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Combustíveis: preços e desinformação marcam debates nas redes sociais, aponta pesquisa

Combustíveis: preços e desinformação marcam debates nas redes sociais, aponta pesquisa

Por Ludmila Pizarro, Wanessa Celina | 30/03/2026

A guerra no Irã, que entra em sua quinta semana nesta segunda-feira, 30 de março, tem dominado os debates nas redes sociais brasileiras, conforme aponta monitoramento do Instituto Democracia em Xeque realizado entre 19 e 25 de março. A maior preocupação identificada entre os usuários é a alta do preço dos combustíveis decorrente da crise do petróleo, com 63% das postagens focadas nos valores cobrados nas bombas dos postos de gasolina. Esse cenário reflete a instabilidade no mercado internacional, com o petróleo brent ultrapassando os 115 dólares o barril após o início do conflito pelo governo norte-americano de Donald Trump e o fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã, por onde escoa 20% da produção mundial.

A análise indica que, embora tenha havido uma desaceleração no engajamento após os dias 19 e 20 de março — quando a expectativa de uma greve dos caminhoneiros atingiu o pico —, o tema permanece latente devido ao impacto direto no custo de vida. Além da preocupação econômica, o monitoramento identificou o crescimento de desinformação e distorções de falas políticas. Sobre essa estratégia, a diretora de Projetos do Instituto Democracia em Xeque e professora de gestão pública da FipeEES, Ana Julia Bernardi, explica que “Há uma estratégia recorrente de descontextualização de falas políticas para gerar indignação e reforçar narrativas negativas sobre o governo, especialmente em temas sensíveis como o custo de vida”. Exemplos disso foram os ataques ao presidente Lula por meio de uma fala sobre saúde tirada de contexto e boatos sobre desabastecimento de diesel por supostos desvios de navios da Petrobras.

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