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Veja | Pesquisa exclusiva mostra batalha nas redes entre governo e oposição ainda mais acirrada
Escrito em 25 de outubro de 2025

Por Ricardo Chapola | 24 de outubro de 2025

Levantamento aponta que Lula melhorou a sua posição na disputa. Segundo adversários, às custas de investimentos milionários e uso de robôs

Jair Bolsonaro quebrou um paradigma na política brasileira ao vencer a eleição presidencial de 2018 por um partido nanico, com um tempo exíguo na propaganda de TV e poucos recursos públicos à disposição de sua campanha. O capitão se beneficiou do estrago causado pela Operação Lava-Jato nos partidos tradicionais e conquistou o eleitorado com uma intensa atuação nas redes sociais, nas quais era celebrado como “mito”. Desde então, os bolsonaristas dão uma surra na esquerda no universo digital. Desde então, Lula e seus principais auxiliares consideram prioridade reorganizar a esquerda para o debate na seara virtual, o que ganhou impulso com o trabalho de dois marqueteiros, Sidônio Palmeira, nomeado ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, e Otávio Antunes, que presta serviço ao PT. Neste ano, empresas independentes até detectaram algumas vitórias dos governistas sobre os oposicionistas nas redes. Nada, no entanto, que tenha equilibrado o jogo. Em termos de competitividade, Lula ainda tem um longo caminho a percorrer, mas já estruturou minimamente sua base para uma tentativa de reação — e avançou sobre um território que lhe era completamente hostil.

Ataques, xingamentos, mentiras e provocações à parte, o peso das redes sociais nas eleições é inegável. Para Letícia Capone, professora da PUC-Rio e diretora do Instituto Democracia em Xeque, as ferramentas digitais ganharam relevância nas campanhas porque amplificaram o alcance das mensagens, mas ainda não determinam sozinhas o resultado da votação. Prova disso é a vitória de Lula sobre Bolsonaro em 2022. Ou a derrota do agora ministro Guilherme Boulos (PSOL), um sucesso nas redes, para Ricardo Nunes (MDB) na disputa pela prefeitura de São Paulo em 2024. “Está em jogo uma interseção de fatores, como a conjuntura econômica, as alianças e os índices de rejeição, mas é inegável reconhecer que as redes sociais possuem um potencial considerável de ter um impacto significativo na disputa eleitoral”, afirma a professora. Ela lembra que fatias expressivas do eleitorado se informam cada vez mais por meio das plataformas.

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