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desinformante | Crise do metanol ganha força com desinformação, apontam estudos
Escrito em 10 de outubro de 2025

por Glenda Dantas | 09 de outubro de 2025

Enquanto autoridades correm para conter os efeitos da contaminação por metanol em bebidas adulteradas, a crise se tornou combustível para disputas políticas e narrativas falsas nas redes.

De acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde em 8 de outubro, o Brasil registrou 259 notificações de intoxicação por metanol associadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Vinte e quatro casos foram confirmados, outros 235 seguem em investigação e 145 suspeitas foram descartadas. São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul são os únicos estados com confirmações até o momento, sendo 20 em São Paulo, três no Paraná e um no Rio Grande do Sul. Entre os óbitos, cinco foram confirmados em São Paulo e outros 11 permanecem sob análise em diferentes estados.

A crise teve início em São Paulo e rapidamente se espalhou pelo noticiário e pelas redes sociais. Em poucos dias, o tema saiu dos grupos de mensagens para o centro do debate público, impulsionado por medo, incerteza e desinformação. Circulam nas redes vídeos e montagens com alegações falsas, como a de que lotes da Coca-Cola estariam contaminados com metanol ou de que beber leite ajudaria a combater a intoxicação, além de um deepfake simulando o Jornal Nacional anunciando dezenas de mortes.

Levantamento do Instituto Democracia em Xeque mostra que, entre 30 de setembro e 2 de outubro, o episódio foi rapidamente capturado pela polarização política. Perfis de direita passaram a atribuir o surto à suposta omissão do governo Lula, enquanto setores de esquerda responsabilizaram o governador Tarcísio de Freitas, cobrando transparência e ações de fiscalização.

Leia o texto completo no site do desinformante.

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