
Autoras: Ana Regina Rêgo (Conselheira do DX, professora e Vice-Coordenadora do PPGCOM, UFPI), Ana Carla Epitácio Mazzeto (Doutoranda no Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação, UFF), Claudia Pereira Galhardi (Cientista, Universidad de Salamanca) e Nina da Hora (Diretora Executiva Instituto da Hora, Pesquisadora Recod.Ai Unicamp)
A desinformação climática no Brasil revela-se, entre outros fatores, pela propagação da ideia de que há uma antítese entre preservação e desenvolvimento, o que alimenta questionamentos sobre a real existência e gravidade das mudanças climáticas, banaliza riscos de eventos extremos e transforma fatos científicos em tema de debate político ideológico.
A crise climática é um dos maiores desafios civilizacionais do século XXI. Suas manifestações são múltiplas e desiguais, afetando de modo intenso as regiões periféricas do capitalismo global, como o Brasil, que concentra riquezas naturais de valor inestimável, mas historicamente submetidas a dinâmicas predatórias. O país ocupa uma posição estratégica na mitigação das mudanças climáticas, mas esse potencial de liderança contrasta com uma trajetória marcada por retrocessos ambientais, desmonte institucional, conflitos fundiários e aceleração do desmatamento. A realização da COP 30 em Belém funcionou como um evento catalizador de possíveis soluções para a crise do clima, mas também de proliferação de desinformação.
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