
A Justiça e a sociedade só têm a ganhar com a volta da discussão a respeito de questões éticas
O Instituto Democracia em Xeque fez um levantamento nas redes sociais para medir o nível das mensagens que procuram deslegitimar o Judiciário, particularmente com ataques ao Supremo Tribunal Federal e ao Tribunal Superior Eleitoral e seus ministros. O trabalho analisou o teor de milhares de postagens de 2022 a outubro deste ano que falam de censura, concentração de poder e supostos ataques às liberdades dos brasileiros — temas que frequentemente são usados para criticar e desqualificar, quase sempre de maneira leviana, a atuação e o comportamento dos magistrados. Há, porém, exceções que acabam alimentando algumas teorias. Na terça-feira 16, a Polícia Federal prendeu o desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, acusado de vazar informações sobre uma investigação sigilosa a um deputado estadual do Rio de Janeiro. O juiz e o político eram amigos. Uma troca de mensagens entre os dois foi usada para mostrar o nível da relação: “Irmão querido, boa tarde! Você consegue quatro ingressos para o jogo do Flamengo x Ceará?”, perguntou o magistrado. “Nem que eu arrebente o portão, darei um jeito”, prometeu o parlamentar, que também foi preso.
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