
Por César Felício | 7 de novembro de 2025
Crise de segurança e ativismo da oposição diminuem capacidade de governo pautar o debate
Até a divulgação, no dia 3, de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficaria hospedado em um barco equivalente a um hotel de diária alta, a COP30 – mais importante encontro internacional que o Brasil sedia no atual governo – ainda não havia se tornado um debate galvanizador nas redes sociais, o que diz mais sobre o alcance da discussão no mundo virtual do que sobre a conferência global em si.
Foi somente depois da abertura da brecha para que a polarização nacional entrasse que a COP30 “virou assunto”. De acordo com o monitoramento da empresa Torabit, as referências sobre a cúpula de autoridades em Belém nas redes sociais passaram de 1.643 em 2 de novembro para 5.062 no dia 3, 6.957 no dia 4 e 8.434 no dia 5. O levantamento inclui X, Instagram, Facebook, Threads e Bluesky
Outra medição, feita pelo Instituto Democracia em Xeque (DX), que trabalha com grupos de controle integrados por 1,2 mil usuários, atesta o que ocorreu: até a notícia do barco, influenciadores da direita estavam fora dessa discussão. No contingente do que chamam de “grupo conservador” as postagens por dia eram equivalentes a menos da metade das publicações da esquerda, ou “grupo progressista” no feriado de Finados. No dia seguinte, superavam-na por boa margem.
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