#04 Narrativas evangélicas e contexto eleitoral

Este relatório apresenta uma análise das principais narrativas em circulação nas redes sociais sobre as fronteiras entre religião e política, com foco no ecossistema evangélico.

Publicações realizadas entre 06 de julho a 19 de julho de 2026

A declaração da promotora Elayne Rodrigues sobre a menção a Deus em um evento público provocou uma reação massiva no ecossistema evangélico. Lideranças políticas e religiosas enquadraram o episódio como “cristofobia”, intolerância religiosa e evidência de um Estado “laicista” ou anticristão, associando a defesa da laicidade à esquerda e ao comunismo.

O sentimento de perseguição atravessou diferentes temas do período: das críticas da imprensa a Neymar às notificações dirigidas a escolas católicas e à interrupção de cultos por denúncias de som elevado. Esses episódios foram apresentados como partes de uma ofensiva mais ampla contra os cristãos, frequentemente atribuída ao governo Lula, à esquerda, à imprensa e aos órgãos do Estado.

A tramitação do PL 896/2023 continuou mobilizando o campo evangélico. Enquanto lideranças da esquerda religiosa defenderam a proposta e denunciaram tentativas de enfraquecê-la, perfis conservadores intensificaram ataques contra Benedita da Silva, Tábata Amaral, Erika Hilton e Janja. Nesse contexto, Damares Alves apresentou um projeto de Plano Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher, sinalizando uma abordagem alternativa à criminalização da misoginia, que enfrenta resistência entre parlamentares evangélicos de direita.

Conteúdos relacionados à Copa ocuparam posição central entre lideranças políticas, religiosas e influenciadores evangélicos. O futebol abriu espaço para debates sobre racismo, saúde emocional, apostas esportivas, exploração sexual e responsabilidade social dos clubes.

As postagens de maior repercussão da esquerda evangélica somaram mais de 1,79 milhão de interações. Além de defesa da democracia, direitos das mulheres, combate ao racismo e crítica à instrumentalização política da fé, esses perfis investiram em conteúdos sobre futebol, cultura e acontecimentos cotidianos, demonstrando estratégias distintas de aproximação entre linguagem religiosa, temas populares e agenda progressista.

Flávio e Eduardo Bolsonaro lideraram o engajamento total entre atores políticos, enquanto Nikolas Ferreira alcançou a publicação individual de maior repercussão. Nos rankings gerais, porém, influenciadores como Bruno Leonardo, Jonathan Nemer, Rayssa Buq e Fabiola Melo dividiram espaço com parlamentares e lideranças de direita. O resultado aponta para maior equilíbrio entre conteúdos eleitorais e influência baseadas em entretenimento, pregação, celebridades e cultura digital.

Postagens sobre cristãos supostamente “queimados vivos por terroristas islâmicos” reutilizaram imagens de episódios anteriores sem apresentar adequadamente sua origem e seu contexto. A estratégia reduziu conflitos políticos complexos na Nigéria a uma guerra exclusivamente religiosa e reforçou o repertório da “Igreja perseguida”.

Marco Feliciano utilizou declarações de lideranças do candomblé contrárias à presença de pessoas trans em determinadas funções religiosas para reivindicar o mesmo direito para igrejas evangélicas. O enquadramento busca deslocar o debate da discriminação para a defesa dos “fundamentos de cada religião” e acusar a esquerda de aplicar critérios diferentes a cristãos e religiões afro-brasileiras. A estratégia pode indicar uma tentativa de construir novas alianças conservadoras inter religiosas contra os direitos da população trans.

A fala da promotora de justiça Elayne Rodrigues, ocorrida no dia 3 de julho durante o Fórum de Conselheiros Tutelares na Baixada Fluminense, repercutiu massivamente nas redes digitais evangélicas. Na ocasião, a representante do Ministério Público alegou que uma menção a Deus realizada no palco do evento seria ”inconstitucional”. Desde então, intensas disputas sobre a alegação de “laicidade do Estado” da promotora foram acionadas por diferentes lideranças políticas, religiosas, influenciadores e portais de notícias gospel.

A repercussão no campo de lideranças religiosas vinculados ao bolsonarismo operou através de argumentos que mobilizaram oposições como Laicidade e Laicismo, além de acusações de que a promotora havia agido com “intolerância religiosa” ou sendo “cristofóbica”. Em seu canal no YouTube, o Pastor Rodrigo Mocellin postou um vídeo com o título “o estado laico é uma mentira”, defendendo a ideia de “estado neutro como um mito que esconde um estado anticristão”. Segundo o pastor, o Estado Brasileiro seria pautado pelo “conceito religioso e filosófico do humanismo”, cuja inspiração estaria na Revolução Francesa e na filosofia iluminista. Reações de lideranças religiosas à direita também repudiaram a fala da promotora sob acusações de crime e proferindo ataques ao Ministério Público. Outros ataques mais difusos entre pastores foram direcionados à esquerda, convocando a união entre evangélicos e católicos contra “a agressão à fé cristã” feita pela promotora, além de oposição às religiões minoritárias que, diferente dos cristãos, não sofreriam perseguição do Estado brasileiro.

Entre lideranças políticas, Otoni de Paula também qualifica a manifestação da promotora de “cristofobia”, alegando que ela confunde o estado laico com o estado laicista. Em seu discurso da tribuna da Câmara dos Deputados, evoca um crucifixo com a imagem de Jesus Cristo no Plenário, afirma que não houve oração, e pontua: “Mas se tivesse tido oração, o que tem? O que é que tem? Somos um país cristão!”. E associa a fala da promotora com a ideia de que “Talvez ela quisesse viver em um Estado comunista…”, reiterando associação comum no conservadorismo evangélico entre a defesa do estado laico e o comunismo. Da mesma forma, Maguinha Malta, filha do Senador Magno Malta e pré-candidata ao Senado pelo Espírito Santo, trata como intolerância religiosa e associa a manifestação da promotora como uma perseguição aos cristãos, e que ela se manifestou assim por ser “uma militante de esquerda” que “com certeza aprendeu a ser militante de esquerda já na faculdade”.    

Com a predominância da narrativa de “perseguição” dominando boa parte dos conteúdos analisados neste período, a relação com a copa e a seleção brasileira também esteve no foco. A postura persecutória esteve presente em diversos aspectos, dentre eles, a crítica ao tratamento da grande imprensa  dado a Neymar. Situações vividas pelo jogador foram comparadas por lideranças políticas evangélicas a membros da família Bolsonaro, notadamente Jair, Flávio e Eduardo, com a utilização de narrativas que se apropriam de slogans de fé. 

Por outro lado, também houve críticas à postura do jogador em campo durante a partida contra a Noruega, vindas principalmente do campo da esquerda.

Entre influenciadores evangélicos, o apoio a Neymar repercutiu em narrativas de superação e ousadia, além de publicações sobre sua saúde emocional durante a última partida da seleção. A postagem compartilhada pelo Pastor Leonardo Sale vincula a situação vivida pela perda do Brasil na Copa com a imagem de Neymar orando em campo com as mãos para o alto, argumentando sobre problemas sociais como a corrupção que o país enfrenta na “luta do bem contra o mal”. 

A tramitação do Projeto de Lei 896/2023, conhecido como “PL da Misoginia”, manteve grande repercussão nas redes evangélicas durante o período analisado. Diferente das semanas anteriores, dessa vez houve maior mobilização da esquerda evangélica a favor do Projeto, caso de Benedita da Silva. Sua fala criticando a proposta de emenda para mexer na lei do racismo feita por deputados bolsonaristas, gerou reações a ela, que se somaram a críticas fortemente direcionadas a outras mulheres envolvidas com a tramitação do Projeto, como Tábata Amaral e Erika Hilton. 

Uma fala de Janja sobre misoginia durante entrevista a um podcast também foi utilizada como base para ataques direcionados à primeira-dama, que passou a circular em portais evangélicos de notícias com o apelido de “Misojanjia”

Em diálogo com o tema do PL da Misoginia, destacou-se um vídeo da Senadora Damares Alves sobre violência sexual e abuso contra crianças, especialmente meninas, para anunciar que havia protocolado o PL do Plano Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Recorrendo a um expediente corriqueiro em seu discurso, de trazer casos chocantes de estupros coletivos e casos de pedofilia, Damares sugere que haveria outra estratégia para lidar com o tema da Violência contra a Mulher, já que o debate sobre o PL da Misoginia encontra forte oposição entre parlamentares evangélicos de direita e extrema direita, alegando possíveis violações à liberdade de expressão e liberdade religiosa.

Entre os perfis classificados no campo da esquerda evangélica, foram analisadas as 50 publicações de maior repercussão, que somaram 1.790.771 interações no período. O conjunto, ao contrário do último relatório, apresenta uma pauta bastante diversificada, com conteúdos diretamente políticos e religiosos ao lado de postagens sobre futebol, cultura, entretenimento e eventos cotidianos. Futebol e esportes constituíram o tema mais recorrente no período (12 postagens), na esteira do interesse pelos jogos da Copa do Mundo, seguidos por conteúdos relacionados à política e governo (11 postagens), e por conteúdos de fé e espiritualidade cristã (9 postagens).

De modo geral, as publicações buscaram articular uma agenda progressista conectada à linguagem religiosa a questões como democracia, dignidade humana, combate ao racismo, direitos das mulheres, proteção das crianças, laicidade do Estado e crítica à mercantilização da fé. Ao mesmo tempo, o peso dos conteúdos esportivos, culturais e cotidianos demonstra que a atuação digital desses perfis não se limita ao debate político-religioso. Em especial no caso de Carlos Bezerra Jr., temas de grande apelo popular, como futebol e celebridades, são frequentemente utilizados como ponto de partida para discussões morais e sociais, ampliando o alcance de pautas associadas à esquerda evangélica.

Carlos Bezerra Jr. foi o perfil de maior destaque, concentrando 15 das 50 publicações e 617.880 interações. O futebol funcionou como uma das principais portas de entrada de seus conteúdos, frequentemente articulado a questões sociais e éticas mais amplas. Entre os assuntos abordados estiveram o patrocínio ao Corinthians por uma plataforma de conteúdo adulto, a presença de evangélicos na seleção brasileira, o racismo no futebol sul-americano e os efeitos sociais das apostas esportivas. O perfil também repercutiu denúncias de violência contra crianças, reflexões sobre o Estado laico, conectado à declaração da promotora abordado neste relatório, e relatos religiosos relacionados ao terremoto na Venezuela.

Pastor Henrique Vieira aparece em seguida, com 7 postagens e 253.334 interações. Sua agenda foi marcada principalmente pelo combate ao racismo, pela denúncia de práticas autoritárias contra trabalhadores, pela crítica à instrumentalização política de Deus pelo bolsonarismo e pelo questionamento dos privilégios tributários concedidos a grandes igrejas e organizações religiosas. Marina Silva, com 6 postagens e 186.216 interações, combinou registros de atividades políticas em São Paulo, valorização da participação das mulheres na política e críticas ao governo Trump e à atuação internacional da família Bolsonaro contra os interesses brasileiros. Benedita da Silva e Aava Santiago também reforçaram uma agenda de defesa da democracia, protagonismo político das mulheres, combate ao racismo e apoio ao governo Lula.

As críticas a escândalos e práticas de poder no meio religioso também alcançaram repercussão significativa. O Pr. Caio Fábio criticou o autoritarismo pastoral, a teologia do domínio e o que classificou como “espetacularização emocional de cultos neopentecostais”.

🔎 Análise sobre os rankings das lideranças políticas

Quando consideramos a métrica por postagem única, há mais lideranças políticas do campo da esquerda que se destacam no ranking. A métrica de postagem única indica que, durante o período analisado, houve algum conteúdo compartilhado pela liderança que recebeu relevância pontual. Considerando somente o campo da direita nessa comparação, os primeiros lugares do ranking de número total de interações se mantiveram com Flávio e Eduardo Bolsonaro. No entanto, conteúdos postados por Nikolas Ferreira, terceiro lugar no mesmo ranking, receberam mais alcance do que a soma das postagens de maior interação de Flávio e Eduardo Bolsonaro juntos

🔎 Análise sobre os rankings gerais

Conteúdos sobre a copa do mundo tomaram diferentes caminhos entre influenciadores e portais de notícias gospel. De um lado, houve postagens sugerindo possíveis vínculos entre casas de apostas e jogadores da seleção brasileira. Pela primeira vez, perfis de influenciadores como Jonathan Nemer, Fabiola Melo e Missionária Edméia Williams apareceram. O caso da Missionária é o único que não esteve relacionado ao tema do futebol, trazendo um vídeo em que ela realiza uma pregação no púlpito de uma igreja sobre a relação de fé entre mães e filhos. Durante esse período, houve maior equilíbrio entre os engajamentos registrados para lideranças políticas e influenciadores evangélicos.

Imagens de violência contra nigerianos circularam sob a alegação de que haviam sido “queimados vivos por terroristas islâmicos”. Notícias similares, anteriormente checadas como falsas pela Agência Lupa, voltaram a repercutir através de lideranças religiosas e influenciadores com grande alcance digital. O portal de notícias Assembleianos de Valor, com 1.7 milhões de seguidores, compartilhou notícias sobre o que chamou de “escalada de violência contra cristãos na Nigéria”, utilizando uma imagem de ataques a civis ocorridos em 2020 e atribuídos, na ocasião, como possível responsabilidade do grupo Boko Haram. Esse e outros conteúdos sobre a notícia apontam críticas ao silêncio da grande imprensa sobre o assunto.

Embora notícias sobre perseguições aos cristãos em países africanos sejam recorrentes no campo evangélico, as novas repercussões sobre a escalada na morte de cristãos na Nigéria esteve associada nas postagens recentes à campanhas realizadas por Donald Trump junto a senadores republicanos dos Estados Unidos. A politização à direita da perseguição religiosa vem sendo contestada por outros grupos que monitoram a violência política cometida por jihadistas na Nigéria.

Estratégia de desinformação: o conteúdo resgata imagens de eventos ocorridos em anos anteriores que, embora estejam relacionados a conflitos reais vividos na Nigéria, apresentam complexidades políticas que não se reduzem à referida “violência contra cristãos”. A associação enganosa dialoga com repertórios recorrentes ao campo evangélico, mobilizando narrativas bíblicas sobre a “igreja perseguida”. O potencial desinformativo, nesse caso, opera a partir da omissão de informações essenciais sobre a origem da imagem e contexto de produção das notícias em questão.

O campo evangélico repercutiu diferentes denúncias sobre a perseguição aos cristãos também no Brasil. As notícias compartilhadas se referiram principalmente a dois casos recentemente registrados, envolvendo católicos e evangélicos. No primeiro, postado no perfil de Marcelo Crivella, a repercussão se deu através do vídeo de uma mulher que se define evangélica em defesa dos “irmãos católicos”. No conteúdo postado por Crivella, a mulher narra sobre a notificação do Ministério Público ao Colégio Salesiano pedindo “fim das aulas sobre religião”. Inserções no mesmo vídeo a respeito do PL 1093/2026, de autoria do próprio Crivella, chama a atenção para a proposta do deputado sobre o Estatuto da Liberdade de Crença e Religiosa.

O sentimento de perseguição religiosa foi reforçado, ainda, através de notícias sobre interrupções forçadas de cultos evangélicos. Registros da chegada da Brigada Militar em um culto realizado na Igreja Ministério Fonte de Água Viva, localizada em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul, circularam com a indicação de haver denúncias relacionadas ao volume elevado de som no local. No Portal Gospel Mais Brasil, a perspectiva de uma fiel que estava na igreja no momento apontou que parar um culto seria “crime e difamação”. A situação gerou, ainda, diferentes destaques sobre a presença de policiais armados e associações com a suposta permissividade do governo Lula ao som de festas seculares e celebrações de outras religiões.

O pastor Marco Feliciano fez uma postagem em formato “react” a um diálogo, ocorrido durante uma participação em podcast, entre lideranças vinculadas ao candomblé. A conversa apresenta argumentos das lideranças para justificar suas recusas de que mulheres e homens trans ocupem cargos religiosos nos terreiros. Feliciano dialoga com o caso para alegar “respeito aos fundamentos de cada religião”

Ao mesmo tempo, o caso serviu como argumento sobre a falta de liberdade religiosa para os evangélicos já que, se a mesma fala fosse de um pastor cristão, não haveria silêncio dos “militantes da esquerda”. A utilização de religiões de matriz africana para validar discursos contra a população trans pode representar, nesse sentido, uma tentativa de criar novos enquadramentos de aliança política conservadora no campo evangélico.

A pesquisa foi realizada em 573 perfis (Instagram, YouTube, X, TikTok e Facebook) de lideranças religiosas e políticas, organizações, mídia e influenciadores evangélicos, a partir de busca no Data Lake do Instituto Democracia em Xeque. Foram gerados 17.533 resultados, concentrando 91.431.084 de interações durante o período analisado para o ecossistema evangélico até o fechamento deste relatório. 

O critério utilizado para a coleta de dados relativos aos temas de destaque no ecossistema evangélico foi baseado em análise qualitativa das 50 (cinquenta) postagens com maior número de interações durante o período selecionado, dos respectivos perfis funcionais: lideranças políticas, lideranças religiosas, outros perfis (influenciadores, artistas, mídia evangélica e igrejas e iniciativas), e uma busca por lideranças religiosas e políticas do campo da esquerda, totalizando 200 (duzentas) postagens analisadas. A classificação funcional dos perfis considera sua principal atuação nas redes sociais, reconhecendo que muitos dos atores monitorados exercem múltiplas funções e ocupam diferentes espaços de influência. 

Com base na análise das narrativas presentes nas publicações de maior engajamento, foram identificados os principais temas situados nas fronteiras entre religião e política, foco central deste relatório. A partir desses resultados, foram realizadas buscas complementares no Data Lake do Instituto Democracia em Xeque, utilizando-se palavras-chaves relacionadas às narrativas identificadas, ampliando a compreensão sobre sua circulação no ecossistema monitorado. Como critério adicional, também foi realizada pesquisa por menções de temas em destaque através de hashtags postadas por perfis públicos, ocasionando em achados de perfis de identidade evangélica não previamente listados no Data Lake.

A versão atual do relatório contou com dois novos rankings para avaliação de atores e discursos com as maiores métricas durante o período. Além dos dois rankings focados em postagem única, que buscam avaliar o conteúdo viral e atores menos proeminentes que viralizaram pontualmente, considerou-se desta vez a inclusão de outros dois rankings focados no engajamento total. O objetivo foi identificar lideranças políticas e atores evangélicos mais relevantes para o cenário eleitoral, qualificando a análise a partir das diferenças entre atores centrais e discursos virais.

As lideranças religiosas foram mantidas junto a influenciadores, artistas, igrejas e portais de notícias gospel em ranking separado, seguindo modelo adotado para os outros relatórios. Por fim, as análises apresentadas também incorporam a leitura contextual e analítica sobre o campo evangélico, articulando dados do monitoramento com a análise ampliada das narrativas em circulação. Considerou-se, nesse sentido, manter o destaque fornecido a partir do último relatório sobre as atuações entre lideranças políticas e religiosas alinhadas ao campo da esquerda evangélica, além do novo critério para ranqueamento de lideranças políticas também modificado a partir da última versão.

A seção Fique de Olho não segue, necessariamente, os mesmos critérios metodológicos adotados no monitoramento. Trata-se de um espaço destinado a destacar temas que estejam repercutindo nas redes sociais e na imprensa às vésperas da publicação do relatório, bem como assuntos que, embora apresentem menor engajamento no monitoramento, revelem alta relevância narrativa para compreender as dinâmicas entre religião e política ou potencial de impacto no debate público.

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