Relatório #16 • SEMANAL DX

Narrativas políticas e integridade democrática

Este relatório realiza uma análise das narrativas políticas semanais em ambientes digitais e seus impactos para a integridade democrática no Brasil.

Síntese dos principais eventos, métricas e dinâmicas relevantes do debate político digital nas redes sociais no Brasil esta semana.

O senador seguiu desgastado pela associação ao Banco Master. O maior eixo da semana reuniu a repercussão do caso Vorcaro, agora atado ao embate com Michelle, e a leitura da atuação do STF como perseguição. A oposição tratou o suposto “cerco judicial e financeiro”. O tema respondeu por 42% das publicações e foi o de menor presença da imprensa, sinal de um debate conduzido pela militância dos dois campos.

Ganhou destaque o debate sobre a carta de Jair, lida por Flávio nas redes, que levou o ministro Moraes a considerá-la descumprimento das medidas cautelares e a proibir as visitas do senador ao pai. O engajamento se concentrou nos dias da carta, no início da semana, e caiu quando a decisão saiu, em 17/07. A direita comparou o caso à prisão de Lula em 2018 para sustentar a tese de perseguição.

A pesquisa de julho do instituto, que mostrou Lula abrindo a maior vantagem do ano na corrida presidencial e indicou que mais brasileiros aprovam a postura de Michelle do que a do enteado, animou o campo progressista. A esquerda usou os números para afirmar que a candidatura de Flávio não decola, e o dia da divulgação, 15/07, foi o de maior atividade do campo na semana. Já a direita aproveitou o debate para criticar a imparcialidade e o rigor do instituto, questionando a lisura dos resultados e fazendo referência à proposta de um selo de acurácia de pesquisas anunciado pelo presidente do TSE.

Voltou ao debate a disputa sobre quem é responsável pelo tarifaço dos EUA. A cobrança da Seção 301 pelo USTR e a carta de Marco Rubio reataram o embate sobre a taxação dos produtos brasileiros, com a direita atribuindo a culpa a Lula e o governismo a Flávio, apelidado de “Tariflávio”. A tensão no Estreito de Ormuz entrou como pano de fundo, e o assunto teve forte presença da imprensa por seu caráter noticioso.

As obras e os programas do governo foram o terreno em que a esquerda predominou. Saúde, educação e renegociação de dívidas sustentaram o único eixo de maioria do campo governista na semana, ao qual se somaram a pauta dos caminhoneiros e a escala 6×1 no Congresso. Foi o assunto ao qual a esquerda dedicou a maior parcela de suas publicações fora da disputa eleitoral direta.

Lula foca em entregas do SUS, educação e resposta ao tarifaço

O presidente obteve maior alcance, na última semana, comunicando políticas públicas e agendas de governo. Seu conteúdo com maior número de visualizações – 1,8 milhão – deu destaque à saúde pública, ao anunciar a oferta do contraceptivo Implanon pelo SUS, com foco na eficácia do método. A educação também foi mobilizada em uma campanha sobre o Fies, em que Lula contrapôs o investimento nos estudos ao gasto com apostas. No campo institucional, o presidente utilizou as redes para rebater as declarações do secretário norte-americano Marco Rubio, com um vídeo do chanceler Mauro Vieira classificando os ataques ao Pix e ao governo brasileiro como ofensivos e sem lastro na realidade.

Flávio Bolsonaro mobiliza pauta criminal, inflação e embate direto com o STF

Seu Reel mais visto, com 9,6 milhões de visualizações, abordou a violência infantil, defendendo a castração química para estupradores e associando Lula à defesa de criminosos. A economia foi explorada por meio da inflação dos alimentos, em vídeo gravado em um supermercado, comparando o custo de vida atual ao do governo de Jair Bolsonaro. Em uma frente de tensionamento institucional, Flávio direcionou ataques ao ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de tirania, de interferência eleitoral e de “enterrar vivo” o ex-presidente com a proibição de contato com os filhos.

Ronaldo Caiado continua a projetar sucesso de gestão em Goiás

O ex-governador buscou nacionalizar o chamado “modelo de Goiás”, apresentando-se como gestor eficiente e pacificador. Em seu vídeo de maior alcance, com 2,2 milhões de visualizações, destacou ter deixado o governo do estado com 88% de aprovação e sem promover retaliações políticas contra seus oponentes. Essa mesma vitrine foi utilizada na área de segurança pública: ao comentar a violência no Rio de Janeiro, Caiado afirmou que já resolveu o problema em seu estado e pode fazer o mesmo pelo Brasil. Posicionando-se como via alternativa, o pré-candidato responsabilizou simultaneamente Lula e Flávio Bolsonaro pela crise tarifária com os EUA, afirmando que a disputa penaliza o setor produtivo nacional.

Renan Santos adota tom linha-dura na segurança, moralidade e rejeição a Lula e Bolsonaro

Em seu vídeo mais assistido, com 3,8 milhões de visualizações, o pré-candidato reagiu a imagens de tortura promovidas por traficantes para defender a morte de criminosos e acusou Lula e Flávio Bolsonaro de se associarem a bandidos. Esse distanciamento em relação aos outros candidatos foi o tema de seu segundo conteúdo principal, no qual definiu seu “maior inimigo” como o eleitor que ainda vota em seus dois principais oponentes, equiparando os danos históricos atribuídos ao PT ao que chamou de traição e falsas esperanças do bolsonarismo. Santos também criticou uma foto da influenciadora Virginia com Vini Jr., conectando a imagem à degradação de valores e aos índices de gravidez na adolescência.

Ameaças à integridade democrática

Temas que apresentaram potencial de deterioração do ambiente informacional, de ampliação da polarização ou de enfraquecimento de princípios democráticos durante a semana.

O pronunciamento oficial de Donald Trump, em 17 de julho, repercutiu na amostra analisada a partir de pontos centrais: as alegações de vulnerabilidade no sistema eleitoral e de interferência externa no pleito dos EUA de 2020, e de fraude eleitoral na Venezuela, supostamente conduzida por Hugo Chávez e descoberta por investigação da CIA. Perfis disseminaram amplamente a suposta fraude nas eleições venezuelanas e alegaram que a próxima fraude a ser divulgada seria a das eleições brasileiras de 2022. Também circulou a desinformação, já checada, de que a empresa citada em relatório da CIA sobre eleições na Venezuela seria a mesma responsável pelas urnas eletrônicas brasileiras. De forma complementar, Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, lançou, em 16 de julho, uma iniciativa global liderada pela Casa Branca orientada ao “combate ao terrorismo de extrema esquerda”.

Diversos perfis influentes de direita, como ANCAPSU, Carlos Jordy e Kim Paim, descredibilizaram as pesquisas eleitorais da Quaest sob o argumento de que o instituto teria “errado” em 10 pontos percentuais o resultado das eleições de 2022, divergiria de outras pesquisas para o pleito de 2026 e seria politicamente alinhado à esquerda. Já o deputado estadual do ES, Capitão Assumção, publicou vídeo afirmando que pesquisas eleitorais são manipuladas e buscam forçar um determinado resultado, favorecendo Lula e prejudicando Flávio Bolsonaro. O debate foi acompanhado de apoio à proposta de selo de acurácia para institutos de pesquisa, anunciada pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que premiaria o “acerto” dos resultados.

Repercutiu a fala de Flávio Bolsonaro no Flow Podcast de que integrantes da Primeira Turma do STF teriam uma articulação para funcionar como bypass do TSE, em uma “tentativa de interferência direta” nas eleições de 2026, reforçada pela aplicação de novas restrições à prisão de Jair Bolsonaro. A direita também compartilhou fala de Eduardo Bolsonaro alegando que, se seu irmão vier a perder as eleições de 2026, se consolidaria uma espécie de “ditadura” no Brasil, capaz de impedir a realização de eleições em 2030.

A partir desta quarta-feira, 22 de julho, entra em vigor o novo tarifaço dos EUA às exportações brasileiras, que deve voltar a movimentar o debate sobre soberania, ingerência norte-americana nas eleições brasileiras e a agenda eleitoral.

O senador petista voltou às manchetes esta semana. Primeiro, nesta segunda-feira, 20 de julho, ao ser proibido de vender um imóvel de mais de R$15 milhões pelo ministro André Mendonça, do STF, no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero. No dia seguinte, com o anúncio de sua intimação pela PF para depor em agosto nas investigações relativas ao caso Master.

O debate público deve aquecer neste fim de semana, com diversas convenções partidárias marcadas. No sábado, 25 de julho, em São Paulo, Flávio Bolsonaro lança sua candidatura, com mistério em torno do nome do vice na chapa e ausência de outros partidos coligados. Também em São Paulo, no domingo, 26 de julho, é a vez de Ronaldo Caiado; e, na segunda-feira, 27 de julho, o ex-governador mineiro Romeu Zema realiza sua convenção em Brasília. Em paralelo, Lula deve discursar na convenção de lançamento da chapa de Fernando Haddad e Márcio França ao governo paulista, no sábado, 25 de julho, em Campinas.

Está prevista para a próxima sexta-feira, 24 de julho, a divulgação da nova rodada da pesquisa presidencial do Datafolha. Publicada na véspera das convenções do fim de semana, a pesquisa tende a agitar o ambiente político-comunicacional.

O presidente argentino confirmou presença na convenção de lançamento do senador Flávio Bolsonaro à Presidência, no dia 25 de julho, em São Paulo. A presença do mandatário do país vizinho, conhecido por suas falas dissonantes, pode gerar manchetes e ocupar o noticiário doméstico e internacional.

Foram coletadas por meio do Data Lake do Instituto Democracia em Xeque 184.458 publicações, somando mais de 187 milhões de interações, compondo a base empírica desta análise. A partir desse conjunto, os vocabulários mais recorrentes foram processados com base na ocorrência de termos nos conteúdos [2]Clusterização hierárquica descendente com método Reinert., o que permitiu identificar padrões discursivos e organizar os dados em eixos de discussão. Esse procedimento resultou na delimitação de cinco eixos narrativos, que estruturam o debate e expressam diferentes narrativas.

O debate desta semana concentrou-se em Política Nacional, que reuniu 42% das publicações e 50% das interações, sustentada pela disputa em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro, com o caso Banco Master voltando ao centro e a atuação do STF sendo lida pela oposição como perseguição. A Prisão de Bolsonaro veio em segundo, com 19% das publicações, puxada pela decisão de Moraes que endureceu as restrições ao ex-presidente após a Carta aos Brasileiros. Política Externa reuniu outros 19%, com o tarifaço e a tensão no Estreito de Ormuz. Gestão e entregas do governo respondeu por 13% e foi o único eixo de maioria da esquerda (60%), ancorado na agenda de obras e saúde do governo. As pesquisas eleitorais somaram 7%, com o levantamento Quaest mostrando Lula na maior vantagem do ano. No perfil político, a extrema-direita repetiu a divisão das semanas anteriores e foi maioria nos eixos de disputa política e institucional, enquanto a esquerda predominou em Gestão e entregas do governo e ficou equilibrada com a direita nas pesquisas eleitorais.

Política Nacional liderou em todos os dias da semana, com maior volume em 15/07 (1.575 posts), data da divulgação da pesquisa Quaest, que mostrou Lula ampliando a vantagem sobre Flávio. A Prisão de Bolsonaro teve o movimento contrário, com seu maior volume nos dias 13 e 14/07 (889 e 1.031 posts), quando Flávio leu a Carta aos Brasileiros, e recuo até 194 posts em 17/07, o dia em que Moraes de fato endureceu as restrições. A leitura da carta rendeu mais publicações que a própria decisão judicial. A Política Externa subiu para 1.309 posts em 16/07, seu maior volume da semana, com o tarifaço e a tensão no Estreito de Ormuz, depois de circular em patamares baixos nos outros dias. Gestão e entregas do governo manteve presença estável e de menor volume ao longo da semana, e as Pesquisas eleitorais alcançaram seu maior número em 15/07 (476 posts), no dia da Quaest.

A leitura por perfil precisa ser cruzada com o volume de cada eixo. A extrema-direita predominou nos quatro eixos de disputa política e institucional, com domínio mais forte em Política Nacional (64%), a maior concentração da semana. A esquerda foi maioria em Gestão e entregas do governo (60%), eixo de vocabulário de obras e programas sociais, e teve leve vantagem nas Pesquisas eleitorais (48%), sustentada pela divulgação dos números favoráveis a Lula. Dois eixos concentraram a maior presença de imprensa da semana, a Prisão de Bolsonaro (21%) e a Política Externa (19%), ambos de forte caráter noticioso, o primeiro pela decisão judicial e o segundo pela cobertura do tarifaço e de Ormuz. A Política Nacional, ao contrário, teve a menor presença de imprensa (8%), por ser o eixo de disputa direta entre os campos.

A extrema-direita manteve a dianteira em todos os dias, mas com uma curva em U ao longo da semana, começando em 61% (13/07), recuou até o piso de 49% em 15/07 e voltou a subir no fim da semana, chegando a 59% em 19/07. O recuo do meio da semana coincide com o dia da pesquisa Quaest, quando a esquerda teve seu melhor desempenho (39% em 15/07), impulsionada pela repercussão da vantagem de Lula. A recuperação da direita no fim da semana acompanha a queda de volume dos eixos em que a esquerda e a imprensa tinham mais espaço, como as “Pesquisas” e a “Prisão de Bolsonaro”. A imprensa manteve-se estável na faixa dos 10% a 17%, com leve queda no encerramento.

Este gráfico mostra em que cada campo concentrou suas publicações. A Política Nacional foi o principal assunto dos três campos, mas com pesos distintos: reuniu 49% das publicações da extrema-direita, contra 38% da esquerda e apenas 24% da imprensa. As diferenças aparecem nos temas seguintes. A extrema-direita destinou parcelas semelhantes à Prisão de Bolsonaro (21%) e à Política Externa (19%), sinal de que a defesa do ex-presidente e a crítica ao tarifaço circularam sobretudo à direita. A esquerda reservou 24% de suas publicações à Gestão e entregas do governo, seu território próprio, quatro vezes mais que a fatia dedicada pela direita ao mesmo tema. A imprensa distribuiu-se de forma mais equilibrada entre os quatro primeiros eixos, com destaque para a Prisão de Bolsonaro (29%, sua maior fatia) e a Política Externa (26%), os dois temas de maior valor noticioso da semana.

ESQUERDA

Após a confirmação da nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, pelo governo dos EUA, houve um movimento do segmento para atribuir a responsabilidade à família Bolsonaro. A deputada Erika Hilton referiu-se à família como “traidores da pátria”, afirmando que colocaram seus interesses políticos acima dos brasileiros e da soberania do país, ressaltando também que a negociação do governo brasileiro resultou em que apenas 20% das exportações sofram com as novas tarifas e defendeu a aplicação da Lei de Reciprocidade. A narrativa de traição da pátria foi reverberada por outros perfis, como do deputado Rogério Correia, que também buscou emplacar a expressão “TARIFLÁVIO”. Perfis alinhados ao governo, como de Gleisi Hoffmann e do Instituto Lula, reforçaram o impacto econômico da nova tarifa na vida da população, atribuíram responsabilidade a Flávio Bolsonaro e ressaltaram a importância da defesa da soberania brasileira. 

As declarações do secretário Marco Rubio, em 16 de julho, foram duramente criticadas, gerando alerta sobre o nível de escalamento das relações entre os países. Repercutiu também a fala do indicado por Trump para ser embaixador no Brasil reiterando a existência de superávit comercial. 

Foi reforçada a defesa do Pix pelo governo brasileiro com a recusa das exigências estadunidenses de taxação sobre transferências por meio do mecanismo, retratadas como tentativa de chantagem dos EUA.  Além disso, houve comentários sobre a resposta da Rumble e do grupo Trump Media ao tribunal da Flórida, argumentando que decisões judiciais brasileiras não produzem efeitos fora do território nacional para solicitar rejeição do pedido da AGU de encerrar a ação contra Moraes. A questão foi ironizada por tratar-se do argumento central apresentado pelo governo brasileiro contra o processo em 2025.  

As novas restrições aplicadas pelo ministro Alexandre de Moraes à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foram discutidas pelo segmento. Além de reproduzir a notícia, diversos perfis compreenderam a decisão como acertada após a divulgação de carta com orientações políticas. Houve apontamentos de que Flávio teria ciência de que representaria um descumprimento das condições da prisão e sua ação seria uma “provocação deliberada” contra o STF. Diversos perfis defenderam o fim da prisão domiciliar e retorno de Jair Bolsonaro para o complexo da Papuda. Foi apontado que o caso de Bolsonaro não pode ser comparado ao de Lula, que sempre respeitou a institucionalidade democrática. Circularam também críticas à atribuição de responsabilidade a Lula pelas novas restrições, apontada por Renan Bolsonaro em vídeo.   

Houve ampla repercussão da foto de Flávio Bolsonaro junto de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o “Sicário” de Daniel Vorcaro. A imagem foi amplamente compartilhada, como uma notícia “bomba”, por perfis como de Erika Hilton e Marcelo Freixo, que questionaram a relação próxima entre os dois. Já Lindbergh Farias exigiu explicações de Flávio sobre o alegado envolvimento. Foi também questionada a versão de Flávio sobre a foto ter sido gerada por inteligência artificial. 

Aproveitando a oportunidade, foram exploradas outras relações de Flávio Bolsonaro apontadas como “duvidosas”. O principal destaque foi um vídeo de Flávio na academia, no qual aparece com o influenciador Renato Cariani, envolvido como réu em investigação sobre tráfico de drogas. Foram também questionadas fotos de Flávio e Eduardo Bolsonaro no Bahrein, pelo fato de o país ser um paraíso fiscal.   

A troca de atritos entre Flávio e Michelle Bolsonaro segue gerando forte repercussão entre a esquerda. Perfis progressistas e mídias de reframe destacaram a participação do senador em um podcast, no qual ele comentou o polêmico vídeo gravado pela ex-primeira-dama. Na ocasião, Flávio afirmou que sempre a respeitou por ser esposa de seu pai, Jair Bolsonaro, mas que, caso contrário, já teria “estancado” a relação. A declaração foi interpretada por esses setores como uma velada ameaça à integridade física de Michelle. (1, 2, 3)

A disputa eleitoral segue com destaque no campo progressista. O vereador Pedro Rousseff relembrou o debate de 2022 entre o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro, resgatando um episódio que viralizou à época, no qual Lula apontou incoerências nas compras de medicamentos para o Exército. Perfis progressistas também repercutiram a pesquisa Quaest, divulgada no dia 15 de julho, na qual o presidente Lula lidera a corrida presidencial com 40% contra 28% de Flávio Bolsonaro. Publicações destacaram a análise do diretor do instituto, apontando que a preferência por Lula está associada aos sinais de melhora na economia. Aliados e apoiadores acrescentaram a recuperação da cobertura vacinal entre as conquistas do governo e avaliaram que o cenário vem deixando o pré-candidato Flávio Bolsonaro receoso.  Teve destaque ainda a declaração do empresário catarinense Gelson Merísio, que declarou apoio à reeleição do presidente após conhecê-lo pessoalmente, elogiando sua postura diante das divergências tarifárias com os EUA.  Por fim, ganhou espaço a fala de Lula no programa Sem Censura sobre a importância de eleger bancadas fortes no Senado e na Câmara. Na mesma linha, a pré-candidata Áurea Carolina reforçou a necessidade de o eleitorado de esquerda votar de forma consciente para ocupar o Congresso Nacional.

DIREITA

Publicações compartilham a decisão de Alexandre de Moraes de restringir as visitas a Jair Bolsonaro e impedir encontros ou manifestações com finalidade político-eleitoral. A medida é enquadrada como uma tentativa de limitar a atuação de Flávio Bolsonaro durante o período eleitoral e de favorecer o presidente Lula, sendo descrita como censura, autoritarismo e interferência direta nas eleições (Nikolas Ferreira; Marcel van Hattem; Julia Zanatta; Direita de Valor; Giovani Cherini; Jeffrey Chiquini; Rogerio Marinho; Lucas Bove). Os posts também exploram a relação familiar entre Flávio e Jair Bolsonaro, apresentando a proibição como um impedimento para que um filho visite o próprio pai e caracterizando a prisão domiciliar do ex-presidente como um “cativeiro” (Eduardo Bolsonaro; Direita de Valor; Gustavo Gayer). Em transmissão ao vivo no YouTube, que teve trechos reforçados por políticos como Gustavo Gayer, Flávio fez ataques ao ministro do STF e ao presidente Lula e buscou transformar a medida judicial em perseguição política. 

Outro enquadramento faz contraponto das restrições impostas a Bolsonaro à circulação de celulares e à aparente liberdade de detentos em presídios brasileiros, sustentando a existência de uma inversão de prioridades, segundo a qual Bolsonaro e seus familiares receberiam um tratamento mais rigoroso do que presos comuns (Karina B. Michelin; Dr. Frederico). As publicações também retomam a ideia de tratamento diferente sobre as prisões de Lula e Bolsonaro, acusando Alexandre de Moraes e o STF de adotarem critérios diferentes nos dois casos (Flávio Bolsonaro; Deltan Dallagnol; Marcel van Hattem).

Nesta semana, seguiu em circulação a narrativa de responsabilização do presidente Lula e do PT pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Os posts repercutem declarações de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, e de outros representantes do governo segundo as quais Lula não teria negociado de boa-fé e teria colocado interesses políticos e pessoais acima da construção de um acordo (Flávio Bolsonaro; Carol De Toni; Tumulto BR; Bibo Nunes; Paula Marisa; Kim Paim; ANCAPSU; Direita de Valor; Partido Liberal). O presidente é acusado de priorizar disputas ideológicas e o próprio interesse político em detrimento da economia nacional, fazendo com que os brasileiros arquem com os prejuízos (Flavio Bolsonaro). Em contraposição à suposta omissão do governo Lula, Flávio Bolsonaro segue sendo apresentado como alguém que viajou aos Estados Unidos para defender os interesses brasileiros e tentar evitar as tarifas. 

Houve repercussão sobre os resultados de diferentes pesquisas eleitorais. Levantamentos atribuídos a um instituto norte-americano ligado a Donald Trump, à Futura/Apex, ao PoderData/Aya e à Nexus/BTG são mobilizados para sustentar o crescimento da candidatura de Flávio e apresentá-lo como o único nome da oposição com chances reais de derrotar o presidente. Os posts interpretam a redução da diferença entre os candidatos como sinal de uma possível virada e como evidência de que a pré-candidatura estaria ganhando força (Gustavo Gayer; Eduardo Bolsonaro; ANCAPSU; Carlos Jordy; Rafael Gloves; Central da Direita; O Jacaré de Tanga). Outro enquadramento busca descredibilizar levantamentos da Pesquisa Quaest que mostram Lula em posição mais favorável. Os resultados são classificados como discrepantes ou manipulados e associados à suposta relação do instituto com a TV Globo e de seu diretor com o campo governista. A comparação com pesquisas de outros institutos é utilizada para sustentar a acusação de que a Quaest e parte da imprensa tentam construir uma vantagem para Lula e responsabilizar Flávio pelo tarifaço (Capitão Assumção; Kim Paim; ANCAPSU).

Postagens abordaram a participação de Flávio Bolsonaro no Flow Podcast. Um dos principais enquadramentos apresenta a entrevista como espaço para o senador denunciar uma suposta perseguição contra Jair Bolsonaro e seus familiares, que teria começado antes mesmo da eleição de 2018 e se intensificado após o lançamento de sua candidatura à Presidência. Na entrevista, Flávio classificou como desumana e desproporcional a decisão de Alexandre de Moraes que o impede de visitar o pai (Gil Diniz; The Incorrupt; Dr. Sandro Gonçalves). Outro eixo de repercussão tratou do distanciamento entre Flávio e Michelle Bolsonaro. As publicações destacam a afirmação do candidato à presidência sobre não manter relação com a ex-primeira-dama. Ao mesmo tempo, Flávio buscou demonstrar respeito por Michelle e pelo pai, afirmando evitar confrontos públicos e mantendo abertas as portas para sua participação na campanha (The Incorrupt; Pleno News; Kim Paim).

As publicações repercutem o lançamento do programa “Brasil por Elas”, apresentado por Flávio Bolsonaro como um conjunto de propostas voltadas ao público feminino (Revista Oeste; Joaquim Ribeiro; Brasil Paralelo; Sergio Camargo; ANCAPSU; Fernanda Salles). Entre as medidas destacadas estão a oferta de internet gratuita, a distribuição de celulares para mulheres de baixa renda, a criação de um aplicativo de serviços, o uso de uma inteligência artificial chamada MarIA e a concessão de vouchers para creches quando não houver vagas na rede pública. O enquadramento central se deu a partir do reforço da ideia de que o candidato tem atenção às demandas das mulheres. Por outro lado, parte da direita enquadrou as propostas como uma estratégia eleitoral de aproximação com o público feminino e questionou seu caráter econômico. O portal O Antagonista denominou uma das medidas de “Bolsa Telefone”. O MBL chamou o candidato de  “Flávio Lula da Silva”, enquanto suas propostas são aproximadas de programas governamentais como “Gás do Povo” e “Luz do Povo”.

A saída de Damares Alves da equipe responsável pela elaboração do plano de governo de Flávio Bolsonaro foi compartilhada por postagens, que apresentaram o episódio como consequência das disputas internas envolvendo a pré-campanha e o conflito entre Michelle e Flávio (Crente News). Damares também é acusada de adotar um discurso “politicamente correto” associado à esquerda, ao PT e à primeira-dama Janja, especialmente após denunciar ataques misóginos e violência política de gênero praticados por integrantes do próprio campo bolsonarista (Direita de Valor). A senadora se pronunciou rejeitando a ideia de rompimento, reafirmando sua identidade bolsonarista e mantendo o apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Damares atribui a repercussão a uma tentativa de enfraquecer e dividir o grupo político e defendeu a preservação da unidade interna. Perfis compartilharam seu posicionamento (Joaquim Ribeiro; BOMBEIROPIRESVAZ).

Houve críticas às declarações de Janja sobre as cobranças dirigidas a seus gastos e viagens internacionais, especialmente à afirmação da primeira-dama de que parte desses ataques seria motivada por “misoginia pura”. Os posts destacam o número de dias passados pela primeira-dama no exterior e questionam os custos e os resultados concretos das agendas e sua atuação institucional. A narrativa acusa Janja de utilizar a misoginia como forma de deslegitimar questionamentos sobre o uso de recursos públicos. Posts também ironizam esse posicionamento, afirmando que a primeira-dama evitaria responder objetivamente às críticas e recorreria à pauta de gênero para blindar sua atuação de questionamentos (Nikolas Ferreira; Direita de ValorKarina B. Michelin; Temotivei now; É o Mundo; Canal Patriota; Bastidores do Poder).

Análise de narrativas dos presidenciáveis e parlamentares segundo campo ideológico e com maior relevância no Instagram ao longo da semana.

A base de dados desta seção foi extraída em 20/07 às 18h.

@lulaoficial 14,7 mi seguidores

Na última semana, Lula obteve seu maior alcance, com 1,8 milhão de visualizações, em Reel sobre o contraceptivo Implanon, que passou a ser oferecido pelo SUS. No vídeo, Lula aparece ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de Janja, da equipe médica e da paciente que recebe o medicamento. Há comentários sobre efeitos colaterais do Implanon que, de acordo com a médica, é o método contraceptivo de melhor eficácia atualmente.

No segundo Reel de maior alcance, com 1,4 milhão de visualizações, o presidente veiculou um vídeo com declarações do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, com comentários sobre as declarações do secretário dos EUA Marco Rubio. O ministro salientou que as alegações das autoridades norte-americanas, sobretudo sobre o Pix, são ofensivas ao povo e ao governo brasileiro e que não teriam lastro na realidade. 

Em terceiro, com 1,3 milhão de visualizações, Lula abre o vídeo com os dizeres: “não precisa fazer aposta em nenhuma bets, é só fazer aposta em você”, reforçando o início das inscrições para o FIES e a importância dos estudos. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, complementa que resultados do Enem desde 2010 serão considerados para o financiamento de universidades particulares.

@flaviobolsonaro 10,8 mi seguidores

O Reel de maior alcance publicado por Flávio Bolsonaro na última semana, com 9,6 milhões de visualizações, abordou casos de estupro e abuso de crianças. O pré-candidato salientou que a cada minuto três crianças menores de 12 anos são violentadas, defendendo a castração química de estupradores e dizendo que o atual presidente da República defende os criminosos. 

No segundo Reel de maior destaque, com 7,8 milhões de visualizações, o senador fez novo vídeo em um Supermercado, comparando preços de alimentos atualmente e durante a gestão de seu pai. O argumento é o de que o custo de vida do brasileiro teria aumentado. 

Em outro Reel, com 3,7 milhões de visualizações, Flávio Bolsonaro criticou Alexandre de Moraes, dizendo que seu pai está sendo enterrado vivo e que o ministro toma decisões a partir de seus devaneios e do receio de que um Bolsonaro assuma a presidência. Ele ainda acusou o magistrado de ser tirano e de tentar interferir nas eleições de 2022, criticando a determinação de que o ex-presidente não pode manter contato com seus filhos.

@ronaldocaiado 2,1 mi seguidores

Ronaldo Caiado obteve seu maior alcance da semana, com 2,2 milhões de visualizações, índices superiores aos obtidos na última semana, em vídeo no qual comenta que foi eleito para governar Goiás, nas últimas eleições, com 52% dos votos no primeiro turno. Enfatiza que deixou a gestão com 88% de aprovação, salientando que os que não votaram nele teriam reconhecido os méritos de seu governo. Diz, ainda, que pacificou o Estado e que não fez retaliação aos seus oponentes políticos. 

No segundo Reel de maior destaque, com 1,7 milhão de visualizações, Caiado abordou a decisão norte-americana sobre a aplicação de tarifas em produtos brasileiros. O pré-candidato disse se tratar de uma penalização direta a quem trabalha e a quem produz no Brasil, responsabilizando Lula e Flávio Bolsonaro pela taxação. 

Em seu terceiro Reel de maior alcance da semana, com 1,2 milhão de visualizações, Caiado reage a vídeo sobre violência no Rio de Janeiro, salientando que já resolveu o problema em Goiás e que pode fazer o mesmo no país.

@renansantosmbl 1,6 mi seguidores

No Reel de maior alcance publicado por Renan Santos na última semana, com 3,8 milhões de visualizações, o pré-candidato reage a vídeo em que uma mulher é chicoteada e torturada por traficantes por se negar a ficar com um deles. Santos defende a morte de criminosos como estes, salientando que não há recuperação possível. Reforça que seus concorrentes ao pleito defendem e se associam a bandidos, citando Lula e Flávio Bolsonaro.  

No outro Reel de maior alcance, com 2,3 milhões de visualizações, Santos é questionado sobre quem seria seu maior inimigo, Lula ou Bolsonaro. O pré-candidato responde que seu maior inimigo é o eleitor que perdeu a esperança e “vota nesses dois idiotas”. Compara o PT e o bolsonarismo dizendo que enquanto o partido de esquerda teria ‘quebrado’ o país nos últimos 30 anos, os bolsonaristas teriam forjado falsas esperanças e, ao chegar ao poder, traíram os eleitores. 

Em terceiro, com 2 milhões de visualizações, Renan Santos critica Virginia por foto em que aparece no colo de Vini Junior. O argumento do pré-candidato é o de que a foto simula sexo. Santos relembra outras fotos e vídeos da influenciadora dizendo que o Brasil enfrenta um problema moral, mencionando os índices de gravidez na adolescência.

Acompanhamento da cobertura dos principais veículos de imprensa, mídias alternativas (reframe) e influenciadores por campo ideológico.

📌 Os temas que geraram mais engajamento no segmento da imprensa foram:
i) a suspensão do direito a visitar de Jair Bolsonaro por Alexandre de Moraes; ii) a repercussão da foto de Flávio Bolsonaro com o “sicário do Vorcaro”; e iii) o novo tarifaço dos EUA contra o Brasil.

O tema com maior engajamento no segmento da imprensa foi a suspensão, emitida por Alexandre de Moraes, das visitas a Jair Bolsonaro por 90 dias em decorrência da leitura de uma carta do ex-presidente preso em domiciliar por Flávio Bolsonaro em uma live (CNN Brasil e Sam Pancher ).

Dentre as repercussões, destaque para o comentário do jurista Wálter Fanganiello Maierovitch, publicado pelo O Povo Online, que defendeu que a decisão de Moraes fora correta, pois a leitura da carta por Flávio seria uma “falcatrua” para contornar a perda de direitos políticos do ex-presidente condenado. Por outro lado, Sam Pancher e Glenn Greenwald tiveram suas mensagens engajadas ao questionar por que Lula em 2018, quando estava preso em Curitiba, pode ter uma carta lida pelo seu então candidato Fernando Haddad (Pancher) e também pode dar entrevista para o jornalista estadunidense (Greenwald).

Duas mensagens com a manifestação de Flávio em vídeo também tiveram grande engajamento. SBT News e Terra Notícias destacaram a acusação do presidenciável contra Moraes de usar o episódio para responsabilizá-lo por uma possível perda do benefício de prisão domiciliar caso seja revogada pelo ministro do STF. Por fim, teve grande engajamento a notícia do pedido da OAB a Moraes para que autorizasse a comunicação reservada de Flávio com Jair (Globo News).

O segundo tema que mais engajou na imprensa foi a publicação, pela jornalista Juliana Dal Piva (ICL Notícias), de uma foto de Flávio Bolsonaro ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “sicário do Vorcaro” (Sam Pancher), que foi preso no final de março e morreu na prisão, supostamente por suicídio.

Flávio não negou a foto, mas tentou diminuir a relevância com o argumento de que receberia muitos pedidos para tirar foto (ICL Notícias, Sam Pancher), justificativa compartilhada por Valdemar da Costa Neto que afirmou que “político tira foto com todo mundo”.

Ao contrário dos segmentos ideológicos, o anúncio do novo “tarifaço” dos EUA contra o Brasil não gerou tanto engajamento em publicações da cobertura da mídia, mas ainda assim foi o terceiro assunto da semana no segmento da imprensa.

As mensagens com maior engajamento tinham enquadramento opinativo sobre a pauta: a do Canal UOL continha um corte com comentário da jornalista Daniela Lima que fez duras críticas à família Bolsonaro e afirmou que a postura do governo dos EUA seria uma tentativa de interferência do país do norte nas eleições presidenciais brasileiras. Por outro lado, a publicação da CNN Brasil tem um comentário da jornalista Thaís Herédia que também vê o tarifaço como uma ação política, mas preferiu focar na suposta resposta do governo Lula, de enfrentamento para tentar acumular capital político e principalmente eleitoral.

Os dados apresentados neste relatório foram coletados por meio do Data Lake do Instituto Democracia em Xeque, que realiza acompanhamento contínuo do debate público digital em plataformas como Facebook, Instagram, X, YouTube e TikTok. 

📌 A clusterização é um procedimento estatístico que organiza o conjunto de publicações coletadas na semana a partir dos termos que compõem os conteúdos.

A clusterização é um procedimento estatístico que organiza o conjunto de publicações coletadas na semana a partir dos termos que compõem os conteúdos. A técnica utilizada é a clusterização hierárquica descendente pelo método Reinert, que agrupa os textos pela ocorrência de palavras, em que termos que tendem a aparecer juntos nas mesmas publicações são reunidos em um mesmo grupo, ou cluster. Cada cluster corresponde a um vocabulário que circulou de forma articulada ao longo da semana, e é a leitura desses vocabulários que permite nomear os eixos de debate. Por se basear nos termos efetivamente mobilizados em cada período, a clusterização é refeita a cada edição.

Os agrupamentos variam de uma semana para outra, de forma que um mesmo tema pode aparecer isolado em uma edição e, em outra, reunido a um conjunto maior de termos relacionados, conforme o que circulou no debate público naquele intervalo. Por isso, os percentuais de perfil político associados a cada eixo descrevem a composição do agrupamento daquela semana específica e não devem ser comparados diretamente entre edições, já que o conjunto de termos que define cada eixo muda a cada coleta.

A diferença entre o volume total e o subconjunto clusterizado decorre da aplicação de critérios de consistência semântica, que priorizam conteúdos com densidade temática suficiente para compor agrupamentos interpretáveis.

A seção de presidenciáveis foi construída a partir do acompanhamento de conteúdos em formato Reels no Instagram. A base de dados foi extraída em 20/07/26 às 18h, e reúne os conteúdos com maior volume de interações publicados por presidenciáveis e parlamentares com projeção nacional, organizados por campo ideológico. A análise não busca representar a totalidade da atuação digital dos atores, mas capturar os conteúdos que alcançaram maior visibilidade e impacto no ecossistema do Instagram ao longo da semana.

Diretores Participantes:

Direção Executiva
Direção de Projetos
Direção de Relações Institucionais
Direção de Tecnologia e Estudos Temáticos
Direção de Pesquisa

Pesquisadores Participantes:

Coordenação de Relatórios
Coordenação de Arte e Comunicação
Analista de mídias sociais
Coordenação de Parcerias
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