SEMANAL DX (14.04.2026)

Narrativas políticas e integridade democrática

Este relatório realiza uma análise das narrativas políticas semanais em ambientes digitais e seus impactos para a integridade democrática no Brasil.

Síntese dos principais eventos, métricas e dinâmicas relevantes do debate político digital nas redes sociais no Brasil na semana.

O debate nas redes esta semana esteve concentrado em temas econômicos, influenciado pela Guerra do Irã e pela alta dos combustíveis que foram mobilizados por ambos pólos antagônicos e pela imprensa. A esquerda abordou as ações anunciadas pelo governo para conter a alta dos combustíveis e a inflação, enquanto a direita apostou em uma narrativa que busca associar a crise externa com o aumento do custo de vida no Brasil, responsabilizando o governo federal pelo alto nível de endividamento da população e mencionando os “altos impostos”.

Entre os perfis de esquerda, houve maior engajamento na promoção da agenda positiva pró-governo Lula, com menções ao fim da escala 6×1 e à soberania sobre terras raras, utilizando comparação com o governo de Jair Bolsonaro, e ataques à trajetória e à conduta de Flávio Bolsonaro, com associações a milícias, rachadinhas, envio de informações aos EUA e por ter divulgado um vídeo em que pessoas estão catando comida no lixo como se fosse atual, mas que foi gravado durante a gestão de seu pai.

A direita abordou temascom alto engajamento, direcionados a atacar o governo Lula, tais como:  narrativas de corrupção – atrelando-o ao Galípolo e Moraes no caso Master; críticas a um suposto “assistencialismo para comprar votos” para a reeleição; economia, custo de vida e endividamento da população.

A indicação de Jorge Messias ao STF registrou mais críticas (extrema-direita) do que manifestações de apoio nas redes (esquerda).

O caso do Banco Master continua gerando alto engajamento e disputas de narrativas: enquanto a direita/extrema-direita intensificou seus esforços para vincular o governo Lula ao Ministro Alexandre de Moraes e a Vorcaro, a esquerda manteve a narrativa de que o governo Lula foi o responsável, através da ação do Banco Central, por liquidar o banco. Além disso, tem criticado os canais de mídia por praticarem “antijornalismo” e desinformação ao tentar associar o governo federal ao escândalo do Banco Master.

No final de semana, as pesquisas de intenção de votos tiveram grande engajamento em ambos os campos políticos e na imprensa, especialmente em razão do cenário de empate técnico nos dois turnos entre Lula e Flávio Bolsonaro – segundo pesquisa Datafolha e Meio/Idea.

Presidenciáveis: entre os presidenciáveis, Flávio Bolsonaro obteve seu maior alcance com a trend “Será”, obtendo mais de 13 milhões de visualizações em um Reel publicado em collab com Romeu Zema. O presidente Lula obteve seu maior alcance em publicação sobre as Bets, quando tratou o caso de vício como saúde pública, alcançando mais de 6 milhões de visualizações.

124.509 interações 667.967 engajamentos

Eixos de vocabulários mais utilizados por atores políticos

Foram coletadas por meio do Data Lake do Instituto Democracia em Xeque 122.386 publicações que somam 135.672.178 interações, compondo a base empírica desta análise. A partir desse conjunto, os vocabulários mais recorrentes foram processados com base na ocorrência de termos nos conteúdos [2]Clusterização hierárquica descendente com método Reinert., o que permitiu identificar padrões discursivos e organizar os dados em eixos de discussão. Esse procedimento resultou na delimitação de cinco eixos narrativos, que estruturam o debate e expressam diferentes formas de enquadramento do tema.

O debate digital se organizou em cinco eixos, com concentração no preço dos combustíveis e cenário internacional, responsável por mais da metade dos posts e interações clusterizadas. Esse eixo apresentou presença mais elevada de perfis da direita, com participação de atores da esquerda e repercussão da imprensa em torno de guerra, petróleo, Irã, Trump e diesel, articulando instabilidade externa e custo de vida interno. Em seguida aparecem menções aos cabeças de rede da direita, estruturado por atores desse campo político e direcionado à projeção de lideranças, ampliação de visibilidade eleitoral e ataques ao governo atual.

O eixo agenda social e mobilização pública teve predominância da esquerda e reuniu temas ligados à saúde, educação, compromisso público e identificação com pautas coletivas, com foco na comunicação de ações da gestão em curso. O debate sobre Tramitação no Legislativo da CPMI do INSS, Dosimetria e Escala 6×1 registrou circulação mais equilibrada entre direita, imprensa e esquerda, reunindo as decisões sobre a CPMI do INSS, a proposta da votação sobre o veto de Lula ao PL da dosimetria e o anúncio do envio de um projeto de lei para acabar com a escala 6×1. Já a interpretação das pesquisas eleitorais e intenções de voto apresentou composição distribuída, com debate orientado pela interpretação de desempenho eleitoral.

A distribuição diária desses clusters aponta que a discussão sobre o preço dos combustíveis e cenário internacional foi o mais mobilizado em todos os dias, seguido pela Agenda social e mobilização política. As citações aos cabeças de rede do campo da direita foram uniformes durante a semana, enquanto o Congresso Nacional esteve em foco nos dias 9/4 e 10/4, e as pesquisas eleitorais e intenções de voto foram mais movimentadas nos dias 11/4 e 12/4.

A distribuição de eixos por categoria indica predominância da direita, responsável por 46% do total de posts, seguida pela esquerda com 39% e pela imprensa com 15%. Essa configuração decorre do eixo preço dos combustíveis e cenário internacional, que concentra o maior volume e mantém maioria de perfis da direita, o que aponta o esforço da categoria para politizar o tema. O eixo cabeças de rede da direita reforça essa dinâmica.

A agenda social e mobilização pública aparece como espaço de maior densidade da esquerda, indicando organização desse campo na comunicação de pautas vinculadas à gestão e a temas coletivos. A tramitação no Legislativo da CPMI do INSS, a dosimetria e a escala 6×1 apresenta distribuição mais equilibrada entre os campos, o que sugere um espaço maior de disputas. As pesquisas eleitorais e intenções de voto circularam mais no campo da direita e da imprensa, repercutindo o desempenho de Flávio Bolsonaro.

Nos perfis de esquerda, muitas publicações ressaltam as conquistas e promovem a agenda do governo federal. Entre os temas, foram mencionadas a lei sancionada para regulamentar a profissão de doula, a proposta de fim da escala 6×1 e iniciativas do governo para manter a soberania e vantagem brasileira sobre as terras raras. Parlamentares do PT, como Helder Salomão, Humberto Costa e Padre João, contrastaram as políticas de sucesso do governo Lula com um possível retrocesso que seria um governo de Flávio Bolsonaro, motivando a reeleição do atual presidente como uma “conquista do tetra”. Ainda no dia 7 de abril diversos perfis, como PT e Orlando Silva, relembraram os oito anos da prisão de Lula para celebrar sua jornada de luta pelo Brasil.  

A atuação do presidente Lula para conter a alta dos combustíveis causada pelo conflito entre EUA e Irã foi destaque nos temas relevantes da esquerda. Diversas publicações compartilharam que o governo federal anunciou um pacote de medidas para mitigar os impactos da crise internacional, com ênfase na criação de subsídios ao diesel (importado e nacional), apoio ao gás de cozinha e isenções fiscais sobre combustíveis como biodiesel e querosene de aviação. Foram mencionadas iniciativas complementares, como linhas de crédito para o setor aéreo e reforço na fiscalização contra preços abusivos. Parte das postagens buscaram reforçar a narrativa do governo como agente ativo na proteção do consumidor e no controle da inflação, enquanto outras destacaram entraves à efetividade das medidas, classificando como uma resistência à atuação de distribuidoras e a decisões estruturais de governos anteriores, como privatizações no setor energético.

Diversas publicações acusaram Flávio Bolsonaro de ter relações com o crime organizado e expuseram ações de má conduta, sendo o tema puxado por perfis ligados ao PT, como de Lindbergh Farias, PT na Câmara e Guilherme Boulos. O primeiro foco está na associação de Flávio com o miliciano Adriano da Nóbrega e o “escritório do crime”, milícias e organizações criminosas. Circularam comentários sobre o esquema de rachadinhas e as acusações de lavagem de dinheiro contra o ex-senador. Igualmente, repercutiu o envio de relatório brasileiro de inteligência a autoridades dos EUA por Flávio, resultando em denúncia à PGR, críticas por traição à pátria e o retratando como inimigo do Brasil. Ademais, foi denunciado um empréstimo realizado por Flávio no BRB para comprar uma mansão como indício de seu envolvimento com o caso do Banco Master. Por fim, surgiram críticas ao senador por utilizar um vídeo de pessoas catando comida no lixo e associá-lo ao governo Lula, sendo que as imagens são, na verdade, da época da gestão de seu pai, segundo a apuração de uma agência de fact checking.

Diversas publicações criticaram a tentativa de associação do presidente Lula ao caso Banco Master. Nesse sentido, conteúdos apontaram a atuação de veículos de imprensa, em especial no portal Metrópoles, acusando-o de direcionar o escândalo ao presidente enquanto teria recebido recursos do próprio banqueiro envolvido. Na mesma linha, repercutiram críticas a abordagens midiáticas consideradas tendenciosas, como a exibição de um slide em um telejornal que insinuava proximidade entre Lula e Vorcaro, classificado pelo presidente como “antijornalismo”. Postagens destacaram que Lula teria orientado as investigações com base na autonomia institucional, enfatizando a condução do caso sem proteção ou perseguição, além de reforçar a independência do Banco Central e o rigor técnico na apuração. Foram compartilhadas declarações do próprio presidente que atribuiu a origem do problema a gestões anteriores. Além disso, perfis de figuras políticas, como Lindbergh Farias, Alencar Santana e Liana Cirne, associaram o caso a atores e estruturas ligadas à oposição e à direita, mencionando conexões com o bolsonarismo, operações financeiras envolvendo bancos públicos e a atuação de aliados políticos. Essas postagens sugerem uma disputa de narrativas na qual haveria uma tentativa de deslocar a responsabilidade para o atual governo enquanto os vínculos históricos e políticos do caso estariam mais relacionados a adversários de Lula. 

Em menor destaque, a indicação do Jorge Messias à vaga de ministro do STF circulou dentro do segmento de esquerda. A ministra Gleisi Hoffmann criticou um editorial do Estadão, acusando-o de atacar injustamente Jorge Messias e de omitir sua trajetória jurídica, destacando sua formação, experiência no serviço público e reconhecimento na carreira, além de afirmar que as críticas refletem preconceito do jornal contra Lula. A Revista Fórum compartilhou movimentos relacionados à indicação de Jorge Messias ao STF: por um lado, informou que o processo avançou no Senado após liberação de Davi Alcolumbre, com expectativa de ambiente favorável para a sabatina na CCJ; por outro, destacou que o ministro Gilmar Mendes defendeu a indicação e criticou as reações negativas, classificando-as como “vazias e apressadas”. Já o portal Pensar Piauí divulgou que o senador Ciro Nogueira declarou apoio à indicação de Messias, destacando sua qualificação e vínculos com o Piauí, e afirmando que apesar de preferências políticas distintas a escolha feita por Lula deve ser respeitada.

As investigações sobre os escândalos do Banco Master continuaram tendo centralidade no segmento de direita. Nesta semana, o foco esteve nas alegações sobre supostos envolvimentos de Lula e Alexandre de Moraes. O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, afirmou estar sendo perseguido pelo governo Lula por ter pedido o indiciamento e prisão do filho do presidente e acusou Lula de tentar interferir na delação premiada. O segmento rebateu as acusações de Lula de que as fraudes do Banco Master seriam provenientes do governo Bolsonaro, através da declaração de Gabriel Galípolo de que não há indícios de envolvimento do ex-presidente do BC, Roberto Campos. Diversas publicações acusaram Moraes e sua esposa de envolvimento com o Master e o BRB. Tais publicações, de modo geral, relacionam o ministro do STF a Lula, tendo como destaques a fala do presidente para Moraes não permitir que o caso “jogue fora sua biografia” e alegações de que Lula teria se afastado de Moraes para preservar sua imagem.

O segmento explorou temas econômicos em suas publicações, com foco em retratar um suposto mau desempenho do governo Lula e apresentar Flávio Bolsonaro como alternativa de solução. Assim, foram apontados maus resultados do governo, com recordes de endividamento das famílias e da dívida pública do país, além da ineficácia do programa de renegociação em resolver a alta inadimplência dos brasileiros. Houve menções ao aumento de gastos e impostos e seu reforço no ano eleitoral com o “pacote de bondades” do governo, retratado como estratégia de aumento do assistencialismo buscando a reeleição. Em contraste, foram mencionadas propostas de Flávio para cortar impostos e rever a reforma tributária e o apoio de Paulo Guedes à sua candidatura para promover uma agenda liberal.

Publicações sobre o crescimento de Flávio Bolsonaro em pesquisas eleitorais alcançaram grande engajamento na rede. Além do cenário de liderança ou empate técnico nas pesquisas do Instituto Veritá, do Meio/Ideia e da Datafolha, teve destaque o avanço no Nordeste, região historicamente liderada por Lula. O perfil do PL esteve muito ativo na divulgação deste tipo de conteúdo, apresentando Flávio como uma continuidade do governo Bolsonaro. Já perfis menores difundiram que haveria possibilidade de desistência da candidatura de Lula frente a este cenário.

O vídeo de Nikolas Ferreira pressionando Davi Alcolumbre para prosseguir com a votação sobre o veto de Lula ao PL da dosimetria repercutiu entre páginas de direita como Conexão Política, com foco no resultado de convocação da sessão pelo presidente do Senado. As publicações afirmaram que a pressão popular e de Nikolas foram responsáveis pelo andamento da pauta. Repercutiu o sorteio de André Mendonça como relator do mandado de segurança para obrigar o Congresso a agendar a sessão. Já Carlos Bolsonaro abordou a anistia através da necessidade de liberdade aos “presos políticos” do 8 de janeiro, com centralidade em Jair Bolsonaro, para o que considera como a “volta da normalidade democrática”.

Páginas de mídia e notícias alinhadas à direita, como Jovem Pan e Pleno News, especularam sobre a possibilidade de uma aliança entre Romeu Zema e Flávio Bolsonaro, após um convite em tom de brincadeira para que Flávio fosse seu vice, sendo considerado um cenário inverso. Outras publicações lançaram a trend “será?” sobre a possibilidade, recebida por alguns perfis de forma positiva.

Apesar do menor destaque, as críticas à indicação de Jorge Messias ao STF por Lula continuaram circulando no segmento. Além de comentários como de que Messias não apoiaria uma agenda evangélica, o foco foi uma campanha de pressão aos senadores contra a indicação, promovida por figuras como Zé Trovão, Bruno Zambelli e Kim Kataguiri.

Os perfis do Partido Liberal, no Instagram e YouTube, utilizaram amplamente material produzido com inteligência artificial (IA). Todas as publicações apresentam em seu texto a identificação de “Imagem produzida com auxílio de IA”, contudo apenas algumas (1, 2) contêm esse aviso diretamente na imagem ou vídeo. Desta forma, o material sem identificação direta pode ser reproduzido posteriormente, em outras redes e por outros usuários, sem essa identificação.

Análise de narrativas dos presidenciáveis e parlamentares segundo campo ideológico e com maior relevância no Instagram ao longo da semana.

As métrica desta seção são relativas ao dia do fechamento do relatório (14/04 às 07h)

O reel de maior alcance publicado pelo perfil do presidente Lula no Instagram, com mais de 6,1 milhões de visualizações, teve como tema a questão das bets. Lula sinalizou ser favorável ao fim dos jogos de aposta, afirmando que o vício deve ser tratado como uma questão de saúde pública. 

Em seguida, a publicação em collab com Bruno Gagliasso, Janja e o ministro Alexandre Padilha, que retratou o momento em que o presidente recebeu atores do filme Por um Fio no Palácio da Alvorada, obteve 5,7 milhões de visualizações. O filme aborda a história do médico Drauzio Varella e da criação do SUS. No texto que acompanhou a publicação, Lula ressaltou: “o Brasil é o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes que oferece acesso universal e gratuito aos serviços de saúde por meio do SUS, com atendimento integral e sem custos para toda a população”.

O terceiro reel de maior alcance, com 1,1 milhão de visualizações, trata do fim da escala 6×1. O presidente afirma que enviará um Projeto de Lei nesta semana para o Congresso Nacional.

Flávio Bolsonaro obteve mais de 13 milhões de visualizações em collab com Romeu Zema, em que os políticos reproduzem a trend ‘Será’. O ex-governador de Minas Gerais, em tom jocoso, diz que fez um convite para Flávio Bolsonaro ser seu vice. 

No segundo reel de maior alcance, com 8,3 milhões de visualizações, o senador aparece em vídeo com o cantor Zezé di Camargo, que envia recado a Jair Bolsonaro. 

O terceiro reel com maior número de visualizações publicado por Flávio Bolsonaro, com 4,3 milhões de visualizações, resgata vídeo de Lula que já havia circulado nas últimas semanas, descontextualizando uma de suas falas sobre políticos que roubam.

Ronaldo Caiado publicou reel que somou mais de 1,4 milhões de visualizações falando sobre a última pesquisa Datafolha, destacando que haveria empate técnico entre ele e Lula em um provável segundo turno.

O segundo e terceiro reel com maior número de visualizações trazem vídeos de sua pré-campanha, sempre mobilizando o slogan “devolver o Brasil aos brasileiros”. 

Monitoramento da cobertura dos principais veículos de imprensa, mídias alternativas (reframe) e influenciadores por campo ideológico.

O portal Metrópoles compartilhou um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro no qual ele acusa o governo Lula pelo alto índice de endividamento da população brasileira e ilustra com um vídeo em que moradores de Fortaleza tentam pegar comida no lixo como se fosse atual e não de 2001, dentro do período da presidência de seu pai, Jair. O portal destacou que se tratava de um conteúdo desinformativo.

Diversos portais de notícias tiveram alto engajamento em notícias que publicaram os resultados das últimas pesquisas de intenção de votos para as eleições presidenciais. A CNN Brasil deu destaque para os resultados da intenção de votos no 2º turno: Flávio 46% x 45% Lula no Datafolha e Flávio 45,8% x 45,5% Lula na Meio/Idea. A GloboNews destacou as intenções de votos no 1º turno da Datafolha: Lula 39%, Flávio 35%, Caiado 5% e Zema 4%. A avaliação de Lula (29% de positiva e 40% de negativa) no Datafolha foi destaque. Por fim, o empate técnico de Lula nos cenários de 2º turno contra Flávio, Caiado e Zema teve ampla repercussão.

Teve destaque uma reportagem da Folha que afirmava que o apoio de um pastor de uma Assembleia de Deus a Ronaldo Caiado mostrou que Flávio Bolsonaro teria um vínculo frágil com lideranças evangélicas, de acordo com Juliano Spyer, especialista no tema. Na mesma temática, o ICL Notícias repercutiu o processo aberto pelo Movimento Brasil Laico contra Flávio Bolsonaro por propaganda eleitoral antecipada em visita a uma igreja evangélica.

Teve repercussão a declaração de Flávio em Porto Alegre na qual afirmou que, se eleito presidente, subirá a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai, Jair, que só poderia ser anistiado por ele após a posse.

O Metrópoles teve repercussão no Facebook com a resposta de Sidônio Palmeira sobre a possibilidade de Lula não concorrer à reeleição, caso Flávio Bolsonaro apareça à sua frente acima da margem de erro.O pedido de Flávio de dados de usuários de perfis que o atacam para a plataforma X gerou repercussão no UOL News.

O caso do Banco Master repercutiu de forma ampla e multifacetada na imprensa, sendo abordado tanto de forma informativa quanto opinativa. O Jornal Nacional destacou o depoimento do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, à CPI do Crime Organizado, no qual ele explicou as medidas tomadas em relação ao Master, incluindo a negativa da compra pelo BRB e a posterior liquidação da instituição. Ele comentou sobre reuniões com Lula e Daniel Vorcaro, além de possíveis contratos com o ministro Alexandre de Moraes, negando ter discutido o caso com integrantes do STF e afirmando que tratou apenas de sanções internacionais relacionadas à Lei Magnitsky. 

Já a CNN relatou que Lula afirmou ter sugerido a Moraes que se declarasse impedido de julgar o caso envolvendo o Master, devido à atuação de sua esposa na defesa da instituição ligada a Vorcaro. Para o presidente, a situação, apesar de legal, poderia gerar questionamentos políticos e afetar a reputação do ministro. Conteúdos opinativos e editoriais destacaram que o caso do Banco Master ganhou forte dimensão política e institucional, envolvendo o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, especialmente após a sugestão de impedimento e debate sobre a atuação de sua esposa no caso. As análises indicam que o episódio intensificou questionamentos públicos sobre a conduta do STF, os limites entre os Poderes e a transparência das instituições, além de inserir o tema no contexto eleitoral. Apareceram críticas mais amplas ao governo e ao PT, associando o caso a disputas políticas e uma suposta tentativa de influenciar instituições como o Banco Central.

A BBC Brasil e a CNN Brasil repercutiram uma declaração do presidente Lula, durante discurso em Sorocaba, onde ele afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, está “ameaçando todo mundo” e que o Brasil não deseja conflitos, defendendo a paz diante cenário internacional tenso. 

O anúncio do governo federal sobre a criação de um pacote de medidas para conter os impactos da guerra dos EUA e Israel contra o Irã nos preços dos combustíveis ganhou destaque. Mídias regionais repercutiram a decisão, ressaltando que a medida prevê subsídios para diesel e gás de cozinha, redução de impostos e apoio ao setor aéreo (link 1; link 2; link 3).

Já a Uol compartilhou uma análise do colunista José Fucs, onde ele pontuou que o presidente Lula está perdido na tentativa de conter a alta dos preços dos combustíveis, e que as medidas apresentadas refletem uma visão intervencionista na economia. Na mesma linha, o colunista Alvaro Gribel pontuou em análise compartilhada pelo Estadão que o governo não tem um plano estruturado, e que as medidas apresentadas não são suficientes.

A indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do STF ganhou destaque na imprensa. Postagens compartilharam uma declaração do ministro Gilmar Mendes defendendo a indicação de Messias, ressaltando que ele possui qualificações e experiências para exercer o cargo com responsabilidade e equilíbrio, além de rebater as críticas da imprensa, às denominando como vazias e razas. 

O apoio do ministro André Mendonça à indicação de Jorge Messias para o STF ganhou destaque, com postagens repercutindo sua declaração de que espera vê-lo “em breve” na Corte.Além disso, repercutiu a informação de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encaminhou à CCJ a indicação de Messias e que o senador Weverton Rocha foi designado para ser o relator da indicação, com previsão da leitura do parecer no dia 15 e a sabatina no dia 29 de abril.

O debate sobre o fim da escala 6×1 teve um menor destaque dentro da imprensa, mas se sobressaiu por acompanhar os embates entre o governo federal e a Câmara dos deputados. Hugo Motta afirmou que o governo teria recuado do envio do projeto para regime de urgência, priorizando a tramitação por PEC, o que gerou reação de aliados do Planalto negando o recuo. Lula declarou que enviaria ao congresso um projeto próprio, prevendo a mudança de 6×1 para 5×2, sem redução salarial e defendida pela Secretaria-Geral da Presidência. Já Motta declarou que manteria o cronograma da PEC que trata do fim da escala 6×1, mesmo após o presidente anunciar o envio do projeto próprio ao Congresso. Posteriormente, foi articulada uma reunião entre Lula e Motta para alinhar o tema e destravar a tramitação.

Em meio ao cenário do embate, o jornalista Lauro Jardim apontou que o debate sobre o fim da escala 6×1 melhora significativamente a imagem de Lula nas redes, mas ressalta que temas como o caso Master e Lulinha com o INSS reduzem a percepção positiva do presidente.

Os dados apresentados neste relatório foram coletados por meio do Data Lake do Instituto Democracia em Xeque, que realiza acompanhamento contínuo do debate público digital em plataformas como Facebook, Instagram, X, YouTube e TikTok. Para o período analisado, foram identificados 122.386 posts, que somam 135.672.178 interações, considerando métricas como curtidas, comentários, compartilhamentos e visualizações.

A partir desse conjunto, foi conduzido um processamento textual com base nos vocabulários mais recorrentes nos conteúdos coletados. Essa etapa permitiu identificar padrões de coocorrência entre termos, resultando na delimitação de eixos narrativos que organizam o debate em torno de temas e enquadramentos específicos.

Do total de posts analisados, 10.258 foram classificados nesses eixos narrativos, concentrando 118.078.655 interações. A diferença entre o volume total e o subconjunto clusterizado decorre da aplicação de critérios de consistência semântica, que priorizam conteúdos com densidade temática suficiente para compor agrupamentos interpretáveis.

A seção de presidenciáveis foi construída a partir do monitoramento de conteúdos em formato Reels no Instagram. A base de dados foi extraída em 14/04/26 às 07h, e reúne os conteúdos com maior volume de interações publicados por presidenciáveis e parlamentares com projeção nacional, organizados por campo ideológico.

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