo Governo, enquanto Senado se destaca em Minas, Paraná e Santa Catarina
Embora as candidaturas ao Senado concentrem mais interações no conjunto analisado, Pernambuco e Ceará registram maior engajamento nas disputas pelo governo. Em sentido oposto, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina apresentam diferenças mais amplas em favor das candidaturas ao Senado. São Paulo se destaca pelo equilíbrio entre as duas disputas, com volumes de interações próximos.
- Nacionalização é transversal e ganha ainda mais peso entre candidaturas aos governos
Nacionalização das pautas volta a ser eixo principal das campanhas, em quase um terço das candidaturas foi a estratégia dominante do período, concentrando quase metade (47%) das interações totais. O fenômeno é mais intenso em candidaturas ao governo, respondendo a 51% das interações. Regionalmente, Norte e Nordeste concentram mais de 80% das interações em tópicos nacionalizados, enquanto Sul e Centro-Oeste apresentam maior peso dos ataques a oponentes Ataque a oponentes virou o segundo eixo mais mobilizado, chegando a cerca de 20% do total das interações no universo analisado. Os candidatos ao Senado chegaram a concentrar 28% das interações no tema.
- Norte e Nordeste concentram nacionalização, e propaganda negativa ganha espaço nas demais regiões com a crise no Judiciário e o Banco Master
Norte e Nordeste concentram mais de 80% das interações em tópicos nacionalizados. O Sudeste combinou nacionalização com campanha negativa, com peso maior às críticas a instituições no engajamento (22%). A região Sul concentrou a maior parte do engajamento em ataques a oponentes (42%), seguida do Centro-Oeste (33%) Grande parte dos ataques e críticas vem dos escândalos do Banco Master e crise no STF; o confronto se desloca do adversário institucional para a vinculação ao adversário político.
- Candidaturas se afunilam no "nós contra eles", e candidatos ao Senado sobem o tom contra o Judiciário
De modo amplo, os campos se organizam em apoios mais sólidos e antagônicos neste momento da disputa. Candidatos ao Senado persistem na retórica de que o próximo presidente indicará quatro ministros ao STF, tomando a crise no judiciário como passível de resolução pela via política-eleitoral. No campo de oposição, Mendonça é exaltado enquanto Moraes é o alvo; vinculação de Lula aos ministros também é estratégia que se verifica em várias das candidaturas analisadas.
- Propostas seguem em segundo plano na reta final diante da centralidade de escândalos e conflitos
Os temas de políticas públicas e socioeconômicos somam cerca de 4% das interações na amostra analisada, escândalos e tumulto do debate permanecem com estratégia central. O Banco Master funciona como vetor de associação negativa, acionado de forma cruzada pelos campos: de uma lado para atingir Flávio Bolsonaro e aliados; do outro, mira autoridades do judiciário e outros nomes ligados a Lula. Até a pauta das bets entra pela chave de a quem atribuir a responsabilidade, Lula ou governos anteriores, sem que nenhuma candidatura se posicione abertamente a favor.
Tabela • Senado | Engajamento e desempenho digital
| Estado | Candidaturas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| Pará | 6 | 461 | 1.580.050 |
| Ceará | 5 | 273 | 1.809.335 |
| Pernambuco | 6 | 779 | 3.861.922 |
| Goiás | 9 | 446 | 2.985.624 |
| Distrito Federal | 10 | 605 | 2.971.123 |
| Mato Grosso | 10 | 908 | 535.896 |
| Mato Grosso do Sul | 8 | 296 | 350.532 |
| Rio de Janeiro | 13 | 806 | 3.127.380 |
| São Paulo | 13 | 600 | 5.648.325 |
| Minas Gerais | 14 | 754 | 6.813.277 |
| Paraná | 8 | 880 | 6.090.366 |
| Santa Catarina | 11 | 439 | 3.698.860 |
| Rio Grande do Sul | 10 | 753 | 3.574.935 |
| Total: | 123 | 8.000 | 43.047.625 |
Período da coleta de dados: 16/09 a 29/09 de 2026 | Fonte: Datalake DX
Tabela • Governo | Engajamento e desempenho digital
| Estado | Candidaturas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| Pará | 3 | 352 | 1.439.470 |
| Ceará | 3 | 420 | 2.521.114 |
| Pernambuco | 3 | 377 | 4.342.526 |
| Distrito Federal | 10 | 626 | 587.741 |
| Goiás | 4 | 338 | 534.727 |
| Mato Grosso | 6 | 304 | 221.397 |
| Mato Grosso do Sul | 5 | 264 | 152.965 |
| Rio de Janeiro | 9 | 545 | 855.528 |
| São Paulo | 6 | 304 | 5.343.453 |
| Minas Gerais | 10 | 497 | 2.255.309 |
| Paraná | 8 | 609 | 1.963.976 |
| Santa Catarina | 8 | 184 | 1.386.424 |
| Rio Grande do Sul | 6 | 341 | 773.821 |
| Total: | 81 | 5.161 | 22.378.451 |
Período da coleta de dados: 16/09 a 29/09 de 2026 | Fonte: Datalake DX
No período de 16 a 29 de setembro, as candidaturas ao Senado somaram 43,0 milhões de interações em 8 mil publicações, enquanto as candidaturas aos governos estaduais registraram 22,4 milhões de interações em 5.161 publicações. A diferença, porém, varia entre os estados: São Paulo apresenta volumes próximos entre Senado (5,65 milhões) e Governo (5,34 milhões), enquanto Pernambuco e Ceará registram mais interações nas disputas pelo Governo do que pelo Senado. Em sentido oposto, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina apresentam diferenças mais amplas em favor das candidaturas ao Senado. Pará também apresenta volumes relativamente próximos entre as duas disputas.
Destaques do último período

Hub Norte e Nordeste
- Crescimento de 20% nas interações em comparação ao período anterior para 15.554.417. No período de 16 a 29 de setembro houve um crescimento das interações das 26 contas acompanhadas de 12.870.979 para 15.554.417, apesar da leve queda de postagens de 2.830 para 2.662. Embora o maior crescimento tenha se dado nas campanhas para o Senado com um acréscimo de 62% no número de interações de 4.460.213 para 7.251.307, enquanto as interações nas campanhas estaduais continuaram estáveis, variando de 8.410.766 para 8.303.110 interações.
- Comícios de Lula alimentam a nacionalização das campanhas. Nos três estados monitorados desse Hub, grandes comícios com a presença de Lula em apoio a seus candidatos locais movimentaram as campanhas progressistas e foram destaques tanto nas disputas para o governo quanto para o senado. Os candidatos ao governo em oposição a Lula nos estados evitaram mencionar a disputa para presidente, enquanto os candidatos ao senado se aliam a Flávio Bolsonaro diretamente.
- Ataques a adversários retornam nas campanhas para os governos. Nas últimas semanas antes do primeiro turno se notou um novo aumento nos ataques a adversários entre os candidatos mais bem colocados em todos os estados monitorados. Dr Daniel Santos critica Hana Ghassan como a continuidade de 60 anos de controle do mesmo grupo político no Pará; Elmano acusa Ciro de mentir sobre feitos do seu governo, enquanto Ciro acusa Elmano de mentir repetidamente em sua campanha e ser punido por isso na justiça eleitoral; João Campos critica Raquel Lyra por suas falas sobre realizar uma laqueadura sem o consentimento da mulher.

Hub Centro-Oeste
- O Senado concentra 82% do engajamento digital de candidatos no Centro-Oeste. No monitoramento realizado entre 16 e 29 de setembro foram acompanhadas 62 candidaturas monitoradas no Centro-Oeste (37 ao Senado, 25 ao Governo), que somaram 8.340.005 interações em 3.787 publicações. As publicações dos candidatos aos governos estaduais ficaram com apenas 18% das interações, enquanto a corrida ao Senado concentrou 82% de todas as interações da região – mesmo com uma base de candidatos e volume de posts proporcionalmente não muito maior do que a disputa aos Governos (59,7% das candidaturas e 59,6% das publicações). Isso se reflete na média por publicação: 3.035 interações por post no Senado contra 977 no Governo – uma publicação de quem disputa ao Senado rendeu, em média, 3,1 vezes mais engajamento que uma publicação de quem busca uma vaga ao Governo. Essa diferença, porém, não é uniforme entre os estados. Em Goiás e no Distrito Federal, o Senado dominou a atenção nas redes sociais: o volume de interações do Senado foi 5,6 vezes maior que o do Governo em Goiás, e 5,1 vezes maior no DF – os dois estados onde Gustavo Gayer e Michele Bolsonaro, isoladamente, respondem por mais da metade de toda interação entre os candidatos ao Senado no Centro-Oeste. Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a diferença um pouco menor (2,4x e 2,3x, respectivamente); nesses dois estados, a corrida ao Governo tem peso relativo maior do que em GO e DF: MT respondeu por 14,8% do total do Governo na região (contra 7,8% do Senado) e MS por 10,2% (contra 5,1%). Mato Grosso, inclusive, foi o único estado em que a média de engajamento por publicação é maior no Governo (728) do que no Senado (590), demonstrando que a disputa pelo Executivo estadual competiu de perto com a disputa pelo Senado pela atenção do eleitor, o que não se repete em nenhum outro estado da região. A concentração de audiência também foi mais extrema no Senado: os dez candidatos mais engajados respondem por 92,6% de toda interação do Senado, contra 85,9% no Governo, apesar de o recorte do Governo (10 de 25 candidaturas, 40%) ser proporcionalmente maior que o do Senado (10 de 37, 27%). Em outras palavras, a corrida ao Senado do Centro-Oeste está mais polarizada em torno de poucos nomes do que a corrida ao Governo, mesmo olhando para uma fatia proporcionalmente menor de candidatos.
- Suspensão de propaganda eleitoral vira a publicação mais viral do período. A publicação de maior alcance de todo o levantamento deste período no Centro-Oeste veio de uma decisão da Justiça Eleitoral: a candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) teve uma propaganda suspensa por uso de imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela transformou a suspensão em um caso de censura, produzindo um vídeo em que aparece com o rosto do marido coberto pelas próprias mãos. A publicação somou 624.571 interações – mais que todo o Senado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul juntos.
- Gayer transforma em ataque recorte de fala de Lula sobre exame de toque. A publicação de maior alcance de Gustavo Gayer (Senado-GO) no período reage a uma fala de Lula em comício sobre mulheres e exame de toque, que o candidato recorta e reinterpreta como se fosse uma confissão: "Você fez isso com crianças, com meninas?" (192.030 interações) – chamando Lula de "demônio" e pedindo sua prisão. A leitura de que se trataria de uma referência a abuso infantil é exclusivamente a interpretação do candidato, apresentada como fato consumado – o próprio Gayer compara a situação, no vídeo de Jair Bolsonaro, ao episódio do "pintou o clima" de 2022.
- Riedel tenta cassar candidatura de adversário, e até rival ideológico sai em defesa dele. Em Mato Grosso do Sul, a disputa pelo Governo ganhou contornos judiciais: o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, entrou na Justiça pedindo a cassação da candidatura de João Henrique Catan (Novo), dias depois de Catan expor publicamente um caso envolvendo um secretário do governo estadual flagrado com malas suspeitas. O deputado federal Fábio Trad (PT), adversário ideológico de Catan, saiu em defesa do direito dele de disputar a eleição, classificando a ação de Riedel como "terror judicial". Paralelamente, uma reportagem da TV Globo revelou um esquema de falsificação de medicamentos para pacientes com câncer envolvendo servidores da própria Secretaria de Saúde do estado, levando candidatos a cobrarem explicações do governador.
- Áudio vazado expõe liderança do Senado no Mato Grosso a uma crise. Em Mato Grosso, vazaram áudios do candidato ao senado José Medeiros (PL) em conversa com o irmão do ministro do STF Gilmar Mendes. O episódio gerou fogo amigo dentro do próprio campo bolsonarista: um concorrente, Beny Godoy (Agir), pediu publicamente que o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro retirasse o apoio a Medeiros em razão do conteúdo divulgado.
- Banco Master segue no radar, agora com embate direto entre governadora e presidente. O escândalo envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro seguiu pressionando candidaturas ao Governo em Goiás e no Distrito Federal. No DF, a governadora Celina Leão (PP) rebateu diretamente críticas do presidente Lula feitas durante um ato em Ceilândia, defendendo o banco público BRB como "patrimônio do DF". Em Goiás, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) intensificou ataques pessoais ao governador Daniel Vilela (MDB), incluindo a denúncia de que a Justiça Eleitoral suspendeu a divulgação de uma pesquisa encomendada pela campanha de Vilela por falta de transparência metodológica.

Hub Sudeste
- No Rio de Janeiro, candidaturas ao Senado receberam apoio de presidenciáveis e seguiram associando suas campanhas à disputa nacional. Também buscaram vincular suas imagens a figuras públicas e políticas de projeção nacional, seja por meio de publicações em colaboração, seja pela divulgação de vídeos nos próprios perfis. Entre as candidaturas do campo conservador, permaneceram em destaque as críticas e os ataques ao STF e a seus ministros. A proibição das bets também ganhou atenção após a decisão anunciada pelo presidente Lula, dividindo as candidaturas entre manifestações de apoio à medida e críticas a uma suposta motivação eleitoral da decisão. Na disputa pelo Governo do Estado, a segurança pública segue no centro do debate, com a apresentação de propostas voltadas ao enfrentamento da criminalidade, ao combate às facções e à atuação das forças de segurança.
- Em São Paulo, Tarcísio assume protagonismo no apoio aos candidatos Derrite e André do Prado, consolidando uma polarização entre os candidatos de direita e da esquerda, alinhados com Lula. O período foi marcado pela desistência da candidatura de Ricardo Salles, que declarou apoio aos candidatos conservadores. As candidatas da coligação de Lula, Tebet e Marina, se apoiam em publicações em colaboração com o presidente Lula, seguindo a tendência de nacionalização da campanha observado em outros relatórios, no qual as vagas ao senado passam a ser tratadas como parte da sustentação política de projetos presidenciais. Os cortes do debate entre os candidatos ao senado foram os conteúdos que mais se destacaram, com disputas de interpretações sobre segurança, políticas sociais e integridade pública.
- As políticas públicas marcam a distinção entre as campanhas ao governo de São Paulo. Haddad destaca políticas sociais implementadas pelo PT (Bolsa Família, ProUni, etc) e combate às desigualdades, enquanto Tarcísio destaca a construção de obras de sua gestão.
- Patrus Ananias, em Minas Gerais, ganha visibilidade nas redes sociais com a estratégia de publicação em colaboração com os perfis do PT nacional e do presidente Lula. Cleitinho dentro de uma estratégia de comunicação popular performática segue com boas métricas de interação. Para o senado, Carlos Viana, dentro de sua linha de comunicação de ataque ao STF e Alexandre de Moraes, tem um destaque em número de publicações e volume de interações (64% das interações). Os candidatos ao senado da direita vão trazer apoio de Nikolas Ferreira e defenderem o impeachment de Alexandre de Moraes. As candidatas do campo progressista ao senado vão orientar pelo alinhamento com a campanha nacional do PT e composição do “time do Lula”.

Hub Sul
- Neste período de análise, a base do Hub Sul reuniu 3.206x registros de publicações e 17.513.687 interações, em um momento de forte aceleração da comunicação eleitoral às vésperas do primeiro turno. As candidaturas ao Senado responderam por 2.107 publicações e 13.346.161 interações, concentrando 76,5% das interações do período, enquanto as candidaturas aos governos estaduais somaram 1.134 publicações e 4.124.221 interações. O Paraná apresentou o maior volume absoluto de interações nas duas disputas, e Santa Catarina manteve as maiores médias de interação por publicação. Nesta reta final, percebemos o aumento dos pedidos diretos de voto, da divulgação de chapas completas, pesquisas e recortes de debates, ao mesmo tempo em que a nacionalização continua especialmente forte no Senado. O episódio da suspensão da campanha de Deltan Dallagnol pelo TSE reorganizou parte importante da comunicação no Paraná e transbordou para perfis de outros estados. Também ressaltamos que o Banco Master permaneceu como objeto de acusações cruzadas entre campos políticos. Junto isso, aumentou a circulação de acusações de fake news e de conteúdos religiosos, mostrando como a disputa pela integridade informacional passou a integrar a própria estratégia eleitoral. Nas corridas aos governos: o Paraná combina nacionalização e disputa pela continuidade da gestão estadual; enquanto Santa Catarina articula gestão, confronto entre candidatos e alinhamentos presidenciais; e ainda no Rio Grande do Sul permanece comparativamente mais ancorado em debates, identidade regional e políticas públicas, embora temas institucionais nacionais também apareçam.

De olho nisso!
Decisões da Justiça Eleitoral são transformadas em acusações de censura
Decisões da Justiça Eleitoral são mobilizadas nas campanhas como acusações de censura. No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (Senado-DF) teve uma propaganda suspensa por uso de imagem de Jair Bolsonaro e apresentou a decisão como censura, em publicação que alcançou 624.571 interações, o maior alcance no Centro-Oeste. Em Mato Grosso do Sul, a disputa também chegou à Justiça, com um candidato ao Governo recorrendo para tentar cassar a candidatura de um adversário.
Recorte de fala de Lula sobre câncer de próstata supera 190 mil interações
A descontextualização se firma como eixo de críticas no período. Gustavo Gayer (Senado-GO) recortou e manipulou uma fala de Lula em comício sobre prevenção do câncer de próstata, em publicação que somou mais 190 mil interações. O caso mostra como conteúdos recortados podem alcançar ampla circulação nas redes.
Questionamento à urna eletrônica e defesa do voto auditável voltam ao radar
Volta a circular conteúdo questionando a urna eletrônica e defendendo o voto auditável. A retomada desse tipo de narrativa ocorre à medida que a votação se aproxima e recoloca a integridade do sistema de votação entre os temas monitorados.
Suspensão de Deltan mobiliza discurso sobre perseguição além do Paraná
A suspensão da campanha de Deltan Dallagnol (NOVO), candidato ao Senado pelo Paraná, foi um dos principais eventos de engajamento no Sul do período. A decisão do TSE foi apresentada como perseguição institucional e associada a Alexandre de Moraes, Lula e PT, narrativa amplificada por Sergio Moro e Filipe Barros. O episódio também repercutiu no Rio Grande do Sul, e o retorno do perfil foi apresentado como uma “vitória”.
IA e acusações de desinformação aparecem nas campanhas do Sul
Foram identificadas 66 publicações com declaração de uso de inteligência artificial, sendo 59 de Sandro Alex. No período, também foram registradas 25 publicações que mencionam fake news ou desinformação, em acusações cruzadas entre candidatos de diferentes campos políticos, envolvendo o caso de Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida,

Tendências e alertas
Influenciadores ampliam presença nas campanhas por meio de collabs
A difusão de collabs com influenciadores se apresenta como tendência no período. Campanhas acionam criadores de conteúdo para desincentivar voto no adversário, ou mesmo verificar informação, ampliando a circulação de conteúdos e, em alguns casos, tornando menos direta a atribuição da mensagem aos candidatos.
Disputa eleitoral incorpora referências e conflitos internacionais
Os campos passam a mobilizar referências externas para interpretar a disputa eleitoral brasileira e interferência estrangeira. De um lado, o campo progressista identifica a disputa como parte de um embate global entre esquerda e extrema direita. Do outro, ganha espaço na campo opositor o argumento de interferência externa dos EUA no processo eleitoral brasileiro como salvaguarda contra a esquerda. A tendência é que esse recurso cresça, com cada lado buscando aliados e adversários internacionais para legitimar a própria posição.
Religião permanece como eixo de mobilização político-eleitoral
Mesmo passado o ápice do episódio de Nossa Senhora de Aparecida, a pauta religiosa segue ativa e aparece mobilizada pelos dois principais campos em disputa, tanto como afirmação de fé e pertencimento, como de linha de frente na disputa político-eleitoral. Neste quesito, tem destaque o embate contra o Judiciário, muito concentrado na figura do ministro André Mendonça.
PANORAMA GERAL dos Hubs

Hub Norte e Nordeste
Senado

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados - Senado
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| PA | 6 | 461 | 1.580.050 |
| CE | 5 | 273 | 1.809.335 |
| PE | 6 | 779 | 3.861.922 |
| Total | 17 | 1.513 | 7.251.307 |
Foram analisadas 17 candidaturas ao Senado nos estados do Pará, Ceará e Pernambuco, totalizando 1.513 publicações e 7.251.307 interações totais (aumento de 62% em relação ao período anterior). Pernambuco concentrou o maior volume de postagens (779) e de interações (3.861.922), destacando-se novamente como o estado de maior volume de publicações e interações. O Ceará, em segundo lugar, registrou apenas 273 publicações, mas alcançou 1.809.335 interações totais. O Pará, mesmo com o segundo maior registro de publicações (461), atingiu o terceiro lugar em interações, com 1.580.050.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas ao Senado
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações | Macrotema | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|---|
| PE | Humberto Costa (PT) | 131 | 1.777.596 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/DdyyC6Zuq2C |
| PE | Marília Arraes (PDT) | 156 | 1.306.307 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/Ddtvn2ujuwr |
| CE | Pr Alcides Fernandes (PL) | 32 | 1.141.545 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/DdVSvlBRJ4V |
| PA | Helder Barbalho (MDB) | 87 | 550.375 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/Dd2hC6Rjtqy |
| PA | Chicão Melo (UNIÃO) | 99 | 435.678 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/Dd2hC6Rjtqy |
| PA | Delegado Éder Mauro (PL) | 89 | 291.896 | Direito de resposta; | https://www.instagram.com/p/Ddmive-hzXK |
| PA | Celso Sabino (PDT) | 80 | 264.842 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/Dd2hC6Rjtqy |
| PE | Túlio Gadelha (REDE) | 88 | 261.138 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/Ddtp_KHoBn2 |
| CE | Luizianne Lins (REDE) | 93 | 259.694 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/Dd09V8LDVEp |
| PE | Mendonça Filho (PL) | 154 | 247.376 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/DdX3RoNt1Az |
| CE | Cid Gomes (PSB) | 80 | 226.864 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/Dd09V8LDVEp |
| CE | Capitão Wagner (UNIÃO) | 43 | 178.098 | Críticas ou ataques a oponentes; | https://www.instagram.com/p/Ddy6LNrhzjd |
| PE | Eduardo da Fonte (PP) | 197 | 167.373 | Conteúdo indisponível; | https://www.instagram.com/p/DdZ50qBPevl |
| PE | Carlos Sant'Anna (Novo) | 53 | 102.132 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/DdtxpfWRNvz |
| PA | Zequinha Marinho (PODEMOS) | 65 | 24.147 | Parcerias/apoios regionais; | https://www.instagram.com/p/DdbwfhhxYZw |
| PA | Gizelle Freitas (PSOL) | 41 | 13.112 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/Dd2gDQ5kx8u |
| CE | General Theofilo (NOVO) | 25 | 3.134 | Questões controversas e polêmicas; | https://www.instagram.com/p/DdWnK-SIFGG |
Entre as publicações que alcançaram mais de 200 mil interações totais, destacam-se, em ordem, quatro em Pernambuco, com Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Túlio Gadelha (REDE) e Mendonça Filho (PL); quatro no Pará, com Helder Barbalho (MDB), Chicão Melo (UNIÃO), Delegado Éder Mauro (PL) e Celso Sabino (PDT); e três no Ceará, com Pr. Alcides Fernandes (PL), Luizianne Lins (REDE) e Cid Gomes (PSB), respectivamente. Sobre os macrotemas abordados nas regiões, existe a predominância da nacionalização da campanha nos três estados. Pernambuco é a região com maior concentração dessa pauta entre os conteúdos de maior destaque, e aparecem nas campanhas de Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Túlio Gadelha (REDE), Mendonça Filho (PL) e Carlos Sant'Anna (Novo). O post de maior destaque na campanha de Eduardo da Fonte (PP) aparece como conteúdo indisponível. O texto da legenda, coletado antes da remoção do conteúdo, indica que a publicação se refere a um acidente aéreo que o candidato teria sofrido em 2008, no bairro de San Martin, em Recife. Embora o vídeo esteja indisponível na conta oficial, foi possível localizar uma referência à postagem em um vídeo compartilhado pelo perfil @blogdomagno, disponível aqui.
No Ceará, a nacionalização também aparece em três das quatro candidaturas, sendo Pr. Alcides Fernandes (PL), Luizianne Lins (REDE) e Cid Gomes (PSB). As exceções são Capitão Wagner (UNIÃO), cujo conteúdo de maior impacto está relacionado a críticas ou ataques a oponentes, e General Theofilo (NOVO), associado a questões controversas e polêmicas. No Pará, a nacionalização aparece nos conteúdos de maior impacto de Helder Barbalho (MDB), Chicão Melo (UNIÃO), Celso Sabino (PDT) e Gizelle Freitas (PSOL). As exceções são Delegado Éder Mauro (PL), cujo conteúdo de maior impacto está relacionado a um direito de resposta, e Zequinha Marinho (PODEMOS), associado a parcerias e apoios regionais.

Narrativas por estado

Pará
Mobilização eleitoral e nacionalização da campanha
• Presença de presidenciáveis em comícios e passeatas dominam entre os conteúdos de maior alcance
Entre as 50 publicações de maior alcance, predomina a pauta da nacionalização da campanha, vinculação com presidenciáveis e defesa da chapa. Os conteúdos em collab também tiveram destaque. CHICÃO (UNIÃO), Helder Barbalho (MDB) e Celso Sabino (PDT) compartilham em conjunto o post de maior alcance do período (177.327): um carrossel com fotos e vídeos da passagem de Lula em Belém. Chamada para o evento e reverberações sobre essa passagem, repercutem em conteúdos de Helder Barbalho, Chicão e Celso Sabino. Publicações envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro aparecem em menor proporção. Quem mais compartilha conteúdos reforçando a candidatura Bolsonaro é Eder Mauro (PL), mas Zequinha Marinho também publica um vídeo de baixo alcance em que afirma que "o Flávio precisa de parceiros" e se apresenta como aliado.
Campanha negativa contra adversários
• Publicações mobilizam influenciadores e aproximam a disputa estadual do embate político nacional
Éder Mauro concentra a maior parte dos conteúdos de campanha negativa, principalmente com ataques ou associações envolvendo Helder Barbalho, Hana Ghassan, Lula, PT, ministros e o STF. Um exemplo é o post feito em collab com o perfil @thiagofreitasadm (239 mil seguidores), em que o influenciador alerta seus seguidores sobre a "ditadura do judiciário", e traça relações entre ministros do STF, Lula e Barbalho: "Votar em Helder é o mesmo que votar em lula e votar em Xandão. Paraense, ajude o Brasil a vencer.". A estratégia das publicações em collab com influenciadores, especificamente no caso de conteúdos com ameaças ou ataques a adversários, é reproduzida pela campanha de Eder Mauro também por meio do perfil @delegadofonseca (261 mil seguidores). Apesar do uso da estratégia, o post de maior alcance do candidato Eder Mauro durante o período, foi a publicação do direito de resposta exigido pela Justiça Eleitoral, e concedido a Helder Barbalho.

Ceará
Nacionalização da campanha e associação com lideranças nacionais
• Visita de presidenciáveis ao estado
A nacionalização das campanhas está associada à passagem de Lula e Flavio em Fortaleza. De um lado, Pr. Alcides Fernandes associa a sua candidatura com Bolsonaro, em vídeos que mostram a presença do presidenciável do PL como "o maior evento político do ano no Ceará". Entre os conteúdos de maior alcance do pastor, aparecem chamadas de ação para a “onda azul” em diferentes regiões, o "bloquinho 22" e o "expresso 222". Sobre a visita de Lula, existem conteúdos de Cid Gomes e Luizianne Lins, em associação direta com Elmano. O conteúdo de maior alcance dessas candidaturas durante o período, é um vídeo onde Lula aparece com um megafone chamando as pessoas para a "Caminhada da Vitória".
Campanha negativa contra adversários
• Acusações e responsabilização mobilizam ataques às candidaturas adversárias
Os ataques não se concentram apenas em uma candidatura, mas assumem diferentes formas. Na campanha de Pr. Alcides Fernandes, o termo "Elmanolândia" serve para ironizar o governo adversário e o PT, com ataques à Luizianne Lins e a Cid Gomes. O conteúdo direcionado a Cid está fora do ar, mas na legenda coletada a citação é direta: "Parece que o Cid Gomes vive na Elmanolândia, só lá pra considerar inocente quem é investigado pela Polícia Federal.". Outro conteúdo relevante do período (32.018 interações) une as candidaturas de Pr. Alcides com Capitão Wagner (além de Ciro Gomes e Roberto Cláudio) em publicação collab. No vídeo, um homem diz estar sendo ameaçado e coagido a retirar adesivos de candidatos (não citados) do seu carro. Na legenda, há uma mensagem direta à oposição: "Se algo acontecer a esse cidadão de Aurora, a responsabilidade é toda do Elmano, que deixou nosso Estado ser dominado pelas facções. Essas organizações criminosas hoje tentam impedir o livre e democrático exercício do voto!".
No campo de Cid Gomes e Luizianne Lins, a campanha negativa aparece de forma mais pontual e reativa. Luizianne questiona a atuação de Alcides Fernandes e Capitão Wagner, associados a Flávio Bolsonaro, enquanto Cid responde aos ataques de Alcides, caracterizando sua estratégia como uma contraposição aos ataques.

Pernambuco
Nacionalização da campanha
• Humberto Costa e Marília Arraes constroem uma comunicação conjunta em torno de Lula
Humberto Costa e Marília Arraes têm os conteúdos com melhor alcance do período. Entre eles, oito publicações são collabs entre os dois perfis, somados ao de Lula e João Campos. Como exemplo, a publicação sobre a caminhada de Lula em Recife, que teve mais de 189.534 interações. Um dos conteúdos de Marília, com 151.372 interações, afirma que ela, Humberto e João Campos se uniram a Lula em torno de temas como o fim das Bets, da escala 6x1, da violência contra as mulheres e da soberania nacional. Na campanha de Humberto, conteúdos como “A democracia brasileira pertence aos brasileiros”, com 132.174 curtidas, e publicações que apresentam a eleição como uma disputa contra a família Bolsonaro reforçam esse enquadramento nacionalizado. Túlio Gadêlha também mobiliza o apoio de Lula, mas com publicações que o apresentam como um candidato que apoia Lula independentemente da composição partidária. A estratégia é particularmente relevante porque sua associação com Lula chegou a ser questionada judicialmente pelo PL, embora o TRE-PE tenha entendido que as manifestações de apoio não configuram, por si só, propaganda irregular.
Nacionalização da campanha
• Mendonça Filho e Carlos Sant’Anna associam a disputa pelo Senado à candidatura de Flávio
Mendonça Filho e Carlos Sant’Anna concentram os conteúdos com associação direta a Flávio Bolsonaro, e a sua passagem pelo estado. Em Carlos Sant’Anna, a presença de Flávio em Pernambuco aparece como demonstração de uma “direita cada vez mais unida”, e os conteúdos de Mendonça mobilizam apoios de figuras nacionais como Nikolas Ferreira e Sergio Moro. Apesar de uma campanha citar a outra, o recurso de colab é menos utilizado.
Governo-Estadual

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados - Governo Estadual
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| PA | 3 | 352 | 1.439.470 |
| CE | 3 | 420 | 2.521.114 |
| PE | 3 | 377 | 4.342.526 |
| Total | 9 | 1.149 | 8.303.110 |
Em relação à disputa pelos governos dos estados nas regiões Norte e Nordeste, foram analisadas nove campanhas no total, três de cada Estado. Ao todo, foram coletadas 1.149 publicações e 8.303.110 interações totais. Pernambuco concentrou o maior volume de interações, com 4.342.526 no período, com 377 publicações (o menor volume entre os estados analisados). Em segundo lugar, aparece o Ceará, com 420 publicações e 2.521.114 interações; seguido pelo Pará, com 352 publicações e 1.439.470 interações.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas aos governos estaduais
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações | Macrotema | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|---|
| PE | Raquel Lyra (PSD) | 200 | 2.332.499 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/Ddu-nVCoSar |
| PE | João Campos (PSB) | 101 | 1.918.781 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/DdyyC6Zuq2C |
| CE | Ciro Gomes (PSDB) | 210 | 1.478.798 | Conteúdo Indisponível; | https://www.instagram.com/p/DdY8xtHzXhj |
| CE | Elmano de Freitas (PT) | 163 | 961.143 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/DdZEf4ix_DT |
| PA | Hana Ghassan Tuma (MDB) | 164 | 857.356 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/Dd2hC6Rjtqy |
| PA | Dr. Daniel Santos (PODEMOS) | 101 | 563.502 | Temas sociais, políticos e econômicos; | https://www.instagram.com/p/DdxKbgnBxT0 |
| PE | Ivan Moraes (PSOL) | 76 | 91.246 | Temas sociais, políticos e econômicos; | https://www.instagram.com/p/Ddb5n9FPqrA |
| CE | Delegado Huggo (Missão) | 47 | 81.173 | Críticas ou ataques a oponentes; | https://www.instagram.com/p/Dd2Q2RVMA9l |
| PA | Araceli Lemos (PSOL) | 87 | 18.612 | Críticas ou ataques a oponentes; | https://www.instagram.com/p/Ddc2SPgupZ4 |
Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ciro Gomes (PSDB), individualmente, registram as maiores interações entre todos os estados (acima de 1.000.000). A candidatura destaque no Pará ocupa o quinto lugar no ranking com Hana Ghassan (MDB) e 857.356 interações totais. Sobre os macrotemas mais recorrentes nas publicações em destaque de cada candidato, a nacionalização das campanhas e a interseção com os presidenciáveis aparece em quatro candidaturas: duas em Pernambuco (Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB)), uma no Ceará (Elmano de Freitas (PT)) e uma no Pará (Hana Ghassan Tuma (MDB)). A nacionalização das campanhas aparece nos três estados como conteúdos em destaque para diferentes partidos e candidaturas: PSD, PSB, PT e MDB. Terceiro colocado entre os conteúdos de maior destaque, o post de Ciro Gomes aparece como indisponível. A legenda, coletada antes da remoção, indica apenas uma indicação de voto para Deputado Federal: "Conto com vocês! Pra federal, vote 2222.". O número se refere à candidatura de André Fernandes (PL).

Narrativas por estado

Pará
Temas sociais, políticos e econômicos
• Disputas acerca da qualidade dos serviços públicos
Um dos pontos mais cruciais da campanha é a disputa acerca dos serviços públicos. Enquanto a candidata incumbente Hana Ghassan promete melhorias nos acessos à água, internet, saúde e segurança como uma melhoria constante no seu governo, o candidato Dr Daniel Santos aponta para os problemas nos serviços de água e a hipocrisia do discurso de melhora. vinda de um grupo político que controla o estado a 60 anos.
Nacionalização da campanha
• Grande comício de Lula em Belém
A candidata apoiada por Lula no Estado utilizou bastante as imagens chamando para o encontro com Lula em Belém no dia 29, além de imagens e vídeos do comício nas suas redes com uma última chamada para votação. Seus adversários quase não comentam as corridas federais nas suas postagens.

Ceará
Críticas ou ataques a oponentes
• Troca de acusações entre Ciro e Elmano
A campanha para o governo do Ceará continua com um alto número de postagens de ataque entre os dois principais candidatos. Enquanto Elmano ataca Ciro pelas suas afirmações sobre Salário de professores e sobre sua condenação por violência de gênero, Ciro contra ataca com as sucessivas condenações na justiça eleitoral da campanha de Elmano e a perda do tempo no horário eleitoral.
Nacionalização da campanha
• Grande comício de Lula em Fortaleza
Enquanto Ciro não menciona a campanha para presidente, Elmano, além de tentar liga-lo diretamente a Flávio Bolsonaro, usa do grande comício de Lula em Fortaleza para fortalecer sua ligação com o candidato à presidência.

Pernambuco
Nacionalização da campanha
• João Campos aproxima a disputa estadual de Lula e da agenda nacional
João Campos utiliza a associação com Lula e com pautas nacionais para ampliar o enquadramento da candidatura ao governo de Pernambuco. Entre os conteúdos de maior volume de interação, aparecem chamadas para caminhadas e atos com Lula, além de publicações que relacionam a campanha estadual a temas como feminicídio, bets e escala 6x1.
Críticas e ataques a oponentes
• Bets e confronto com adversários concentram o engajamento de Raquel Lyra
A candidatura de Raquel Lyra foi marcada por ataques de adversários em torno de uma fala sobre laqueadura. João Campos utilizou o episódio para questionar a posição da candidata, enquanto Raquel respondeu às críticas, reconheceu a declaração e buscou reposicionar seu discurso. Ivan Moraes também publica um conteúdo com "Cinco relatórios sobre violência obstétrica que o governo Raquel Lyra nunca entregou", mas o post atingiu apenas 780 curtidas. A fala da candidata foi um dos principais pontos de confronto entre as candidaturas. Entre os conteúdos de maior engajamento durante o período também aparecem posicionamentos sobre a regulação das bets, reconhecendo o feito de Lula e reforçando a https://www.instagram.com/p/Dde9b3eImDd.

Hub Centro-Oeste
Senado

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados - Senado
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| GO | 9 | 446 | 2.985.624 |
| DF | 10 | 605 | 2.971.123 |
| MT | 10 | 908 | 535.896 |
| MS | 8 | 296 | 350.532 |
| Total | 37 | 2.255 | 6.843.175 |
No período, foram monitoradas 37 candidaturas ao Senado nos quatro estados do Centro-Oeste, somando 2.255 publicações e 6.843.175 interações. Goiás liderou nas interações por uma diferença relativamente pequena (2.985.624 interações, 43,6% do total), seguido de perto pelo Distrito Federal (2.971.123, 43,4%) – juntos, os dois estados concentram 87,0% de todas as interações da região com pouco mais da metade das candidaturas monitoradas (19 de 37, 51,4%). Mato Grosso seguiu com o maior volume de publicações (908, sendo 407 de um único candidato) mas apenas 535.896 interações (7,8% do total, média de 590 por publicação, figurando a mais baixa da região). Mato Grosso do Sul fechou o período com o menor volume absoluto (350.532 interações, 5,1%) entre 296 publicações.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas ao Senado
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações | Macrotema | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|---|
| GO | Gustavo Gayer (PL) | 53 | 2.571.164 | Críticas ou ataques a oponentes (ataque a Lula) | https://www.instagram.com/p/Dd3vqqbsR74 |
| DF | Michelle Bolsonaro (PL) | 37 | 1.384.278 | Defesa própria/questão jurídico-eleitoral (censura de propaganda) | https://www.instagram.com/p/DdkPwKth4UO |
| DF | Erika Kokay (PT) | 88 | 530.577 | Nacionalização de temas (mobilização pró-Lula) | https://www.instagram.com/p/Dd1uK0OpTxh |
| DF | Sebastião Coelho (Novo) | 82 | 479.071 | Nacionalização de temas (apoio a Flávio Bolsonaro) | https://www.instagram.com/p/Ddtr2obxHhn |
| DF | Bia Kicis (PL) | 105 | 477.838 | Outros | https://www.instagram.com/p/Ddzb1IppZ0_ |
| MT | José Medeiros (PL) | 93 | 235.378 | Outros (panorama eleitoral) | https://www.instagram.com/p/DdmZQFju_P_ |
| MS | Soraya Thronicke (PSB) | 52 | 207.621 | Nacionalização de temas (Flávio Bolsonaro/Lula) | https://www.instagram.com/p/Dd2eaFsspFU |
| GO | Oséias Varão (PL) | 51 | 181.649 | Críticas ou ataques a instituições (STF) | https://www.instagram.com/p/DdXbtnug28H |
| MT | Janaína Riva (MDB) | 95 | 146.485 | Outros | https://www.instagram.com/p/Dd1q52-pMcg |
| GO | Gracinha Caiado (União) | 90 | 119.459 | Nacionalização de temas (apoio a Ronaldo Caiado à Presidência) | https://www.instagram.com/p/DdzzOmxlb-h |
| MS | Capitão Contar (PL) | 47 | 86.250 | Nacionalização de temas (chapa com Bolsonaro) | https://www.instagram.com/p/DdkHCRep5-e |
| MT | Mauro Mendes (União) | 69 | 76.491 | Outros | https://www.instagram.com/p/DdfjGnvCRFx |
| DF | Leila Barros (PDT) | 70 | 49.591 | Outros (pesquisa eleitoral) | https://www.instagram.com/p/Ddy75s8yg8B |
| GO | Gustavo Mendanha (PRD) | 68 | 43.698 | Outros | https://www.instagram.com/p/Dd3gPe_Fo_S |
| GO | Dr. Zacharias Calil (MDB) | 57 | 37.121 | Críticas ou ataques a instituições (impeachment Moraes) | https://www.instagram.com/p/DdkCeoRPDUw |
| MT | Carlos Fávaro (PSD) | 407 | 36.785 | Políticas públicas (regulação das bets) | https://www.instagram.com/p/DdumF3avbdY |
| MS | Reinaldo Azambuja (PL) | 54 | 36.142 | Nacionalização de temas (chapa com Bolsonaro) | https://www.instagram.com/p/DdmewRYN5Ng |
| DF | Ronaldo Fonseca (PSD) | 68 | 36.027 | Nacionalização de temas (unidade da direita) | https://www.instagram.com/p/Dd1jCiRxBuP |
| MT | Pedro Taques (PSB) | 51 | 14.535 | Críticas ou ataques a instituições (caso Banco Master) | https://www.instagram.com/p/DdXeGaLjY_i |
| GO | Isaura Lemos (PSB) | 28 | 14.229 | Outros | https://www.instagram.com/p/DdgoNsWvp1O |
| GO | Cíntia Dias (PSOL) | 43 | 14.099 | Outros (pesquisa eleitoral) | https://www.instagram.com/p/Dd2AOwox333 |
| MT | Antônio Galvan (Avante) | 79 | 13.760 | Nacionalização de temas (crítica a Lula/agro) | https://www.instagram.com/p/DdgwiB7hEDh |
| MT | Margareth Buzetti (PP) | 43 | 10.949 | Outros | https://www.instagram.com/p/Ddzi6r9sgfk |
| MS | Vander Loubet (PT) | 42 | 9.846 | Outros (pesquisa eleitoral) | https://www.instagram.com/p/Dde9Oq9pQJv |
| DF | Guto Felício dos Santos (PSDB) | 41 | 8.359 | Outros | https://www.instagram.com/p/Ddt3LcDI54O |
| MS | Roberto Oshiro (Novo) | 17 | 7.884 | Críticas ou ataques a oponentes (velha política) | https://www.instagram.com/p/DdukzMJohZp |
| DF | Professor Guilherme Amorim (UP) | 25 | 3.146 | Críticas ou ataques a oponentes (caso Banco Master) | https://www.instagram.com/p/DdZ85QINEFV |
| GO | Vanderlan Cardoso (PSD) | 48 | 2.820 | Nacionalização de temas (apoio a Ronaldo Caiado à Presidência) | https://www.instagram.com/p/Ddr1XJ9pEPH |
| MS | Valter da Comagran (PRD) | 74 | 2.563 | Outros | https://www.instagram.com/p/DdZAB6RIUlx |
| DF | Marley (Avante) | 30 | 1.423 | Críticas ou ataques a instituições (STF) | https://www.instagram.com/p/DdglQD1OC-b |
| GO | Guilherme Darques (UP) | 8 | 1.385 | Políticas públicas (reforma urbana) | https://www.instagram.com/p/Ddm-L70Dcji |
| MT | Coronel Darwin (Democrata) | 24 | 917 | Nacionalização de temas (apoio a Fagundes-Governo) | https://www.instagram.com/p/Dd2H4PQBFkW |
| DF | Tiago (Agir) | 59 | 813 | Outros | https://www.instagram.com/p/Ddl2X7Ou87t |
| MT | Professor Nelson Ferreira (Agir) | 27 | 326 | Políticas públicas | https://www.instagram.com/p/Ddgtzzdx4TQ |
| MT | Beny Godoy (Agir) | 20 | 270 | Críticas ou ataques a oponentes (áudios de Medeiros) | https://www.instagram.com/p/DdofoILOG_9 |
| MS | Luiz Lemes (DC) | 9 | 221 | Outros | https://www.instagram.com/p/Ddkdze0RNFI |
| MS | Daniel Junior (Agir) | 1 | 5 | Outros | https://www.instagram.com/p/DdoBM95Rq-f |
No período, as dez candidaturas ao Senado que mais tiveram interações concentram 6.333.520 interações - 92,6% de tudo que foi registrado no período entre as 37 candidaturas monitoradas. Gustavo Gayer (PL-GO) lidera isolado, com 2.571.164 interações (37,6% do total regional). Michele Bolsonaro (PL-DF) vem em segundo, com 1.384.278 (20,2%), resultado quase inteiramente de uma única publicação sobre a suspensão de sua propaganda eleitoral. O Distrito Federal domina o restante do topo 10, com mais três candidaturas entre as cinco primeiras colocadas: Erika Kokay (PT, 530.577), Sebastião Coelho (Novo, 479.071) e Bia Kicis (PL, 477.838). José Medeiros (PL-MT) é o único nome de Mato Grosso na lista (235.378, impulsionado pela crise do áudio vazado com o irmão do ministro Gilmar Mendes), e Soraya Thronicke (PSB-MS) é a única de Mato Grosso do Sul (207.621, puxada pelo post viral sobre o "tigrinho"). Fecham o grupo Oséias Varão (PL-GO, 181.649), Janaína Riva (MDB-MT, 146.485) e Gracinha Caiado (União-GO, 119.459). No ponto oposto, 6 das 37 candidaturas (16,2% do total monitorado) não chegaram a 1.000 interações no período: Coronel Darwin (Democrata-MT, 917), Tiago (Agir-DF, 813), Professor Nelson Ferreira (Agir-MT, 326), Beny Godoy (Agir-MT, 270), Luiz Lemes (DC-MS, 221) e Daniel Junior (Agir-MS, 5 – com uma única publicação em todo o período). É um grupo concentrado em legendas pequenas (Democrata, Agir, DC), com baixíssima capilaridade digital: juntas, essas seis candidaturas somam apenas 2.552 interações, 0,04% de tudo que o Senado da região movimentou.

Narrativas por estado

Goiás
Críticas ou ataques a oponentes
• Gayer muda de alvo: do STF para um ataque direto contra Lula
Depois de construir praticamente toda a sua campanha com foco no caso Banco Master/STF nos últimos monitoramentos, Gustavo Gayer (PL) produziu neste período sua publicação de maior alcance reagindo a uma fala de Lula em comício sobre mulheres e exame de toque. Gayer afirma: "Cê tá falando exame de toque, que é enfiar o dedo... Você fez isso com crianças, com meninas?" (192.030 interações), chamando Lula de "demônio" e pedindo sua "internação" e prisão. "QUE PORRA É ESSA?!?!?!? LULA normaliza o ABUSO contra meninas. Esse cara tem que ser interditado!!!" (192.030 interações).

Distrito Federal
Nacionalização de temas
• Michele Bolsonaro transforma uma suspensão de propaganda eleitoral em publicação viral; Sebastião Coelho oficializa apoio a Flávio Bolsonaro já no primeiro turno
A Justiça Eleitoral suspendeu a propaganda de Michele Bolsonaro por uso de imagem de Jair Bolsonaro, e ela transformou a própria censura em conteúdo: aparece cobrindo o rosto do marido na foto e afirma "Eu fui proibida de mostrar imagem do meu marido na minha propaganda eleitoral... Como esposa, dói ser obrigada a esconder o rosto do meu marido" – 624.571 interações, a maior publicação individual de todo o período monitorado no Centro-Oeste, somando sozinha mais interações do que o Senado inteiro de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul juntos. Em "NOTA PÚBLICA: FLÁVIO BOLSONARO NO PRIMEIRO TURNO!" (89.706 interações), Sebastião Coelho (Novo) formaliza o que já era um alinhamento informal no Relatório 6, consolidando o bloco bolsonarista do DF (Coelho, Bia Kicis, Michele Bolsonaro) em torno de uma única candidatura presidencial.

Mato Grosso
Críticas ou ataques a oponentes
• Áudio vazado de José Medeiros com irmão de Ministro Gilmar Mendes gera crise na campanha
Um dos fatos mais relevantes do período em Mato Grosso foi o vazamento de áudios, divulgados pelo Metrópoles, de uma conversa de José Medeiros (PL) com o irmão do ministro do STF Gilmar Mendes, nos quais Medeiros teria dito que “não ataca o STF” e teria feito comentários depreciativos sobre seu próprio eleitorado: “ora para alienígena e bebe detergente”, em conversa com o prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União). Ele reagiu em vídeo negando qualquer acordo: "Sim, eu procurei o Gilmar Mendes... não pra pedir favor, nem pra fazer qualquer compromisso" (2.868 interações), e, dias depois, emendou que o episódio seria uma armação de adversários ligados ao governo Lula e ao STF, numa publicação de maior alcance sobre o tema (7.847 interações).
O caso gerou fogo amigo dentro do próprio campo de direita: Beny Godoy (Agir), candidato concorrente, pediu publicamente que Flávio Bolsonaro "retire o apoio a José Medeiros" por causa do episódio.

Mato Grosso do Sul
Nacionalização de temas
• Soraya Thronicke rebate Flávio Bolsonaro sobre regulamentação das bets
A publicação de maior desempenho do Senado-MS é, na verdade, um vídeo de terceiros (assinado por Douglas Albuquerque, do canal "Deixe-me Explicar") que Soraya Thronicke (PSB) compartilhou em resposta a uma declaração atribuída a Flávio Bolsonaro de que "Lula é o pai do Tigrinho" (81.055 interações) – numa referência ao app de apostas popularmente conhecido como "jogo do tigrinho". O vídeo monta uma linha do tempo para inverter a acusação: lembra que foi Michel Temer quem sancionou a lei que legalizou as apostas esportivas em 2018 (Lei 13.756/2018), que Jair Bolsonaro teve dois prazos de dois anos para regulamentar o setor e não o fez, e que coube a Lula regulamentar as bets em 2023/2024 e, em 2026, determinar o fim das plataformas no Brasil – concluindo que "a mãe é Michel Temer. E o pai, pai ausente e negligente, é Jair Bolsonaro". O vídeo também menciona o próprio papel de Soraya Thronicke na CPI das Bets de 2025, cujo relatório de 540 páginas teria sido rejeitado por senadores do PL, União Brasil e PSD antes de ser encaminhado à Polícia Federal.
Governo Estadual

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados - Governo
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| DF | 10 | 626 | 587.741 |
| GO | 4 | 338 | 534.727 |
| MT | 6 | 304 | 221.397 |
| MS | 5 | 264 | 152.965 |
| Total | 25 | 1.532 | 1.496.830 |
No período, foram monitoradas 25 candidaturas ao governo estadual nos quatro estados do Centro-Oeste, somando 1.532 publicações e 1.496.830 interações. O Distrito Federal concentra a maior fatia (587.741 interações, 39,3% do total) entre 10 candidaturas, ou seja, 40% de toda a base monitorada, enquanto Goiás, com apenas 4 candidaturas (16% da base), responde por 534.727 interações (35,7%) e tem a maior média de interações totais por publicação da região (1.582 interações/post). Juntos, GO e DF concentram 75% das interações do governo com pouco mais da metade das candidaturas (56%). Mato Grosso vem na sequência com 221.397 interações (14,8%) entre 6 candidaturas, e Mato Grosso do Sul fecha com o menor volume: 152.965 interações (10,2%) entre 5 candidaturas, a menor média de engajamento por publicação (579/post).
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas aos governos estaduais
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações | Macrotema | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|---|
| DF | Leandro Grass (PT) | 77 | 285.846 | Nacionalização de temas (mobilização pró-Lula) | https://www.instagram.com/p/DdXvgdDs8QC |
| GO | Daniel Vilela (MDB) | 105 | 231.386 | Outros (pesquisa eleitoral) | https://www.instagram.com/p/Dd1nuCxNxnr |
| GO | Wilder Morais (PL) | 112 | 180.618 | Outros | https://www.instagram.com/p/Ddzdu5aptrD |
| DF | Celina Leão (PP) | 66 | 157.040 | Críticas ou ataques a oponentes (réplica a Lula/defesa do BRB) | https://www.instagram.com/p/DdZCTbWOng2 |
| GO | Marconi Perillo (PSDB) | 109 | 121.134 | Políticas públicas (infraestrutura/saúde) | https://www.instagram.com/p/Dd2COU6y7ws |
| MT | Otaviano Pivetta (Republicanos) | 50 | 99.934 | Outros (panorama eleitoral) | https://www.instagram.com/p/Dd2KKzxu8kD |
| MT | Wellington Fagundes (PL) | 72 | 69.295 | Nacionalização de temas (apoio a Flávio Bolsonaro) | https://www.instagram.com/p/DdrSz1yxbcv |
| DF | José Roberto Arruda (PSD) | 65 | 48.622 | Outros | https://www.instagram.com/p/DdrcyyDxn9u |
| MS | Eduardo Riedel (PP) | 44 | 46.495 | Outros (agenda de campanha) | https://www.instagram.com/p/DdcQ3LqOVn4 |
| MS | João Henrique (Novo) | 60 | 45.661 | Nacionalização de temas (identidade bolsonarista) | https://www.instagram.com/p/DdrXvE4Rxdo |
| MT | Natasha Slhessarenko (PSD) | 85 | 42.033 | Políticas públicas (programas sociais federais) | https://www.instagram.com/p/DdzkgjzviHW |
| DF | Paula Belmonte (PSDB) | 94 | 39.674 | Outros | https://www.instagram.com/p/DduOJbwzErr |
| MS | Fábio Trad (PT) | 69 | 36.540 | Críticas ou ataques a instituições (escândalo na saúde) | https://www.instagram.com/p/DdiCK2oNWDf |
| DF | Kiko Caputo (Novo) | 125 | 27.529 | Críticas ou ataques a oponentes (caso Banco Master) | https://www.instagram.com/p/DdXDvvwDpyG |
| DF | Ricardo Cappelli (PSB) | 50 | 20.535 | Políticas públicas (regulação das bets) | https://www.instagram.com/p/DdtpxJxxf_q |
| MS | Lucien Rezende (PSOL) | 42 | 20.442 | Críticas ou ataques a oponentes (continuísmo) | https://www.instagram.com/p/Ddcp5__l3SS |
| MT | Rafaell Milas (Missão) | 61 | 8.098 | Outros (ligação com MBL/Renan Santos) | https://www.instagram.com/p/DdaErmaTJ4S |
| DF | Professora Samara Mineiro (UP) | 29 | 3.985 | Críticas ou ataques a oponentes (caso Banco Master) | https://www.instagram.com/p/DdZ85QINEFV |
| MS | Renato Gomes (DC) | 49 | 3.827 | Críticas ou ataques a instituições (mídia/governo) | https://www.instagram.com/p/Dd2VUNLJ9ZS |
| DF | Rico Pinheiro (PRTB) | 76 | 2.002 | Outros | https://www.instagram.com/p/DdoVmgsuxvC |
| DF | Professor Robson (PSTU) | 20 | 1.791 | Outros | https://www.instagram.com/p/Dd1aMDUkTH3 |
| GO | Luciana Amorim (UP) | 12 | 1.589 | Políticas públicas (reforma urbana) | https://www.instagram.com/p/Ddm-L70Dcji |
| MT | Mauricio Coelho (Mobiliza) | 13 | 1.115 | Críticas ou ataques a instituições (gestão da saúde) | https://www.instagram.com/p/Dd2nUwWxOuR |
| MT | Sargento Laudicerio (Agir) | 23 | 922 | Temas sociais (violência contra a mulher) | https://www.instagram.com/p/DdZPFcaRYrL |
| DF | Elisson (Agir) | 24 | 717 | Outros (pesquisa eleitoral) | https://www.instagram.com/p/DdzLJLnvfJy |
Neste período, as dez candidaturas ao Governo no Centro-Oeste que mais receberam interações concentram 1.286.031 interações, cerca de 86% de tudo que foi registrado no período entre as 25 candidaturas monitoradas. Leandro Grass (PT-DF) lidera com 285.846 interações (19,1% do total), seguido de perto por Daniel Vilela (MDB-GO, 231.386, 15,5%) e Wilder Morais (PL-GO, 180.618, 12,1%) – Goiás coloca três candidatos entre os cinco primeiros com mais interações, apesar de ter apenas quatro candidaturas monitoradas. Celina Leão (PP-DF, 157.040) e Marconi Perillo (PSDB-GO, 121.134) completam o top 5. Mato Grosso entra na lista com Otaviano Pivetta (Republicanos, 99.934) e Wellington Fagundes (PL, 69.295), enquanto José Roberto Arruda (PSD-DF, 48.622) e os dois candidatos sul-mato-grossenses com mais interações, Eduardo Riedel (PP, 46.495) e João Henrique Catan (Novo, 45.661), fecham o grupo. Dois dos 25 candidatos aparecem entre os que menos receberam interações (8% do total monitorado) não chegaram a 1.000 interações no período: Sargento Laudicério (Agir-MT, 922) e Elisson (Agir-DF, 717). Juntas, somam 1.639 interações, aproximadamente 0,11% de tudo que os candidatos ao Governo no Centro-Oeste movimentou.

Narrativas por estado

Goiás
Críticas ou ataques a oponentes
• Perillo intensifica ataques pessoais contra Vilela
Marconi Perillo (PSDB) passou a atacar Daniel Vilela (MDB) diretamente: "Com Daniel, mais mães goianas morrem no parto ou durante a gravidez! De acordo com o Ranking Nacional dos Estados, Goiás caiu da 18ª para a 26ª posição" (1.231 interações). Perillo também acusou Vilela de fazer "velha política" ao prometer obras só a cidades que votarem nele (1.180 interações) e, em episódio concreto e verificável, denunciou que "a Justiça Eleitoral suspendeu a divulgação da pesquisa Real Time Big Data usada por Daniel Vilela" por falta de transparência metodológica (434 interações).

Distrito Federal
Críticas ou ataques a oponentes
• Celina Leão rebate Lula diretamente; caso Banco Master segue pressionando sua candidatura
Celina Leão (PP) respondeu em tom duro a críticas do presidente Lula, feitas em Ceilândia, e aproveitou para defender o BRB: "O que ele não pode é transformar o BRB em uma arma eleitoral... Presidente Lula, eleição passa, governos passam, partidos passam, o DF fica" (19.982 interações). Paralelamente, Kiko Caputo (Novo) manteve a pressão sobre o caso Banco Master, contrapondo a versão de Celina à de Daniel Vorcaro ("Celina disse que não sabia de nada... mas agora apareceu uma mensagem do Vorcário dizendo exatamente o contrário", 2.381 interações) e citando a cifra "47 bilhões" associada ao escândalo.

Mato Grosso
Críticas ou ataques a oponentes
• Pivetta e Fagundes trocam ataques diretos
Na disputa pelo governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) comemorou publicamente um encontro com alguém que teria tido "coragem de expulsar o Wellington Fagundes do DNIT" (4.124 interações). Wellington Fagundes (PL), por sua vez, publicou um vídeo em que eleitoras são questionadas na rua se votariam em "um candidato que já agrediu a esposa ou já agrediu uma mulher" (1.470 interações) – sem citar nome, mas em claro endereçamento a um adversário.

Mato Grosso do Sul
Críticas ou ataques a oponentes
• Riedel tenta cassar a candidatura de Catan na Justiça; adversário ideológico sai em defesa dele
O episódio mais significativo: Eduardo Riedel (PP) entrou na Justiça pedindo a cassação da candidatura de João Henrique Catan (Novo) – movimento que, segundo Fábio Trad (PT), ocorreu "dias depois do candidato Catán escancarar o caso das malas que estavam com o secretário do Riedel" (2.339 interações). Trad, adversário ideológico de Catan, defendeu publicamente o direito dele de disputar a eleição, chamando a ação de Riedel de "terror judicial" e "tapetão". Paralelamente, Trad também cobrou explicações sobre um novo escândalo na saúde estadual revelado pelo Fantástico (TV Globo), envolvendo "um esquema de falsificação de medicamentos destinados a pacientes com câncer" com participação de servidores da própria Secretaria de Saúde (5.885 interações). Riedel não respondeu diretamente a nenhum dos dois casos em suas publicações do período, mantendo o foco em agenda de campanha e indicadores de gestão.

Hub Sudeste
Senado

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados - Senado
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| MG | 14 | 754 | 6.813.277 |
| SP | 13 | 600 | 5.648.325 |
| RJ | 13 | 806 | 3.127.380 |
| Total | 40 | 2.160 | 15.588.982 |
As campanhas ao Senado mineiras lideram em número de interações, puxadas quase exclusivamente pelo volume de interações de Carlos Viana, seguido por São Paulo e Rio de Janeiro. Em relação ao número de publicações, o Rio de Janeiro lidera em número de publicações, seguido por Minas Gerais e São Paulo, entre os estados analisados da região Sudeste.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas ao Senado
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações | Macrotema | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|---|
| MG | Carlos Viana (PSD) | 179 | 4.368.420 | Ataque às instituições (Senado, STF, Alexandre de Moraes e D. Alcolumbre) | https://www.instagram.com/p/DdWhzkLugnU |
| SP | Capitão Derrite (PP) | 49 | 2.151.664 | Críticas ou ataques a oponentes | https://www.instagram.com/p/DdpemjFB5Rv |
| RJ | Benedita da Silva (PT) | 255 | 1.800.999 | Campanha e Nacionalização de temas | https://www.instagram.com/p/Ddp3gyutiqd |
| SP | Simone Tebet (PSB) | 45 | 1.456.342 | Nacionalização de temas | https://www.instagram.com/p/DduireQxAq6 |
| SP | Marina Silva (Rede) | 103 | 1.206.176 | Nacionalização de temas | https://www.instagram.com/p/DdwW09Mu81U |
| RJ | Carlos Jordy (PL) | 53 | 644.067 | Nacionalização de temas e críticas ou ataques às instituições | https://www.instagram.com/p/DdokRVCxM5l |
| MG | Marília Campos (PT) | 46 | 476.260 | Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis); | https://www.instagram.com/p/DdaHIzOOpJ7 |
| SP | Ricardo Salles (Novo) | 96 | 395.689 | Nacionalização de temas | https://www.instagram.com/p/Dd1cC0DuIlO |
| MG | Marcelo Aro (PP) | 22 | 374.419 | Temas sociais, políticos e econômicos | https://www.instagram.com/p/DdocBL7uYLn |
| MG | Marco Antonio Costa - Superman (Novo) | 96 | 320.973 | Críticas ou ataques a instituições (STF/ Moraes) | https://www.instagram.com/p/Ddzb_IdSDhz |
Entre as campanhas, Carlos Viana (PSD/MG) lidera em número de interações, mantendo a estratégia de ataques à Alexandre de Moraes. São Paulo tem três campanhas entre as cinco com maior volume de interações: Capitão Derrite (PP/SP) em segundo, Simone Tebet (PSB/SP) em quarto e Marina Silva (Rede/SP) em quinto.
Benedita da Silva (PT/RJ) se destaca como o perfil com maior número de publicações e o segundo em métrica de interações. A candidata carioca segue apostando em collabs com outros perfis do PT, estratégia que tem impulsionado o seu alcance, também verificado nas campanhas em outros estados do Sudeste (Tebet, Marina e Marília Campos) alinhadas ao presidente Lula. O único outro candidato do RJ a aparecer no ranking do Sudeste é Carlos Jordy (PL), que, embora recorra menos a collabs, também traz para suas publicações figuras de projeção nacional do partido em demonstração de apoio à sua candidatura, entre elas Nikolas Ferreira (PL).

Narrativas por estado

São Paulo
Nacionalização do debate
• Chapas completas e reorganização dos campos políticos
A reta final na disputa ao Senado em São Paulo é marcada pela tentativa de organizar o voto em torno de chapas completas. Simone Tebet e Marina Silva aparecem integradas à campanha de Lula e Fernando Haddad, com atos conjuntos e uso do “Datapovo” para apresentar a mobilização popular como sinal de força do grupo. Na direita, a saída de Ricardo Salles reorganiza a disputa e fortalece a dupla Guilherme Derrite e André do Prado, ligada a Tarcísio e Flávio Bolsonaro. Derrite enquadra o apoio de Salles como gesto de união contra o PT e a esquerda. O resultado é uma campanha em que as vagas ao Senado passam a ser tratadas como parte da sustentação política de projetos presidenciais e estaduais mais amplos.
Críticas ou ataques a oponentes
• Corrupção, segurança e disputa entre modelos políticos
Os recortes de debates ganham peso como instrumento de confronto direto entre as candidaturas. Derrite utiliza embates com Simone Tebet e Marina Silva para associar o campo governista à corrupção, permissividade na segurança e dependência de programas sociais, enquanto apresenta emprego, renda e endurecimento penal como alternativas. Marina responde defendendo o Bolsa Família como instrumento de proteção e transição para o emprego, além de acusar o campo adversário de adotar prática semelhante em período eleitoral. Simone, por sua vez, incorpora o avanço do crime organizado ao confronto político, relacionando o tema à defesa das instituições e da democracia. A disputa, portanto, extrapola ataques pessoais e passa a contrapor interpretações distintas sobre segurança, políticas sociais e integridade pública.

Minas Gerais
Questões controversas e polêmicas
• O STF e o caso Vorcaro como motor da direita
A disputa ao Senado em Minas foi dominada pelo ataque ao Supremo, e foi essa pauta que puxou o volume de interações. Sozinho, Carlos Viana (PSD) concentra 64% das interações do Senado no período. No vídeo de maior alcance, ele mostra a porta do Senado fechada por ordem de Alcolumbre e defende uma reforma completa do STF. Em seguida, repercute uma reportagem do Fantástico que liga Alexandre de Moraes a um avião de uma empresa de Daniel Vorcaro. Marco Antonio (Novo) radicaliza o discurso. Diz que não defende anistia ao 8 de janeiro, mas a "nulidade" de todas as decisões do STF dos últimos sete anos, que chama de "terrorismo judicial". Domingos Sávio (PL) leva a pauta ao palanque: num carrossel de comício, Nikolas Ferreira promete que Sávio e Marco Antonio votarão pelo impeachment de Moraes, enquanto Flávio Bolsonaro defende a redução da maioridade penal. O Senado aparece menos como casa legislativa e mais como trincheira contra o Judiciário.
Nacionalização do debate e Críticas ou ataques a instituições e Oponentes
• Chapas casadas e uma direita fragmentada
Os dois campos tentam organizar o voto duplo ao Senado em torno dos presidenciáveis, mas com resultados distintos. Na esquerda, Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL) compartilham com Patrus o vídeo do comício em que dançam ao lado de Lula. Esse post sozinho soma 46% das interações de Áurea. Elas também publicam outro ângulo do mesmo ato e uma montagem do "time do Lula" com os quatro rostos e números. Na direita, três candidatos disputam o mesmo eleitor bolsonarista para duas vagas. Marco Antonio pede que Viana desista por não ser "verdadeiramente de direita" e reivindica para si o apoio de Flávio Bolsonaro e Nikolas. Sávio reposta um vídeo de Nikolas que ataca Marília pela maioridade penal e Aécio pelas suspeitas de caixa 2.

Rio de Janeiro
Políticas Públicas
• Decisão de proibição das bets entra na disputa eleitoral
No período, dezoito publicações abordaram a proibição das bets, e parte delas também utilizou o tema para atacar adversários. Carlos Jordy e Carlos Portinho, ambos do PL, fizeram ataques diretos a Lula e o acusaram de adotar a medida com finalidade eleitoral. Os dois candidatos também buscaram se apresentar como parlamentares que já atuavam contra as apostas on-line e em favor de maior regulação de sua publicidade. Em colaboração com perfis do partido, Portinho (PL) chamou Lula de “pai do tigrinho” e reiterou a acusação de motivação eleitoral. Jordy (PL), por sua vez, recuperou trechos de uma entrevista em que Lula é questionado sobre a ausência, até então, de uma proibição das bets. Os dois candidatos também direcionaram críticas a Benedita da Silva (PT). Jordy afirmou que a candidata votou a favor da regulamentação das bets. Portinho (PL), em vídeo posteriormente apagado, afirmou que Benedita e o PT votaram a favor “na época da liberação das apostas e do tigrinho”. Em resposta, Benedita da Silva (PT) fez diversas publicações celebrando a proibição, com destaque para declarações suas e do presidente Lula, e reforçou seu compromisso com o tema. A candidata também rebateu as acusações dos adversários, afirmando que votou pela regulamentação de “algo que já existia” e argumentando que as bets haviam sido legalizadas durante o governo de Michel Temer. Mônica Benício (PSOL) publicou apenas um vídeo sobre o tema. No conteúdo, a candidata celebra a proibição e recorre a referências da cultura pop.
Críticas ou ataques às instituições
• Críticas e ataques ao STF e conexões com o escândalo do Banco Master
Carlos Portinho (PL) defendeu o combate ao que chamou de “abusos do STF”, fez críticas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao associá-lo ao escândalo do Banco Master, e defendeu o impeachment de ministros. O candidato também afirmou que André Mendonça é “um homem contra todo um sistema” e compartilhou um vídeo do pastor Silas Malafaia orientando fiéis a não votarem em candidatos de esquerda ao Senado, sob o argumento de impedir que Alexandre de Moraes se torne presidente do STF. Carlos Jordy (PL) reforçou as críticas ao Supremo e afirmou que “Lula é Moraes e Moraes é Lula”. O candidato também atribuiu a atual crise envolvendo o STF à falta de ação do Senado. Na mesma direção, Marcelo Crivella (Republicanos) pediu orações por André Mendonça e defendeu a investigação de Alexandre de Moraes. Helio Secco (MISSÃO) também concentrou publicações em críticas ao STF e a seus ministros, além de abordar o escândalo do Banco Master.
Governo-Estadual

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados - Governo Estadual
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| SP | 6 | 304 | 5.343.453 |
| MG | 10 | 497 | 2.255.309 |
| RJ | 09 | 545 | 855.528 |
| Total | 25 | 1.346 | 8.454.290 |
São Paulo lidera em interações totais, com mais que o dobro|, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em número de publicações, há uma inversão, tendo o Rio de Janeiro o líder em publicações, seguido por Minas Gerais e São Paulo.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas ao Governo
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações | Macrotema | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | Fernando Haddad (PT) | 122 | 3.588.541 | Nacionalização de temas | https://www.instagram.com/p/DdZEf4ix_DT |
| SP | Tarcísio Freitas (Republicanos) | 47 | 1.686.616 | Campanha | https://www.instagram.com/p/Dd1ac2ZxFdG |
| MG | Patrus Ananias (PT) | 114 | 1.014.392 | Nacionalização de temas | https://www.instagram.com/p/DdaHIzOOpJ7 |
| MG | Cleitinho (Republicanos) | 38 | 815.201 | Temas sociais, políticos e económicos | https://www.instagram.com/p/DduCP9ixY8p |
| RJ | Douglas Ruas (PL) | 72 | 344.352 | Campanha e Políticas Públicas | https://www.instagram.com/p/DdXIalqv5mP |
| RJ | Eduardo Paes (PSD) | 53 | 259.430 | Campanha e Políticas Públicas | https://www.instagram.com/p/DdXKGAMBW7T |
| MG | Flávio Roscoe (PL) | 37 | 194.433 | Nacionalização de temas | https://www.instagram.com/p/Ddck1MuxdZ4 |
| RJ | Anthony Garotinho (REPUBLICANOS) | 209 | 100.849 | Campanha e Críticas ou ataques a oponentes | https://www.instagram.com/p/DdePCDhtUYj |
O engajamento em São Paulo se concentra em dois candidatos: Fernando Haddad (PT/SP) e Tarcísio Freitas (Republicanos/SP), que lideram o ranking de interações entre os governadores do Hub Sudeste. Um destaque desse relatório é o aumento do número de interações totais de Patrus Ananias (PT/MG), puxado pela estratégia de collab entre os candidatos do PT e com a campanha do presidente Lula. O candidato ao governo mineiro Cleitinho (republicanos/MG) segue com bom volume de interações, aparecendo em quarto lugar. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) segue na liderança e ocupa seis das dez posições no ranking de posts com maior interação no estado. Eduardo Paes (PSD) aparece em seguida, com três publicações entre as dez de maior interação. Nesta semana, pela primeira vez, Rafa Luz (MISSÃO) entrou no top 10 estadual com um vídeo produzido por inteligência artificial, em collab com um candidato a deputado federal do partido. O conteúdo destaca o termo “hipocrisia” e critica PT, PL e TV Globo pela ausência de Luz no debate promovido pela emissora.

Narrativas por estado

São Paulo
Nacionalização do debate
• Chapas estaduais se integram à disputa presidencial
Na reta final, a disputa pelo governo paulista aparece fortemente integrada às candidaturas à Presidência e ao Senado. Haddad reforça de forma recorrente sua candidatura ao lado de Lula, Marina Silva e Simone Tebet, utilizando mobilizações populares e a expressão “Datapovo” para apresentar a chapa como um projeto político conjunto e estimular o voto combinado. A estratégia associa a disputa estadual à continuidade do projeto político liderado por Lula e reduz a separação entre as diferentes eleições. Tarcísio realiza movimento semelhante ao vincular sua campanha às candidaturas de André do Prado e Guilherme Derrite ao Senado, apresentando a eleição dos dois como necessária para ampliar sua base política em Brasília. A retirada de Ricardo Salles da disputa também é enquadrada como gesto de unidade e reorganização da direita em torno dessas candidaturas. Nesse cenário, a reta final é marcada por uma lógica de chapas completas, na qual Presidência, Governo e Senado passam a ser comunicados como partes de um mesmo projeto político.
Políticas públicas
• Proteção social e entregas de gestão como argumentos eleitorais
As políticas públicas aparecem como instrumento central para diferenciar os projetos em disputa. Haddad e o PT recorrem principalmente a programas associados aos governos Lula, com destaque para Bolsa Família e Prouni, apresentados como mecanismos de proteção de renda, acesso à educação e mobilidade social. Os conteúdos utilizam tanto anúncios de reajuste de benefícios quanto trajetórias individuais para associar essas políticas à redução das desigualdades e à ampliação de oportunidades. Tarcísio, por outro lado, concentra sua narrativa em entregas da administração estadual. A transformação da Favela do Moinho é apresentada como exemplo de uma gestão capaz de combinar reassentamento habitacional, saneamento, segurança e requalificação urbana, convertendo uma intervenção específica em símbolo de mudança e continuidade administrativa. Assim, enquanto Haddad enfatiza políticas de inclusão e proteção social associadas ao governo federal, Tarcísio valoriza resultados concretos da gestão estadual como justificativa para a continuidade de seu projeto.

Minas Gerais
Nacionalização do debate
• Nacionalização da disputa pelos presidenciáveis
Na reta final do primeiro turno, a eleição mineira foi tratada como extensão da disputa presidencial. Patrus Ananias (PT) foi quem mais postou e mais engajou, mas quase não aparece nos conteúdos de maior alcance. O destaque é um vídeo de comício em que Lula dança ao lado dele e das candidatas ao Senado Marília Campos e Áurea Carolina. Também se destacam cortes de Lula defendendo o fim das bets. As colaborações com Lula, o PT e candidatos do estado concentram cerca de 80% das interações de Patrus, enquanto suas propostas próprias circulam pouco. Na direita, Flávio Roscoe (PL) aparece com Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro sob o mote "quem ganha em Minas, ganha no Brasil". Em outro vídeo, Flávio Bolsonaro pede votos para tirar o PT do segundo turno. Mateus Simões (PSD) declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial e apresenta sua chapa como a única anti PT do estado. Nos três casos, o candidato local vale pelo presidenciável que carrega.
Críticas ou ataques a oponentes
•Ataques entre concorrentes e o debate como arma
Com Cleitinho Azevedo na liderança, os ataques convergiram para ele. Mateus Simões chama Euclydes Pettersen, coordenador da campanha adversária, de "o ladrão do INSS" e cobra de Cleitinho explicações sobre essa proximidade. Alexandre Kalil questiona como o rival cumprirá suas promessas e usa a gestão em BH como prova de capacidade. Gabriel Azevedo (MDB) faz uma chamada irônica dos candidatos ausentes no debate da Record. A credibilidade do líder virou o principal campo de disputa, e a cadeira vazia passou a funcionar como prova de despreparo.
Políticas públicas
•Segurança como espetáculo e mobilização pelo primeiro turno
Cleitinho apaga uma pichação do CV com rolo de tinta, chama os faccionados de "desgraçados" e promete transformar Minas num "Big Brother" de câmeras inteligentes. Esse vídeo concentra um terço das interações do candidato, e nele a segurança aparece mais como encenação de coragem pessoal do que como proposta. Em seguida, Cleitinho usa uma pesquisa com 48% dos válidos para pedir que cada seguidor convença dez indecisos e garanta a vitória no primeiro turno.
Temas sociais, políticos e econômicos
•Antissistema e entretenimento como isca
Ben Mendes (Missão) mantém a figura do outsider perseguido. Afirma que emissoras e partidos escondem sua candidatura e cita o empate com Mateus Simões na Atlas. Em outro vídeo, fala sobre bananas e só no final "lembra" que é candidato pelo 14. O entretenimento serve de isca para uma mensagem eleitoral mínima.
Temas sociais, políticos e econômicos
•Experiência de gestão e afeto regional como credenciais
Kalil afirma que "não tem ideologia em vacina" e promete vacinação infantil obrigatória, um dos raros posicionamentos contra o negacionismo no período. Gabriel equilibra o tom combativo com um carrossel afetivo em Diamantina, associando sua imagem à cultura mineira.

Rio de Janeiro
Políticas Públicas
• Segurança Pública em destaque
O tema da segurança pública segue como a principal pauta entre as candidaturas ao governo do Estado. Douglas Ruas (PL) publicou propostas relacionadas ao combate ao crime organizado, à valorização dos policiais, ao sistema prisional e à retomada territorial. Entre as medidas apresentadas, Ruas propôs o “Escudo Fluminense”, iniciativa voltada a barrar a entrada de armas e drogas no estado. Coronel Busnello (MISSÃO) destacou seus 32 anos de carreira na Polícia Militar e sua trajetória no BOPE, recorrendo a uma estética militar e a imagens de operações para reforçar sua identidade no tema. O candidato também apresentou propostas de ocupação e retomada de territórios, combate financeiro às facções e valorização dos agentes de segurança. Anthony Garotinho (Republicanos) combinou publicações sobre segurança pública com a valorização de sua trajetória política e ataques aos adversários. Eduardo Paes (PSD), por sua vez, recorreu a referências a autoridades e à própria experiência política para reforçar uma imagem de conhecimento sobre os problemas de segurança do estado. Em trechos de entrevistas, afirmou que sempre combateu as milícias e prometeu não “empurrar” a responsabilidade pela segurança para outros poderes, como o STF, ou para outras autoridades do Executivo, como o presidente da República e o prefeito. Paes também relembrou o processo de criação, treinamento e implementação da Força Municipal e prometeu criar o Sistema Único de Segurança Fluminense.

Hub Sul
Senado

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados - Senado
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| PR | 8 | 880 | 6.090.366 |
| SC | 11 | 439 | 3.698.860 |
| RS | 10 | 753 | 3.574.935 |
| Total | 29 | 2.072 | 13.364.161 |
Foram acompanhados no período monitorado 29 candidatos ao Senado na região Sul (11 em Santa Catarina, 10 no Rio Grande do Sul e 8 no Paraná), acumulando um total de 2.072 publicações e 13.364.161 interações. O Paraná liderou o volume absoluto com 6.090.366 interações distribuídas em 880 posts, registrando também a maior média por candidato (761.296). Santa Catarina ocupou a segunda posição em volume total com 3.698.860 interações em 439 publicações, destacando-se com a maior eficiência por conteúdo do levantamento (média de 8.426 interações por post). Já o Rio Grande do Sul somou 3.574.935 interações em 753 posts, registrando uma média de 4.748 interações por publicação.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas - Senado
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações | Macrotema | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|---|
| PR | Deltan Dallagnol (Novo) | 49 | 2.622.615 | Críticas ou ataques a oponentes Críticas ou ataques a instituições | https://www.instagram.com/p/Ddfrvq7JDiE |
| PR | Gleisi (PT) | 277 | 2.567.978 | Críticas ou ataques a oponentes | https://www.instagram.com/p/Ddgyfi4RyAO |
| RS | Marcel van Hattem (Novo) | 53 | 1.289.346 | Críticas ou ataques a oponentes Questões controversas e polêmicas | https://www.instagram.com/p/DdZFQVXpiXx |
| SC | Carlos Bolsonaro (PL) | 55 | 1.035.961 | Outros | https://www.instagram.com/p/Ddl7Z2BhqOA |
| SC | Carol de Toni (PL) | 56 | 1.008.605 | Nacionalização de temas | https://www.instagram.com/p/DdgV5VfRjKf |
| RS | Pimenta (PT) | 168 | 999.361 | Nacionalização de temas Questões controversas e polêmicas | https://www.instagram.com/p/Ddgyfi4RyAO |
| RS | Manuela d'Ávila (PSol) | 214 | 941.721 | Nacionalização de temas Questões controversas e polêmicas | https://www.instagram.com/p/Ddob1r2xyHw |
| SC | Décio Lima (PT) | 59 | 832.782 | Nacionalização de temas | https://www.instagram.com/p/Ddm7txCJoBJ |
| PR | Filipe Barros (PL) | 46 | 484.496 | Esta página não está disponível. . | https://www.instagram.com/p/Ddgi_z5xOfw |
| SC | Afrânio Boppré (PSol) | 53 | 341.340 | Nacionalização de temas | https://www.instagram.com/p/DdegCfUOkyN |
| SC | Esperidião Amin (PP) | 42 | 316.427 | Críticas ou ataques a instituições | https://www.instagram.com/p/DdvGIrohFkX |
| RS | Sanderson (PL) | 68 | 235.138 | Outros | https://www.instagram.com/p/Ddj45Dyp4jD |
| PR | Alexandre Curi (Republicanos) | 269 | 184.849 | Outros | https://www.instagram.com/p/DdhOu4dizHO |
| PR | Cristina Graeml (PSD) | 122 | 160.898 | Outros | https://www.instagram.com/p/DduAWA3DJ_m |
| SC | Lunelli (MDB) | 43 | 81.894 | Esta página não está disponível. | https://www.instagram.com/p/Ddjoq1wOfWU |
| SC | Túlio de Amorim Pfuetzenreiter (Missão) | 114 | 80.163 | Questões controversas e polêmicas | https://www.instagram.com/p/Ddaa-OSsSHj |
| RS | Frederico Antunes (PSD) | 97 | 78.830 | Críticas ou ataques a instituições | https://www.instagram.com/p/DdWopFGOSRC |
| PR | Dr. Rosinha (PT) | 99 | 66.179 | Outros | https://www.instagram.com/p/DdjTDP4uYNf |
| RS | Rigotto (MDB) | 68 | 20.367 | Críticas ou ataques a instituições | https://www.instagram.com/p/DdojiKoODTA |
| RS | Renato Jaguarão (Cidadania) | 24 | 5.650 | Outros | https://www.instagram.com/p/DdZID1SuHcv |
| RS | Milton Cardoso (PSDB) | 41 | 2.459 | Críticas ou ataques a oponentes | https://www.instagram.com/p/Ddcrqq0sd18 |
| RS | Luciano do MLB (UP) | 18 | 1.924 | Outros | https://www.instagram.com/p/DdkUWsblEGQ |
| PR | Karen Guerreiro (MISSÃO) | 14 | 1.737 | Nacionalização de temas | https://www.instagram.com/p/Dd1hpsExYAP |
| PR | Joaquim do MLB (UP) | 4 | 1.614 | Esta página não está disponível. | https://www.instagram.com/p/DdcgPCDh4sD |
| SC | Jeferson Rocha (PRD) | 6 | 726 | Políticas públicas | https://www.instagram.com/p/DdwIBaRqJux |
| SC | Ana Lúcia da Silveira Machado (UP) | 5 | 686 | Outros | https://www.instagram.com/p/DdlrRLlFZW6 |
| SC | Marcos Dorval (PSTU) | 4 | 161 | Nacionalização de temas | https://www.instagram.com/p/Ddr87C6lBd4 |
| RS | Regis Ethur (PSTU) | 2 | 139 | Outros | https://www.instagram.com/p/DdmcRSZFUWC |
| SC | Joaninha de Oliveira (PSTU) | 2 | 115 | Outros | https://www.instagram.com/p/DdsdM9XKtWQ |
No período de 16 a 29 de setembro, Deltan Dallagnol (Novo-PR) assumiu a liderança no volume absoluto de interação com 2.622.615 interações em 49 publicações, demonstrando também a maior eficiência da disputa (média de 53.523 por post). Ele foi seguido de perto por Gleisi Hoffmann (PT-PR), que acumulou 2.567.978 interações em 277 conteúdos. Marcel van Hattem (Novo-RS) completou o pódio geral ao alcançar 1.289.346 interações em 53 posts (média de 24.327 por publicação). No Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem liderou o cenário estadual, seguido por Pimenta (PT), com 999.361 interações em 168 publicações, e Manuela d'Ávila (PSOL), que somou 941.721 em 214 posts. Sanderson (PL) atingiu 235.138 interações (68 posts), seguido por Frederico Antunes (PSD), com 78.830 (97 posts), Rigotto (MDB), com 20.367 (68 posts), e Renato Jaguarão (Cidadania), com 5.650 interações (24 posts). Em Santa Catarina, a liderança ficou com Carlos Bolsonaro (PL), que alcançou 1.035.961 interações em 55 conteúdos (média de 18.836 por post), seguido de perto por Carol de Toni (PL), com 1.008.605 em 56 posts (média de 18.011 por publicação). Décio Lima (PT) obteve 832.782 interações em 59 posts, acompanhado por Afrânio Boppré (PSOL), com 341.340 (53 posts), Esperidião Amin (PP), com 316.427 (42 posts), Lunelli (MDB), com 81.894 (43 posts), e Túlio de Amorim Pfuetzenreiter (Missão), com 80.163 interações (114 posts). No Paraná, a polarização entre Deltan Dallagnol e Gleisi Hoffmann concentrou a maior parte das interações. Filipe Barros (PL) somou 484.496 interações em 46 posts, mantendo também uma média expressiva (10.533 por post). Na sequência, Alexandre Curi (Republicanos) acumulou 184.849 interações em 269 publicações, seguido por Cristina Graeml (PSD), com 160.898 (122 posts), e Dr. Rosinha (PT), com 66.179 interações (99 posts).

Narrativas por estado

Paraná
Críticas ou ataques a oponentes
• Polarização
Gleisi Hoffmann concentra os ataques em Flávio Bolsonaro e na família Bolsonaro. As publicações associam o grupo a “crimes, mentiras e impunidade”, questionam novamente a relação de Flávio com Daniel Vorcaro e apresentam o retorno da família Bolsonaro ao poder como algo que não deve ocorrer. Deltan Dallagnol, por sua vez, direciona parte de seus ataques a Lula e ao PT ao afirmar que sua campanha estaria sendo impedida por decisões judiciais tomadas a pedido do grupo político de Gleisi e Lula.
Críticas ou ataques a instituições
• Judicialização
A atuação do Tribunal Superior Eleitoral e de ministros do Judiciário ocupa grande parte da comunicação de Deltan Dallagnol. O candidato questiona decisões que suspenderam sua campanha, afirma que sua voz estaria sendo “calada” e critica o julgamento de seu caso por ministros que considera impedidos ou suspeitos. Também utiliza o voto de Nunes Marques, então presidente do TSE, para sustentar que haveria fundamento jurídico para a continuidade de sua campanha. Dallagnol amplia as críticas ao Judiciário ao questionar a atuação de Alexandre de Moraes, inclusive sobre o uso de aeronave da FAB, e ao relacionar ministros e integrantes do sistema de Justiça a Daniel Vorcaro. Em uma das publicações, questiona a relação entre Vorcaro e um escritório associado ao instituto fundado por Gilmar Mendes; em outra, aborda mensagens envolvendo Benedito Gonçalves, relator do processo que resultou na cassação de seu mandato. O candidato também recupera sua atuação na Lava Jato ao reproduzir sua participação no Programa do Jô em 2016, apresentando aquele momento como parte da trajetória de combate à corrupção e como referência a um período em que, segundo sua publicação, a Lava Jato representava a esperança de um país sem impunidade.
Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis)
• Lula
Gleisi Hoffmann mantém sua candidatura diretamente vinculada à figura de Lula. Publicações sobre o “Brasil antes e depois de Lula”, seu legado e a necessidade de não “voltar atrás” apresentam a eleição para o Senado como parte da continuidade do projeto político do presidente. A frase de Lula, “A democracia brasileira pertence aos brasileiros”, em discurso na ONU também é incorporada à comunicação da candidata. O conteúdo que apresenta a disputa como “civilização ou barbárie” coloca a eleição estadual dentro da polarização política nacional contrastando imagens de políticas habitacionais de Lula e imagens de covas abertas durante a pandemia no governo de Jair Bolsonaro.
Questões controversas e polêmicas
• Vorcaro
O caso Daniel Vorcaro/Banco Master constitui o principal eixo de controvérsia do período. Deltan Dallagnol explora diferentes informações relacionadas ao banqueiro, incluindo os R$ 33 milhões pagos pelo Banco Master a um escritório associado ao instituto fundado por Gilmar Mendes, a fotografia de Paulo Gonet com Vorcaro e mensagens envolvendo Benedito Gonçalves. Em todos esses casos, o candidato apresenta perguntas sobre possíveis relações entre Vorcaro e integrantes de instituições públicas. Gleisi Hoffmann também utiliza o caso em ataques a Flávio Bolsonaro, questionando a relação entre o candidato à Presidência e o chamado “Bolsa Master”.
Políticas públicas
• Bolsa Família
Temas sociais, políticos e econômicos
• Democracia
Gleisi Hoffmann associa a eleição a temas como democracia, justiça, paz, reconciliação e continuidade política. As publicações sobre o legado de Lula e a necessidade de não retroceder são acompanhadas por mensagens sobre democracia e participação política.

Santa Catarina
Críticas ou ataques a oponentes
• Confronto eleitoral
Décio Lima direciona ataques principalmente a Flávio Bolsonaro, ao divulgar a tentativa, segundo sua publicação, de impedir a distribuição de medicamentos para emagrecimento pelo SUS. Também associa a família Bolsonaro a episódios envolvendo antigos aliados e assessores, como no conteúdo sobre o ex-deputado que teria apresentado projeto para retirar o título de padroeira do Brasil. Carlos Bolsonaro, por sua vez, concentra ataques em adversários e grupos políticos associados à esquerda ao contrapor a situação de Jair Bolsonaro à de outras pessoas investigadas ou beneficiadas por decisões judiciais. O conteúdo apresenta Bolsonaro como “preso político” e questiona os critérios utilizados pela Justiça. Décio também utiliza a campanha eleitoral e a presença de Lula em Santa Catarina para estabelecer uma contraposição entre os projetos políticos em disputa, como na publicação que afirma haver candidatos que “dão armas” e outros que “dão livros” aos filhos.
Críticas ou ataques a instituições
• STF
Caroline De Toni concentra parte significativa de sua comunicação nas críticas ao STF. Afirma que ministros ultrapassariam seus limites constitucionais, relativizariam leis e atropelariam o devido processo. Em outra publicação, apresenta a composição futura do Supremo como uma questão que poderia ser influenciada pelo eleitor por meio da escolha dos candidatos. Esperidião Amin, em debate entre candidatos, defende o impeachment de Alexandre de Moraes.
Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis)
• Flávio Bolsonaro
A comunicação de Carlos Bolsonaro apresenta forte articulação entre a disputa pelo Senado em Santa Catarina e a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. O candidato divulga sua chegada ao estado e declara apoio à eleição de Flávio já no primeiro turno. Em outra publicação, afirma que o objetivo é “resgatar” a democracia ao lado do irmão. Em Joinville, Carlos reúne Flávio, Jorginho Mello, Caroline De Toni e outros candidatos em uma ação coletiva do grupo político. Décio Lima, em sentido oposto, vincula sua campanha à candidatura de Lula. A presença do presidente em Florianópolis é utilizada para mobilizar o eleitorado e apresentar o grupo formado por Lula, Gelson Merisio, Décio Lima e Afrânio Tadeu Boppré. A publicação de Lula sobre soberania nacional também é incorporada à comunicação de Décio fazendo uma distinção entre a bandeira nacional e a bandeira do partido PT.
Políticas públicas
• Saúde
Décio Lima critica a atuação de Flávio Bolsonaro em relação à distribuição de medicamentos para emagrecimento pelo SUS. A publicação afirma que o senador teria recorrido à Justiça para impedir a distribuição do medicamento, utilizando o episódio como argumento político sobre o acesso a tratamentos pelo sistema público de saúde.
Temas sociais, políticos e econômicos
• Economia
Décio Lima enfatiza desenvolvimento econômico por meio de discurso de Lula sobre a indústria nacional ao destacar o uso de um chapéu produzido em Jaraguá do Sul. Em outro conteúdo, também reproduz a fala de Lula a empresários sobre responsabilidade social, aumento da renda dos trabalhadores, ampliação da classe média e dinamização do consumo. Afrânio Tadeu Boppré também utiliza a valorização da indústria nacional e do trabalho local ao divulgar o mesmo vídeo de Lula sobre o chapéu produzido em Jaraguá do Sul

Rio Grande do Sul
Críticas ou ataques a oponentes
• Confronto eleitoral
Em vídeo recorte do debate entre candidatos, Marcel van Hattem direciona ataques a Manuela D’Ávila a partir das diferenças entre os candidatos em relação à redução da maioridade penal, à castração química e à saída temporária de presos. Também questiona a postura da candidata durante o debate e afirma que ela teria evitado responder às suas provocações. O episódio envolve ainda acusações recíprocas relacionadas a financiamento de campanhas e uma acusação de misoginia dirigida ao suplente de Manuela. Paulo Pimenta concentra parte de sua comunicação em ataques à família Bolsonaro, especialmente a Flávio Bolsonaro, associando-o às investigações sobre o financiamento de um filme relacionado a Jair Bolsonaro. Também critica um deputado do PL ligado politicamente a Flávio Bolsonaro, acusando-o de ter tentado impedir reajustes para beneficiários do Bolsa Família. Manuela D’Ávila direciona críticas a candidatos do campo bolsonarista. Em uma publicação, questiona a posição de Sanderson sobre a atuação de Hamilton Mourão durante as enchentes no Rio Grande do Sul e relaciona o episódio ao debate sobre emergência climática. O conteúdo também menciona posições atribuídas a Flávio Bolsonaro e Marcel van Hattem sobre o tema.
Críticas ou ataques a instituições
• Justiça Eleitoral
Marcel van Hattem critica decisões e atuações relacionadas ao Tribunal Superior Eleitoral. Em uma publicação, acusa Flávio Dino de ter “fechado” o TSE para definir o que poderia ser dito durante as eleições e classifica a decisão como uma restrição à liberdade de expressão. Em outro conteúdo, questiona a atuação de Alexandre de Moraes, relacionando o ministro ao uso de uma aeronave de Daniel Vorcaro. Também aparecem críticas à atuação de instituições no caso da CPMI do INSS. Marcel afirma que a comissão foi encerrada antes que pudesse obter informações sobre os voos de uma aeronave ligada a Vorcaro e questiona a participação de Moraes na decisão sobre o encerramento dos trabalhos.
Nacionalização de temas (interseção com os presidenciáveis)
• Lula e Bolsonaro
Paulo Pimenta associa diretamente sua candidatura ao projeto político de Lula. Convoca os eleitores a elegerem senadores alinhados ao presidente e defende a formação de uma maioria no Congresso. Também repercute o discurso de Lula na ONU e uma reunião do presidente com empresários brasileiros.
Internacional
• Berlim
Manuela D’Ávila dedica uma publicação extensa às eleições em Berlim, destacando o resultado do Die Linke e sua campanha centrada em questões como preço dos aluguéis, crise habitacional e poder das empresas imobiliárias. O resultado é utilizado como referência para discutir a disputa entre esquerda e extrema direita em diferentes países e para estabelecer uma relação com a eleição brasileira. Também aparece, de maneira pontual, a referência à atuação de Lula na ONU. Já Pimenta repercute uma publicação do PT Brasil sobre interferência dos EUA nas eleições brasileiras.
Questões controversas e polêmicas
• Banco Master
O caso envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master é um dos principais focos de controvérsia do período. Paulo Pimenta explora informações sobre repasses para o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro e apresenta questionamentos sobre a relação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro. O candidato também publica conteúdos sobre mensagens que indicariam preocupação de Vorcaro com um jantar com Jair e Flávio Bolsonaro. Manuela D’Ávila também repercute o caso ao divulgar um programa sobre as relações entre Vorcaro, o Banco Master, a Igreja Batista da Lagoinha e deputados, afirmando que o conteúdo estaria sendo retirado das redes.
Temas sociais, políticos e econômicos
• Direitos sociais
Manuela D’Ávila aborda pautas relacionadas ao trabalho e às condições de vida dos trabalhadores ao denunciar intimidações e ameaças que, segundo sua publicação, seriam utilizadas para dificultar a mobilização em torno de questões como o fim da escala 6x1. A candidata também relaciona a emergência climática às necessidades do Rio Grande do Sul e à atuação dos futuros representantes do estado no Senado. Paulo Pimenta, por sua vez, mobiliza a defesa de políticas sociais ao criticar parlamentares que, segundo suas publicações, atuaram contra reajustes para beneficiários do Bolsa Família.
Governo-Estadual

Engajamento e Desempenho Digitais
Tabela 1 • Comparativo entre estados - Governo Estadual
| Estado | Candidaturas monitoradas | Publicações | Interações totais |
|---|---|---|---|
| PR | 8 | 609 | 1.963.976 |
| SC | 8 | 184 | 1.386.424 |
| RS | 6 | 341 | 773.821 |
| Total | 22 | 1.134 | 4.124.221 |
Foram monitorados 22 perfis de candidaturas aos governos estaduais, com 1.134 publicações e 4.124.221 interações. O Paraná respondeu por 47,6% das interações do cargo, com 1.963.976 interações em 609 registros. Santa Catarina teve 1.386.424 interações em apenas 184 publicações, mantendo a maior média de interação por publicação, aproximadamente 7,5 mil. O Rio Grande do Sul somou 773.821 interações em 341 publicações.
Tabela 2 • Desempenho das candidaturas - Governo Estadual
| Estado | Candidatura | Publicações | Interações | Macrotema | Publicações com maior desempenho |
|---|---|---|---|---|---|
| PR | Sergio Moro (PL) | 148 | 1.075.167 | Críticas ou ataques a instituições | https://www.instagram.com/p/Ddgi_z5xOfw |
| SC | Jorginho Mello (PL) | 21 | 610.302 | Críticas ou ataques a oponentes | https://www.instagram.com/p/Ddg6oFBuatb |
| SC | Gelson Merisio (PSB) | 53 | 495.343 | Outro | https://www.instagram.com/p/DdegCfUOkyN |
| PR | Sandro Alex (PSD) | 267 | 417.038 | Outro | https://www.instagram.com/p/DdwDKgAKUlO |
| PR | REQUIÃO FILHO (PDT) | 54 | 415.608 | Outro | https://www.instagram.com/p/Ddc1ySJtBqO |
| RS | Juliana Brizola (PDT) | 93 | 342.897 | Outro | https://www.instagram.com/p/DdgouSQTsMF |
| RS | Gabriel Souza (MDB) | 110 | 242.177 | Outro | https://www.instagram.com/p/DduUQ_DJePo |
| SC | JOÃO RODRIGUES (PSD) | 31 | 182.583 | Críticas ou ataques a oponentes | https://www.instagram.com/p/DdwyCL7v24t |
| RS | Tenente Coronel Zucco (PL) | 51 | 155.897 | Críticas ou ataques a instituições | https://www.instagram.com/p/DdVDyW9uxgV |
| SC | Marcelo Brigadeiro (MISSÃO) | 24 | 85.084 | Críticas ou ataques a oponentes | https://www.instagram.com/p/DdzrNILuKHV |
| PR | Luiz França (MISSÃO) | 55 | 47.195 | Outro | https://www.instagram.com/p/DddAiRcBSWX |
| RS | MARCELO MARANATA (PSDB) | 36 | 26.748 | Outro | https://www.instagram.com/p/DdedDQIunC8 |
| SC | Laís Chaud (UP) | 31 | 9.099 | Temas sociais, políticos e econômicos | https://www.instagram.com/p/DdwxApTml5X |
| PR | Tayná Miessa (UP) | 15 | 5.406 | Temas sociais, políticos e econômicos | https://www.instagram.com/p/DdcgPCDh4sD |
| RS | Priscila Voigt (UP) | 32 | 4.103 | Temas sociais, políticos e econômicos | https://www.instagram.com/p/DdkUWsblEGQ |
| SC | Ralf Zimmer (PRD) | 12 | 2.987 | Críticas ou ataques a oponentes | https://www.instagram.com/p/DdWVJHxNxt_ |
| PR | Samuel Mattos (PSTU) | 27 | 2.275 | Políticas públicas | https://www.instagram.com/p/Ddr1ARZBiQ3 |
| RS | Rejane Oliveira (PSTU) | 19 | 1.999 | Temas sociais, políticos e econômicos | https://www.instagram.com/p/DdxGr80T328 |
| PR | Alexandre Salomão (MOBILIZA) | 36 | 746 | Políticas públicas | https://www.instagram.com/p/DdZ-NtDvrGf |
| SC | Professor Marcus Sodré (PSTU) | 10 | 674 | Outro | https://www.instagram.com/p/DdplHphx2Rh |
| PR | Adriano Teixeira (PCO) | 7 | 541 | Outro | https://www.instagram.com/p/Ddxqct1ERFW |
| SC | Bruno Dias (PCO) | 2 | 352 | Outro | https://www.instagram.com/p/DddLIysFMEJ |
Sergio Moro concentrou o maior volume individual no Paraná; em Santa Catarina, Jorginho Mello e Gelson Merisio concentraram a maior parte das interações; e, no Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, Gabriel Souza e Zucco formaram o grupo de maior circulação.

Narrativas por estado

Paraná
Críticas ou ataques a instituições/ nacionalização de temas
• A disputa ao governo do Paraná é fortemente atravessado pelo episódio Deltan Dallagnol
A publicação de maior desempenho de Sergio Moro não trata diretamente de uma proposta estadual, mas é uma manifestação de solidariedade a Deltan contra a decisão do TSE, em que ele descreve como resultado de processos sigilosos e de uma manobra do PT e de aliados de Lula. Esse movimento aproxima a candidatura ao governo do estado de uma narrativa institucional e nacional, ao mesmo tempo em que Moro apresenta uma chapa mais ampla com Deltan e Filipe Barros ao Senado e Flávio Bolsonaro à Presidência. Na reta final, o governo estadual passa a ser comunicado como parte de uma 'Fortaleza Paraná', na qual diferentes cargos compartilham uma mesma identidade política.
Temas sociais, políticos e econômicos / Políticas públicas
• Um lado, Sandro Alex, pela continuidade administrativa e o outro, Requião Filho, por novas propostas
De um lado, Sandro Alex organiza sua campanha por continuidade administrativa. Apresentando o apoio de Ratinho Junior e de figuras ligadas ao atual grupo de governo é usado como mecanismo de transferência de legitimidade, e a expressão 'continuidade' aparece ligada a uma narrativa de trabalho, obras e avanço do Paraná. A campanha também investe em pesquisas, carreatas, presença territorial e comunicação sintética produzida com IA declarada. De outro lado, Requião Filho apresenta uma comunicação mais programática e tenta abrir espaço entre os polos de nacionalização e continuidade. O canditado traz juventude, saúde e apostas como problemas concretos de governo, na campanha ele fala em apoio aos jovens, regionalização do atendimento de saúde e proibição das bets por seus efeitos sobre endividamento e saúde pública.

Santa Catarina
Políticas públicas
• Da continuidade aos ataques: Jorginho Melo x Marcelo Brigadeiro
Jorginho Mello continuou usando a posição de governador para apresentar entregas e capacidade de gestão. Entre as publicações de maior desempenho estão a previsão de liberação da Serra do Corvo Branco, a defesa de obras nas BRs e a reassunção do governo durante a busca por um helicóptero desaparecido. Enquanto, o candidato Macelo Brigadeiro buscou se diferenciar pela agenda de segurança pública e por linguagem de forte punitivismo. O candidato trouxe sobre um homicídio em Balneário Camboriú, utilizando como evidência da necessidade de endurecer a resposta estatal, acompanhado de uma promessa explícita de 'acabar' com criminosos e atacando a atual gestão.
Nacionalização de temas / críticas ou ataques a oponentes e instituições
• Lorem ipsum dolor sit amet
Gelson Merisio usa a presença de Lula em Santa Catarina tentando converter em demonstração de força da coligação e em tentativa de ressignificar a identidade política do estado. Merisio acusa Jorginho de manipular falas de Lula, associa a gestão a problemas na educação e procura apresentar a oposição como uma alternativa que preserva valores catarinenses sem aderir à identidade da extrema direita. Já João Rodrigues adota uma estratégia de confronto mais personalizada, seu conteúdo de maior desempenho responde diretamente a Jorginho Mello por utilizar na televisão um episódio familiar e recupera uma narrativa anterior de perseguição pelo STF. Com isso, João tentou transformar o ataque do adversário em prova de resistência e tenta inverter o enquadramento ao utiluzar a controvérsia que seria para fragilizar ele e apresentando como evidência de que ele já enfrentou instituições e adversários poderosos.

Rio Grande do Sul
Debates e políticas públicas
• A disputa no Rio Grande do Sul permanece mais regionalizada do que nos demais estados do Sul
No Rio Grande do Sul, a nacionalização dos temas não é foco nesta reta final. Por exemplo, Gabriel Souza focou em defender a necessidade dos debates entre os candidatos. Enquanto Juliana Brizola combina forte apelo identitário com uma agenda programática relativamente ampla, passando por educação, saúde, combate ao feminicídio e reorganização das contas públicas. A estratégia da candidata é unir identidade regional, competência técnica e políticas sociais.
Críticas ou ataques a instituições
• Zucco mantém uma ponte da disputa estadual com uma agenda nacional
Zucco também explora a questão da tradição gaúcha, mas buscou compor uma identidade mais relacionada com o conservadorismo nacional e regionalismo. Buscando manter uma relação com uma agenda institucional mais nacional. Sua publicação de maior desempenho reage ao STF e apresenta o enfrentamento institucional como parte do 'bom combate' pelo Rio Grande e pelo Brasil.
Notas metodológicas
Os dados apresentados neste relatório foram obtidos por meio de um dashboard próprio de monitoramento do Instagram, desenvolvido pelo Instituto Democracia em Xeque para acompanhar a atividade de perfis pré-selecionados de pré-candidatos(as) ao Senado Federal e aos governos estaduais de todas as unidades da Federação. Embora o sistema contemple uma base nacional, esta edição concentra a análise em 13 estados e cinco regiões do país: Pará, Ceará, Pernambuco, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Expediente
Hubs Regionais nº 07
03 de outubro de 2026

Como citar este documento: HUBS REGIONAIS 2026. Hubs Regionais nº 05. Brasil: Rede Hubs Regionais 2026. Coordenação: Instituto Democracia em Xeque e PUC-Rio; parceria: CID/UFBA, Observa/UFABC, Midiaticus/UFMT e NUPESAL/UFRGS, 2026.
Equipe central do projeto
Grupos de pesquisa parceiros

João Senna
Franciele Gabriela Wenzel
(CID/UFBA)
Cláudio Penteado
Maria Eduarda Carita
Lucas da Silva
(Observatório de Conflitos na Internet/UFABC)
Jennifer de Morais
Patrícia Rocha
(NUPESAL/UFRGS)
Arthur Ituassu
Caroline Pecoraro
Luiz Léo
Lorrana Melo
(NuTeC/PUC-Rio)
Bruno Araújo
Thiago Crepaldi
(Midiáticus/UFMT)
PIBICS e assistentes
Helena Curvello
Yasmin Bruzzi
Mariana Rodrigues
Pedro Guedes
Marcelle Macedo
Matheus Fagundes


















































































































































































