HIGHLIGHTS
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Pauta da oposição
O debate sobre as investigações contra Lulinha foi majoritariamente de direita, com 68% dos posts, contra 14% da esquerda e 17% da imprensa, e teve nos perfis de oposição os seus maiores amplificadores.
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Uso eleitoral no topo
O maior eixo do recorte, com 31% dos posts, foi a leitura eleitoral do caso, com a oposição ligando as investigações à disputa de 2026 e à articulação da chapa de Flávio Bolsonaro.
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Disputa no Supremo
A manobra em torno da relatoria dos inquéritos foi o segundo maior eixo, com 22% dos posts e 82% de audiência de direita, ao acusar uma tentativa de retirar o caso do ministro Alexandre de Moraes.
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Esquerda na defesa
O único eixo com presença relevante da esquerda foi o uso eleitoral, com 28% da audiência, onde o campo reagiu ao tratar as investigações como factoide para influenciar o pleito.
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Imprensa no fato
A imprensa concentrou-se na abertura dos inquéritos, com 30% da audiência desse eixo, e nos contratos investigados, com 39%, a cobertura factual das apurações.
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Pico em quatro de agosto
O volume atingiu seu máximo em 4 de agosto, com o eixo do Careca do INSS e Roberta chegando a 274 posts, o maior valor diário do recorte, ao detalhar o conteúdo das acusações.
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Amplificadores de oposição
Entre as contas de maior alcance no período estão perfis de direita como o do deputado Gustavo Gayer, que liderou com 7% do alcance, seguido de páginas e influenciadores de oposição.
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Entre a mão dura e a ironia
A direita ironizou a quantidade de inquéritos abertos contra Lulinha, ironizando o fato de já serem suficientes para pedir “música no Fantástico”. Outros cobravam um pedido de prisão preventiva
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Mendonça contra o sistema
A direita destacou que o ministro do STF estaria isolado, cercado pela PF e pelo ministro Moraes
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Quaest anima direita…
Depois de críticas aos resultados da rodada de julho do instituto de pesquisa, este mês os seguidores de Flávio se entusiasmaram com as oscilações positiva para o senador e negativa para Lula na pesquisa.
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…e conforta a esquerda
Os apoiadores do presidente celebraram os resultados da Quaest, destacando que Lula segue na dianteira e que as denúncias contra Lulinha não teriam gerado impacto nas pesquisas
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Lula versus Jair
Perfis progressistas destacaram a conduta distinta de Lula em relação a Jair Bolsonaro, no qual o atual presidente não estaria obstruindo a atuação da PF nem protegendo o próprio filho, como fizera Bolsonaro.
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Lula versus Flávio
A esquerda também comparou o caso com o episódio do Dark Horse e a ausência de explicações e apresentação de documentos por parte de Flávio até agora.
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PF versus Mendonça
A imprensa deu destaque para o atrito institucional entre o magistrado e a PF na condução das investigações do caso Lulinha.
Nos últimos dias vimos como o STF, a pedido da PF, autorizou a abertura de três inquéritos contra Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente da República. As duas primeiras investigações abertas, de 30 e 31 de julho, ambas sob relatoria do ministro André Mendonça, pedem para apurar se Lulinha teria cometido crime de tráfico de influência na comercialização de cannabis medicinal e em contratos com a Dataprev, respectivamente. Nesta terça, 04 de agosto, foi a vez do ministro Flávio Dino autorizar investigação sobre negócios supostamente ilícitos em áreas do governo federal e vazamentos ilegais de dados sigilosos em investigações.
Algumas personagens envolvidas nas apurações, como lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e o empresário de tecnologia Cléber Ribas, com a suspeita de viagens e pagamentos em troca de acesso ao governo, apareceram no debate digital. O advogado de Lulinha classificou a abertura do segundo inquérito como pesca probatória e factoide para influenciar as eleições, e afirmou que a Polícia Federal não encontrou provas. O Presidente Lula sobre o caso em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, no dia 30 de julho, afirmou que o filho não terá privilégios, não vai se esconder e terá que provar sua inocência perante a Justiça a PF.
Menções por hora (16 a 22 de julho de 2026)

Fonte: Instituto Democracia em Xeque, via Talkwalker.
Entre os dias 28 e 29 de julho, o volume permaneceu baixo, com poucas centenas de citações distribuídas ao longo do dia. A partir de 30 de julho, as menções passam a crescer de forma acelerada desde o fim da manhã, alcançando 6,2 mil citações às 20h. Em 31 de julho a discussão se consolida em um novo patamar, com registros entre 3 mil e quase 7 mil menções por hora e pico de 6,8 mil às 22h. Nos dias seguintes, o tema perde intensidade de forma gradual, embora permaneça com volume elevado, oscilando entre cerca de 2 mil e 5 mil menções por hora até 5 de agosto.
Para dimensionar a repercussão do episódio, os dados foram comparados com outros casos da política nacional monitorados em 2026. A análise considera o volume acumulado nas primeiras 24 horas, nas primeiras 72 horas e nos sete dias posteriores ao início de cada ciclo. Também são observados o pico horário, o tempo até o pico e a distribuição do volume ao longo da semana, fazendo uso dos dados obtidos pela ferramenta de social listening Talkwalker.
Lulinha-T02
| Caso | Data | 24h | 72h | 7 dias | Pico horário | Tempo até o pico |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Tarifaço | 20.626 | 411,20 | 684,99 | 831,64 | 33,60 | 10 |
| Caso Jaques Wagner | 180.626 | 177,14 | 314,19 | 410,27 | 14,01 | 11 |
| Briga Michelle e Flávio | 240.626 | 117,38 | 208,71 | 299,15 | 14,50 | 3 |
| Caso Lulinha | 300.726 | 61,48 | 220,44 | 397,28 | 6,80 | 33 |
Gráfico de barras empilhadas que compara o volume diário de posts por eixo temático. O maior volume do período ocorre em 25 de junho.
Lulinha-G01
Período da análise: 14 a 20 de julho de 2026
Gráfico de barras empilhadas que compara o volume diário de posts por eixo temático. O maior volume do período ocorre em 25 de junho.
A comparação evidencia que o caso Lulinha teve uma dinâmica distinta dos demais. Embora tenha começado com um volume inicial inferior ao observado nos casos Tarifaço e Jaques Wagner, sua trajetória revela crescimento contínuo nos dias seguintes, encerrando a primeira semana em um patamar muito próximo ao caso Jaques Wagner. Esse comportamento sugere que a discussão ganhou força após a divulgação inicial, mantendo capacidade de mobilização por vários dias. Com a abertura do terceiro inquérito, o tema deve seguir adquirindo tração no debate digital.
Lulinha-G02
Gráfico de barras empilhadas que compara o volume diário de posts por eixo temático. O maior volume do período ocorre em 25 de junho.
O gráfico apresenta a distribuição percentual das menções ao longo dos sete primeiros dias de repercussão de cada caso, dividindo o volume em três janelas temporais: primeiras 24 horas, período entre 24 e 72 horas e intervalo entre 72 horas e sete dias. O caso do Tarifaço concentrou 49% de todas as citações no primeiro dia, seguido por Jaques Wagner (43%) e Michelle e Flávio (39%), indicando forte repercussão imediata. O caso Lulinha apresentou comportamento distinto, com apenas 16% das menções nas primeiras 24 horas. A maior parte da conversa ocorreu entre o segundo e o sétimo dia, quando o tema concentrou 40% das citações entre 24 e 72 horas e outros 44% a partir do terceiro dia.
A distribuição temporal evidencia diferenças na dinâmica de circulação dos casos. Tarifaço, Jaques Wagner e Michelle e Flávio tiveram impacto concentrado nas horas iniciais, seguido por perda gradual de intensidade. Lulinha percorreu caminho oposto. A repercussão inicial foi limitada, mas o tema ganhou força nos dias seguintes e manteve crescimento durante quase toda a primeira semana. O fato de 84% das menções terem ocorrido após as primeiras 24 horas indica que a discussão não dependeu apenas do evento que a desencadeou. Novos conteúdos, reações e disputas narrativas alimentaram a circulação do tema, prolongando seu ciclo de atenção e diferenciando sua trajetória dos demais episódios analisados.
O acompanhamento registrou 3.525 posts e 29,1 milhões de alcance no período, distribuídos em seis eixos temáticos. O debate se organizou em torno da leitura política do caso. Os dois maiores eixos, o uso eleitoral e a disputa pela relatoria, tratam do caso como instrumento da disputa de 2026 e da acusação de manobra no Supremo, e somam mais da metade do volume. Os eixos de cobertura factual, a abertura dos inquéritos, o Careca do INSS e Roberta, e os contratos investigados, reúnem o conteúdo das apurações.
Lulinha-T01
| CLUSTER | % DO TOTAL | PERFIL POLÍTICO | DESCRIÇÃO | EXEMPLOS DE TERMOS |
|---|---|---|---|---|
| USO ELEITORAL DO CASO | 31% | direita 62%nesquerda 28%nimprensa 10% | Leitura eleitoral das investigações, com a oposição ligando o caso à disputa de 2026 e à articulação da chapa de Flávio Bolsonaro, e a reação da esquerda ao tratar as apurações como factoide e ressaltando a diferença de trato entre Lula e Bolsonaro na autonomia da PF e na proteção de um filho. | flávio, eleição, candidatura, tereza, cristina, chapa, vice, direita, bolsonaro, vorcaro |
| DISPUTA PELA RELATORIA | 22% | direita 82%nesquerda 11%nimprensa 8% | Disputa em torno da relatoria dos inquéritos, com a acusação de uma tentativa de retirar o caso do ministro André Mendonça e o papel do sorteio na distribuição do processo. | mendonça, moraes, sorteio, tirar, pgr, agu, relatoria, interferência, ministro |
| ABERTURA DOS INQUÉRITOS | 20% | direita 60%nesquerda 10%nimprensa 30% | Cobertura factual da autorização dos inquéritos pela Justiça, com a abertura das investigações contra o filho do presidente, os crimes apurados e a atuação do tribunal. | silva, fábio, luís, inquérito, tribunal, autorizou, dino, tráfico, influência, polícia |
| CARECA DO INSS E ROBERTA | 14% | direita 78%nesquerda 4%nimprensa 19% | O conteúdo das acusações, com o lobista Antonio Camilo Antunes, o Careca do INSS, e a empresária Roberta Luchsinger, o gabinete e os pagamentos e empréstimos ligados ao esquema. | roberta, luchsinger, careca, antunes, lobista, gabinete, empréstimo, pagamentos, inss |
| REPERCUSSÃO POLÍTICA | 7% | direita 68%nesquerda 11%nimprensa 21% | Comentário sobre o cenário e os desdobramentos, o impacto na Câmara e a leitura de bastidores sobre o efeito das investigações. | política, debate, cenário, bastidores, desdobramentos, deputados, câmara, análise |
| CONTRATOS INVESTIGADOS | 6% | direita 58%nesquerda 3%nimprensa 39% | O núcleo factual das apurações, com os contratos da Dataprev, a comercialização de cannabis medicinal, as negociações com o Ministério da Saúde e o objeto das investigações. | dataprev, cannabis, medicinal, comercialização, contratos, negociações, apuração, saúde |
Gráfico de barras empilhadas que compara o volume diário de posts por eixo temático. O maior volume do período ocorre em 25 de junho.
A distribuição por campo mostra predominância acentuada da direita, com 68% dos posts, presente em todos os seis eixos. A esquerda teve sua maior presença no uso eleitoral, com 28% da audiência do eixo, onde reagiu às investigações. A imprensa concentrou-se na cobertura factual, com participação maior na abertura dos inquéritos e nos contratos investigados. O uso eleitoral do caso foi o maior eixo, com 1.092 dos 3.525 posts, seguido da disputa pela relatoria, com 792. Os dois eixos de leitura política somam mais da metade do volume, e mostram que a repercussão das investigações contra Lulinha se organizou menos em torno do conteúdo das apurações e mais em torno do seu uso na disputa de 2026 e da acusação de manobra no Supremo.
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Gráfico de barras empilhadas que compara o volume diário de posts por eixo temático. O maior volume do período ocorre em 25 de junho.
O volume disparou a partir de 30 de julho, dia da autorização do primeiro inquérito, e sustentou-se alto até 4 de agosto. No pico, em 4 de agosto, o eixo do Careca do INSS e Roberta chegou a 274 posts, o maior valor diário do recorte, quando o conteúdo das acusações ganhou o centro do debate. Antes de 30 de julho, o volume era baixo e concentrado no uso eleitoral, ligado à articulação da chapa de oposição.
Lulinha-G04
Gráfico de barras empilhadas que compara o volume diário de posts por eixo temático. O maior volume do período ocorre em 25 de junho.
A direita predominou em todos os dias do recorte, sem exceção, e sustentou patamares acima de 65% na maior parte do período. A esquerda teve presença pontual, com seu melhor dia em 25 de julho, com 48%, antes do pico de volume. A imprensa ganhou espaço nos dias de maior cobertura factual, com destaque para 4 de agosto, quando os detalhes das acusações vieram a público.
Lulinha-G05
Gráfico de barras empilhadas que compara o volume diário de posts por eixo temático. O maior volume do período ocorre em 25 de junho.
Dentro de cada campo, a esquerda concentrou 60% de seus posts no uso eleitoral, o eixo em que reagiu ao caso, e teve presença marginal nos demais. A imprensa concentrou 34% na abertura dos inquéritos, a cobertura que lhe coube. A direita distribuiu-se entre o uso eleitoral, com 28%, e a disputa pela relatoria, com 27%, ao unir a exploração política à acusação de blindagem no Supremo.
Lulinha-G06
Gráfico de barras empilhadas que compara o volume diário de posts por eixo temático. O maior volume do período ocorre em 25 de junho.
A direita domina todos os seis eixos, de 58% nos contratos investigados a 81% na disputa pela relatoria, o eixo mais escorado. A esquerda só tem presença relevante no uso eleitoral, com 28%, onde reage às investigações. A imprensa aparece na cobertura factual, com 30% na abertura dos inquéritos e 39% nos contratos. O caso foi, em todos os seus ângulos, uma pauta puxada pela oposição.
Mendonça contra o sistema: um ministro cercado por PF e Moraes
A narrativa mais mobilizada apresentou André Mendonça como um ministro isolado, pressionado pela própria cúpula da Polícia Federal e por Alexandre de Moraes para não avançar sobre Lulinha. O deputado Gustavo Gayer classificou a manutenção do ministro no caso “o nosso MILAGRE”, enquanto o canal oiluiz TV descreveu uma tentativa de Moraes de “salvar Lulinha do Mendonça”. O perfil marsiglia_andre foi além, afirmando haver “jogo combinado entre Moraes, PF e PGR” para tirar o caso da relatoria de Mendonça. O canal Direita de Valor noticiou que a própria PF teria acionado a AGU contra o ministro, e que Mendonça chegou a apurar se o diretor da corporação obstruiu a Justiça no caso INSS-Lulinha, leitura reforçada por Sergio Moro, segundo o mesmo canal, em reação pública ao embate.
Áudios, mensagens e a rede de Roberta Luchsinger
Uma segunda linha tratou como iminente a divulgação de provas definitivas contra Lulinha. Gustavo Gayer anunciou que “ÁUDIOS entre LULINHA e Roberta Luchsinger viram TERROR para LULA” e, dias depois, que a PF teria encontrado mensagens de Lulinha sobre como esconder dinheiro da Receita Federal, o que foi replicado por perfis como ivanildoiii e meioindep, que deram como certo que a PF já sabia há meses de conversas de Lulinha sobre um paraíso fiscal. O canal DomB3 resumiu o núcleo mais descritivo do escândalo ao noticiar que “MENDONÇA FAZ OPERAÇÃO CONTRA CARECA DO INSS E LULINHA ENTRA EM APUROS”, enquanto Helio Lopes divulgou reportagem do Jornal Nacional sobre um empréstimo do ex-chefe de gabinete obtido com Roberta Luchsinger.
Lula em queda, Flávio em ascensão: a leitura eleitoral
O caso foi sistematicamente projetado sobre o tabuleiro de 2026. Gustavo Gayer afirmou que a revelação “acaba com a campanha do LULA”, e o canal Te atualizei associou as “derrotas de Lulinha, Lula e Alexandre” à “disparada de Flávio” nas pesquisas. O canal Floriano Investe #3 chegou a divulgar uma suposta “pesquisa secreta” em que Flávio Bolsonaro “destrói” Lula no primeiro turno, enquanto o perfil didiredpill comemorou que “a imprensa já fala em derrota de Lula por causa de Lulinha”.
Prisão preventiva e depoimento: a cobrança por responsabilização
Parlamentares de direita cobraram medidas judiciais mais duras. O canal Bastidores do Poder e o canal Direita de Valor noticiaram que Rosangela Moro e um grupo de 46 deputados já haviam pedido à PGR a prisão preventiva de Lulinha no caso INSS. O senador Carlos Bolsonaro questionou a ausência de medidas mais severas, perguntando por que não houve busca e apreensão, quebra de passaporte ou prisão preventiva contra Lula e o filho, e o perfil joaquimrib1801 sugeriu que Mendonça poderia decretar a prisão preventiva de Lulinha, então na Espanha.
“Já pode pedir música no Fantástico”: a acusação de omissão da imprensa
Um subtema recorrente acusou veículos de referência de minimizar a cobertura do caso. O deputado João Zambelli publicou que um escândalo dessa magnitude não gerou a mesma repercussão que teria contra um adversário do governo, e uma publicação perguntou “CADÊ A IMPRENSA???” diante das acusações contra Lulinha. Com a abertura do terceiro inquérito, a ironia se tornou hashtag informal: o perfil joaquimrib1801 perguntou se Lulinha “já pode pedir música no Fantástico”, enquadramento repetido por theincorrupt_ e Felipe Camozzato em publicações praticamente idênticas.
“Pesca probatória”: a tese jurídica que uniu o campo
O argumento mais mobilizado veio da própria defesa de Lulinha. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas, classificou a atuação de Mendonça como “pesca probatória”, em publicação de Ivan Vieira replicada quase palavra por palavra por ivanvieira_5. O canal Mídia NINJA resumiu a narrativa afirmando que Mendonça investigou sem provas e a manobra beneficiaria a campanha de Flávio, e a Revista Fórum perguntou diretamente: “Pesca probatória? Por que a PF autorizou inquérito contra Lulinha”.
Lulinha e “Tariflávio”: a dupla medida denunciada
A comparação com o processo que também atinge o senador Flávio Bolsonaro foi o eixo mais compartilhado do campo. O perfil lazarorosa25 perguntou se os seguidores “entenderam a diferença” entre as investigações contra Lulinha e “Tariflávio”, e o deputado Lindbergh Farias chamou Flávio Bolsonaro de “cínico” por falar de Lulinha para “tentar esconder os R$ 61 milhões” do caso Vorcaro, publicação repetida em múltiplas plataformas e replicada por perfis como dilmaresiste. O canal Instituto Conhecimento Liberta noticiou ainda que Flávio Bolsonaro ficou sem apoio do Republicanos e do Podemos, enquadrando o desgaste como recíproco entre os dois campos.
“Não vou proteger Lulinha”: a transparência institucional de Lula
A fala do presidente de que não usaria o cargo para blindar o filho foi tratada como prova de compromisso institucional. O canal NEWSTRADERPOLITICA resumiu a declaração com o título “LULA GARANTE: ‘NÃO VOU PROTEGER LULINHA DE NENHUMA INVESTIGAÇÃO DA PF'”, narrativa usada para contrapor a postura de Lula à de outros políticos acusados de proteger familiares.
O caso não abala Lula nas pesquisas eleitorais
Uma vertente mais otimista minimizou o impacto político do escândalo. O canal Portal do José associou pesquisas favoráveis a Lula à conclusão de que “atacar Lulinha nada muda” no cenário eleitoral, enquanto o perfil ricardope sugeriu que o próprio inquérito seria uma reação à divulgação de que Lula havia aberto 14 pontos de vantagem na pesquisa Alfa/TMC. A coluna de Valerio Arcary, no Esquerda Online, ponderou o otimismo ao afirmar que “já ganhou” seria um erro fatal a nove semanas do primeiro turno.
Três inquéritos, uma cronologia: a cobertura factual do caso
Veículos de referência noticiaram cada etapa processual com foco em datas e fundamentação jurídica. O G1 registrou que André Mendonça autorizou o primeiro inquérito contra Lulinha; dias depois, o mesmo veículo noticiou a abertura do segundo inquérito, também por Mendonça. O SBT News e a GloboNews confirmaram que Flávio Dino foi sorteado relator do terceiro inquérito em 3 de agosto, autorizado no dia seguinte.
Roberta Luchsinger sob os holofotes: visitas, repasses e o “Marcola”
O Estadão revelou que a lobista fez mais de 40 visitas não registradas oficialmente a órgãos do governo, informação replicada pelo Blog do Noblat. O G1, em blog assinado por Valdo Cruz, identificou repasse financeiro de Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, ex-chefe de gabinete da Presidência, apuração também feita pelo InfoMoney e, posteriormente, pela Folha de S.Paulo, que confirmou que o ex-chefe de gabinete tomou empréstimo de R$ 249 mil com a amiga de Lulinha.
PF x Mendonça: o atrito institucional que virou notícia
O colunista sampancher noticiou, com base na Folha, que a PF acionou a AGU contra medidas de Mendonça que ampliaram seu controle sobre o caso. A Gazeta do Povo aprofundou o atrito em análises como “Crise entre PF e André Mendonça cresce durante investigação que cita Lulinha”, do O TEMPO News, e “PF muda equipe, aciona AGU e enfrenta Mendonça”, da própria Gazeta.
“Sem privilégios”: a fala de Lula repercute
O Metrópoles resumiu a declaração do presidente sob o título “SEM PRIVILÉGIOS”: Lula afirmou que não usará o cargo para proteger o filho, e o G1 registrou a mesma fala destacando que Lulinha “responderá como filho de qualquer pessoa”. A Gazeta do Povo deu ainda mais espaço à entrevista concedida por Lula a um podcast, na qual o presidente disse que, “se ele errou, ele responde”, ao ser questionado sobre o filho.
O tabuleiro eleitoral: efeitos sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro
Em análise assinada por Valdo Cruz, o G1 avaliou que a nova investigação alimentaria a estratégia de campanha de Flávio Bolsonaro. O jornal O Globo havia antecipado o movimento ainda em julho, noticiando que a campanha de Flávio planejava divulgar áudios entre Lulinha e uma empresária, e voltou ao tema após o segundo inquérito para descrever a ofensiva de campanha em torno das perguntas “pai do Lulinha” e “onde está o filho do presidente?”. O Poder360 registrou, do outro lado, que a própria defesa de Roberta Luchsinger pediu ao STF apuração sobre um possível vazamento de conversas.
NOTA METODOLÓGICA:
A base de observação do Instituto é composta por uma lista de atores ligados ao debate político, entre eles políticos, influenciadores, mídia de referência e mídia partidária. A coleta de conteúdos é realizada a partir de perfis no Facebook e Instagram, canais do YouTube, perfis no X e no TikTok, com no total mais de 16 mil perfis.
Expediente
Repercussão: Lulinha – Relatório Especial DX
05 de agosto de 2026
ESTE RELATÓRIO ESTÁ LICENCIADO SOB A LICENÇA CREATIVE COMMONS CC BY-SA 4.0 BR. Essa licença permite que outros remixem, adaptem e criem obras derivadas sobre a obra original, inclusive para fins comerciais, contanto que atribuam crédito aos autores corretamente, e que utilizem a mesma licença. TEXTO DA LICENÇA: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/legalcode
Como citar este relatório: Chiodi, A; Vasques, B.; Homma, L. .Repercussão: Lulinha. Instituto Democracia em Xeque, 2026. Disponível em: <https://institutodx.org/publicacoes/lulinha>
Equipe do relatório
Alexsander Chiodi, Luana Homma e Beto Vasques
Projeto gráfico e diagramação: Moara Juliana e Júlia Brancaglione Cristofi

